O novo festival de ópera na cidade, OPERAFEST LISBOA, dirigido pela soprano Catarina Molder e com a produção da Ópera do Castelo, em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga, está de volta para uma 2ª edição, de 20 de agosto a 11 de setembro, no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA).

Depois do sucesso do seu arranque no Verão de 2020, a 2ª edição do OPERAFEST LISBOA, conjuga tradição e vanguarda, numa programação de Verão, abrangente, que vai da Madame Butterfly de Puccini a uma rave operática, passando por estreias absolutas e um concurso de ópera contemporânea Maratona Ópera XXI, para chegar a todos os públicos. O OPERAFEST LISBOA aposta mais um ano na ópera do futuro e em novos criadores e intérpretes, no talento nacional, cruzando experiência e sangue novo, na conquista de novos públicos e em trazer a ópera para mais próximo do público e do mundo de hoje. De 20 de agosto a 11 de setembro, o Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga, acolhe uma programação que conjuga tragédia e lágrimas para lavar a alma, repleta de mistério e suspense, para voar até à utopia.

Dirigido pela soprano Catarina Molder e com a produção da Ópera do Castelo, o OPERAFEST LISBOA arranca no Japão, em Nagasaki, com Madame Butterfly e a história de amor trágico da gueixa de Cio-cio San e o tenente americano da marinha mercante Pinkerton, pelo mestre da emoção Giacomo Puccini, com a direcção musical do maestro convidado principal Jan Wierzba e encenação da coreógrafa Olga Roriz. O jardim do MNAA apresenta a geografia perfeita para evocar em Lisboa, nos dias 20, 21, 23, 25 e 27 de agosto, pelas 21h30, a casa, no cimo da colina com vista para o porto de Nagasaki, onde a ação decorre. O festival traz-nos várias partes do mundo, inclusive uma América urbana, de onde surge A Médium de Gian-Carlo Menotti, nos dias 28 e 29 de agosto, uma das óperas de maior sucesso do compositor italo-americano, sobre Madame Flora uma médium farsante que acaba por sucumbir à sua própria armadilha, dirigida pela maestrina Rita Castro Blanco e pela atriz e encenadora Sandra Faleiro. Passando a uma América onde reina o paradigma máximo do capitalismo com a Mahagonny Songspiel, que marca a primeira colaboração Brecht/Weill, onde o maior pecado é ser-se pobre. Kabarett de intervenção, apresentada em dose dupla com a nova criação da compositora em residência que se mantém nesta 2ª edição, Ana Seara com Até que a morte nos separe, a partir do conto homónimo de Ana Teresa Pereira, num argumento de irresistível filme noir, também sob a batuta de Jan Wierzba, pela mão do encenador António Pires, nos dias 3 e 4 de setembro.

Uma Gala de ópera encenada, Alma em Fogo, no dia 7 de setembro, apresenta uma galeria de heróis e anti-heróis, de personagens bons que lamentam o seu infortúnio e outras que rejubilam com a desgraça provocada, com convidados internacionais. Este ano a Maratona Ópera XXI, apresenta um concurso para Novas Árias no dia 9 de setembro, os momentos em que a voz em todo o seu esplendor mais nos atinge.

Para além de todos os espetáculos, o festival traz aulas de canto para amadores curiosos, com Máquina Lírica, através de Ópera Satélite que propõe assim novas leituras, caminhos e explorações operáticas, com aulas, debates e conferências.

Os bilhetes já estão disponíveis e a programação completa pode ser vista, aqui.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia
da cortesia de Opera Fest Lisboa
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