“Agrypnia”, a obra do compositor, Nuno Peixoto de Pinho, venceu a segunda edição do prémio Francisco Martins. Como prémio, a obra vai ser editada pelas edições AVA e interpretada pela Orquestra Clássica do Centro, e o compositor vai receber uma quantia de mil euros, atribuídos pelas Livrarias Almedina. 

Nuno Peixoto de Pinho nasceu em São João da Madeira em 1980. Iniciou os estudos em música aos 18 anos na Academia de Música de São João da Madeira e seguiu, mais tarde, para a Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto. Lá trabalhou com os compositores Cândido Lima, Fernando Lapa, Dimitris Andrikopoulos, Carlos Guedes, Eugénio Amorim e Eneko Vadillo Perez, que acabaram por contribuir para a sua formação académica e profissional. 

O compositor natural de São João da Madeira é professor na Universidade Católica Portuguesa do Porto, onde se doutorou em Informática Musical, em 2016,  e na Academia de Música de Espinho. Já tinha outros prémios no seu CV; o 1º lugar no 4.º Concurso Internacional de Composição da Póvoa do Varzim, o 2º lugar no 1º Concurso Internacional de Composição GMCL/Jorge Peixinho e o 1.º lugar no 2.º Concurso de Composição – Academia de Flauta de Verão. 

O júri do concurso de composição da Orquestra Clássica do Centro (OCC) foi constituído por  Luís Tinoco, Sérgio Azevedo, Dimitris Andrikopoulos e Jan Wierzba, maestro titular da OCC. Foram ainda distinguidos através de menções honrosas Diogo André Novo Almeida Carvalho, pela composição de “novo”, e Gerson de Sousa Batista, compositor de “O Despertar de Cronus”. 

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Jan Střecha via Unsplash

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