Entre 1 e 31 de Outubro, Lisboa, Almada e Barreiro, poderão ser descobertas a partir do som. Promovido pela EUFONIA – Sound, Art & Science, o projecto Circuitos Sonoros, que acontece, simultaneamente em Berlim, inspira “a reflexão e o pensamento sobre as dinâmicas sociais dos espaços públicos da Área Metropolitana de Lisboa”, a partir da memória, do medo, da liberdade, do ritmo e da saúde.

Gratuitamente, através de códigos QR, colocados, em locais públicos, por 36 artistas, poder-se-á encontrar as 29 narrativas sonoras, com as quais se abrirá uma nova paisagem urbana, em Cacilhas, Xabregas/ no Beato, na Graça, em Alfama, no Barreiro e no Príncipe Real, desenvolvidas pel’A Bela Associação, Associação Arroz Estúdios, Camaleão, Linha Amarela – Produções e pela Zaratan – Arte Contemporânea, respectivamente.

Zaratan – Arte contemporânea estará presente nas freguesias de Santo António, Misericórdia e Estrela, com Bárbara Bulhão, Boris, Martins Nunes, Fernando Fadigas, Pascal Ansell, Violeta Lisboa, André Sier, Luís Fernandes. O circuito da Camaleão será com os artistas emergentes Jhon Douglas, Anaïs Thinon, Tempura the Purple Boy, Javisol, Luiz Gabriel Lopes, Criatura e Gabriel Pepe.

Arroz Estúdios junta Ghost Department, Halison Peres, Chaby, Lourenço Luís e Vicente Booth na zona de Xabregas e A Bela Associação, dará som à zona de Cacilhas, em Almada, com as criações de Jonny Kadaver, Mariana Tengner Barros, Tiago Rosário, Dj Mee_k. e Sister Ra. A Linha Amarela – Produções unirá cinco pontos do Barreiro, três inseridos na Baía do Tejo e dois no centro da cidade, através de criações artísticas de George Silver e Opus Pistorum .

“Os Circuitos Sonoros representam um modelo criativo, inovador e dinamizador no setor artístico, na medida que pretende ser uma plataforma dirigida a artistas locais e a uma rede de parcerias com diferentes entidades na Área Metropolitana de Lisboa, tentando minimizar a distância entre as três cidades (Lisboa, Almada e Barreiro)”, o que permite estabelecer uma maior coesão cultural e social, de forma democratizada. Estas experiências, visam, ao mesmo tempo, sensibilizar para a importância do som no ser humano e nas comunidades.

Conhece os circuitos, aqui.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia de Henry Be, via Unsplash