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Pergunta da Sorte com Eduardo Cardinho

Eduardo Cardinho, natural de Leiria – Marrazes, é um vibrafonista licenciado em jazz pela ESMAE…

Texto de Andreia Monteiro

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Eduardo Cardinho, natural de Leiria – Marrazes, é um vibrafonista licenciado em jazz pela ESMAE que já ganhou vários concursos e prémios, nomeadamente o Prémio de Jovens Músicos (27ª edição) com o seu projeto Eduardo Cardinho Quinteto. Começou pela bateria, aos 6 anos, mas foi aos 16 que percebeu que queria tocar vibrafone jazz, graças à influência de Jeffery Davis, com quem teve aulas particulares. Faz parte de vários projetos como é o caso dos Home com quem venceu, em 2016, o Prémio Jovens Músicos na categoria Jazz Combo. Depois de ter lançado o seu primeiro álbum de originais em 2016, este ano vai ainda lançar o seu segundo álbum, que conta com nomes como João Barradas, Ben Van Gelder, André Rosinha e Bruno Pedroso.


Com ponto de encontro marcado na Gulbenkian num dia de sol bonito, partimos à procura de um lugar onde nos pudéssemos sentar para um joguinho. O Eduardo Cardinho acabou por me falar no auditório em pedra, ao ar livre, pelo que decidimos ir para lá. Pelo caminho ganhei coragem e decidi confessar que na primeira vez que o vi tocar, no Hot Clube, pensei que nunca tinha visto ninguém curtir tanto a tocar xilofone. O Cardinho partilha comigo que essa confusão é normal e que há muita gente que nem sabe que o vibrafone existe, mas o pior é quando os media escrevem que ele toca xilofone. No entanto, diz que já fez paz com o assunto, mas que fique aqui bem assente que ele toca vibrafone (e se me permitem uma opinião, ele é ‘o’ ninja do vibrafone!). Ao chegarmos, escolhemos os bancos de pedra que ficavam do lado esquerdo do palco e que estavam à sombra. Naquela manhã o auditório estava composto, ora com pessoas a ler, ora com amigos que iam aproveitar o sol da manhã, ou até um ou outro casal. Sentamo-nos e explico-lhe as regras da Pergunta da Sorte. O Cardinho lança o dado e avançamos 1 casa indo parar ao número 1, onde nada acontece. Começámos bem, ou não? Voltando a lançar o dado, 2 casas à frente, vamos parar à casa do Pessoal, onde as cartas fazem perguntas sobre a vida pessoal do artista.

Pessoal: Qual foi o momento mais embaraçoso que viveste?

Eduardo Cardinho (EC): Já vivi muitos, mas deixa-me pensar num em que tenha ficado mesmo envergonhado. Por exemplo, quando estás a chegar ao sítio de um concerto, vais tocar, começas o concerto e, de repente, acontece qualquer coisa mesmo lixada, ou alguém se engana. Quando eu estudava música clássica e alguém se enganava, e estávamos a tocar uma peça que dura para aí meia hora e, de repente, um gajo engana-se no início e vamos até ao fim tudo mal, durante meia hora, em frente ao público, estás a ver? Isso é super embaraçoso (risos).

Andreia Monteiro (AM): Mas provavelmente o público nem repara.

EC: Pois, o público nem repara, mas para nós que andamos a ensaiar aquilo… ficas ali durante meia hora sem saberes onde te hás de meter, sabes? (risos)

Sem dúvidas de para onde tínhamos de seguir, enquanto volta a lançar o dado o Cardinho diz-me que de certeza que já viveu mais momentos embaraçosos, mas que não se está a lembrar de nenhum agora. Avançamos 3 casas e deparamo-nos com a casa da Pergunta Rápida, onde temos cartas com perguntas de sim ou não que têm de ser respondidas sem pensar muito.

Pergunta Rápida: Fá ou Dó?

EC: Fá.

AM: Toda a gente escolhe o Fá.

EC: A sério? (risos)

AM: Acho que o Dó não tem amigos neste mundo.

EC: Escolhi o Fá, porque no vibrafone a nota mais grave é o Fá e a mais aguda também.

É altura de voltar a lançar o dado que nos revela o número 2. Chegamos a uma Pergunta da Sorte, em que posso fazer a pergunta que escolher na altura.

Pergunta da Sorte: Há pouco tempo andaste em estúdio. O que andas a preparar?

EC: Gravei o meu novo disco, com uma formação diferente que é com o João Barradas no acordeão midi, o Ben Van Gelder, que é o convidado especial que veio de Amesterdão e é um saxofonista alto, o André Rosinha no contrabaixo e o Bruno Pedroso na bateria. Ainda gravámos com um quarteto de cordas em algumas músicas – dois violinos, viola e violoncelo – e temos também um tema com eletrónica que é de um compositor, que é o Igor Silva. Vai ser o meu segundo disco e é isso que eu estive a fazer.

AM: E já sabes quando sai?

EC: Em novembro, espero eu.

Com um grande disco à espreita, avançamos todos contentes para a próxima pergunta. Avançando 3 casas vamos parar novamente à Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Tenho aqui uma fotografia que publicaste que tem a ver com teres ido viver para Amesterdão para fazeres o teu mestrado. Porque decidiste ir para lá e o que achas ter sido a melhor coisa que trouxeste contigo dessa experiência?

Fotografia retirada da página de Facebook do Eduardo Cardinho, a propósito da conclusão do seu mestrado em Amesterdão

EC: Decidi ir para lá, porque estava um bocado farto de Portugal. Tinha acabado a minha licenciatura e, quando a acabei, tive um ano a trabalhar, a dar aulas num conservatório. Só que era muito chato, porque dava aulas a miúdos muito pequeninos, ou mesmo a mais velhos, mas era num conservatório onde a maior parte do pessoal não estava muito empenhado em estudar. Então, resolvi que queria fazer alguma coisa mais séria da minha vida e queria estudar outra vez. Queria ir para fora e as opções eram Berlim ou Amesterdão. Como Berlim tinha uma classe de vibrafone muito grande, escolhi ir para Amesterdão, porque não tinha ninguém. A ver se me safava melhor (risos). A coisa que trouxe de lá foi contactos com muita gente de outros países e de outras culturas. Fiz muitos amigos, conheci pessoas novas, tive oportunidade de ver concertos incríveis, pessoal americano, músicos de jazz. Acho que foi essa a coisa mais importante para mim.

AM: Gostaste de viver em Amesterdão, mesmo em termos da cidade em si? Porque é muito diferente de Portugal, só pelas bicicletas…

EC: Sim, era o que ia dizer. Andar de bicicleta todo o dia, para todo o lado, é incrível. É a cena que tenho mais saudades de lá. Mas, por outro lado, gosto mais de Portugal, porque é o nosso país e tem este sol bonito (risos). Lá não temos, é sempre muito escuro. Lá também há sol, mas na maior parte do tempo está aquele nevoeiro e céu cinzento. Mesmo quando há sol é diferente daqui, sabes?

Vamos então seguir com o jogo! O dado manda-nos avançar 2 casas e vamos parar novamente ao Pessoal.

Pessoal: O que mais repudias numa pessoa e o que mais gostas?

EC: O que mais repudio é a inveja por causa do bem-estar da outra pessoa. O que mais gosto é a humildade e pessoas honestas.

Voltando a rolar o dado, este ganha expressão e vai cair na fenda entre as cadeiras de pedra. Mas, ao espreitar, há um número certo à nossa espera. Avançamos 5 casas, indo parar ao número 18, onde nada acontece. Voltamos a dar corda ao dado e avançamos 1 casa, calhando novamente no Pessoal.

AM: Bem, gostas mesmo das perguntas pessoais! (risos)

Pessoal: Qual foi a última pessoa a quem disseste obrigado e porquê?

EC: A última pessoa a quem disse obrigado? Foi para aí ao Rosinha, ainda há bocado quando saí de casa (risos). Estou em casa dele e deve ter dito qualquer coisa como “boa sorte, tem um bom dia!”. E eu, “obrigado”! (risos).

AM: Que queridos! (risos)

Ainda levados pelo riso movido por esta recordação ternurenta, o Cardinho volta a lançar o dado que revela o número 6. Temos mais uma Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Qual é o melhor momento do dia para ir surfar?

EC: Ah! Sabes que eu faço bodyboard… (risos). De manhãzinha. Acordar mesmo cedinho e ir surfar de manhã. Acordar às 8h da manhã, ir para lá e estar lá a manhã toda. Depois sais, vais comer, dormes uma sesta e vais estudar o resto da tarde (risos).

AM: Como é que descobriste esse desporto? Ou quando começaste?

EC: Desde pequenino. Ia muitas vezes para a Nazaré com os meus pais, de férias. Então, tinha muitos amigos Nazarenos e eles faziam todos, via toda a gente a fazer. Comecei a chatear os meus pais para me comprarem uma prancha, estava sempre na água. Depois comecei a fazer, a fazer e, entretanto, fui estudar para Espinho, que tem praia e, então, continuava sempre a fazer no verão e inverno. E pronto, fiz sempre regularmente. Só quando fui para Amesterdão é que não pude fazer, porque aquilo tem praia, mas são diferentes das de cá. Mas como é que sabes que faço bodyboard? (risos)

AM: Há uma coisa chamada…

EC: Facebook?

AM: Sim! E faço o meu trabalho de casa com aquele stalking básico.

EC: Claro! (risos)

É tempo de voltar a dar voz ao dado. Desta vez, manda-nos avançar 6 casas e vamos para a um Sê Criativo, a casa que lança um desafio que o convidado tem de resolver de forma criativa. Confesso que estava ansiosa por virmos cá parar.

Sê Criativo: Pensa no teu maior defeito. Agora desenha-o e eu adivinho qual é.

EC: O meu maior defeito? Como é que vou desenhar isto?

O Cardinho pensou durante uns segundos antes de começar a desenhar. “É muito fora desenhar um defeito”, disse-me ainda por entre risos. Mas o jogo é quem mais ordena. Começou por se desenhar, depois um semáforo e um carro. De seguida, uma seta que indicava que era ele a passar. Podes ver o resultado final em baixo:

Desenho do maior defeito por Eduardo Cardinho

AM: Não respeitas os sinais da estrada?

EC: Não, não é isso (risos).

AM: Gostas de transgredir as regras?

EC: Espera aí que eu já te vou ajudar.

O Cardinho volta a pegar no lápis e desenha o balão de pensamento com alguém na praia.

AM: Então… queres ir para a praia, mas estás preso no trânsito?

EC: Não é isso. Eu estou a pensar em alguma coisa e estou a atravessar a estrada com um sinal vermelho.

AM: Ah! És distraído!

EC: Sim, é isso (risos).

AM: O melhor método é instalares alguma buzina para ver se não passas vermelhos. Aqui em Lisboa é capaz de ser complicado passar um vermelho. Em Leiria, talvez não seja, não sei.

EC: Epah, eu moro no Porto, mas é parecido.

AM: Mas és de Leiria, ou não?

EC: Sim, sim. De Marrazes (olhem que isto foi dito com uma certa entoação de orgulho)!

Quando voltamos a lançar o dado este ganha força e exibe o número 6, que nos leva novamente a um Sê Criativo. Parece que esta casa tomou o gosto às habilidades artísticas do Cardinho.

Sê Criativo: Um amigo teu está triste porque partiu uma unha. Que playlist lhe recomendarias? (sugere, no mínimo, 5 músicas).  

EC: Ora bem, primeiro mandava-lhe assim umas musiquinhas para ele continuar ainda triste, mas para começar a subir a autoestima. Recomendava-lhe assim o Choro Dançado da Maria Schneider. Depois podia ser um tema do Kurt Rosenwinkel para ele começar a ficar mais feliz. Podia ser do álbum Star of Jupiter, ou não – do Heartcore. Depois ele já estava a ficar mais animadinho, podia ouvir o Aaron Parks, Nemesis. Depois, dava-lhe assim um Birth of the Cool do Miles Davis. Para acabar em beleza, dava-lhe uma coisa épica. Por exemplo, o Hunnybee da Unknown Mortal Orquestra do disco “Sex & Food”.

Após a quíntupla sugestão musical, avançamos 4 casas indo parar a uma Pergunta da Sorte.

Pergunta da Sorte: Neste momento tens em mãos, pelo menos, 4 projetos. Como é que se gerem tantos grupos? Há algum que queiras destacar neste momento?

EC: Quero destacar os meus, como é óbvio (risos). Não, neste momento o principal é o meu novo projeto que vou lançar agora. Mas depois, claro que quero destacar o projeto do André Rosinha, que é um grupo que gosto muito. O grupo do João Barradas, os Home, que é um grupo dos meus preferidos de sempre. E o da Marta Arpini, que é uma cantora italiana que mora em Amesterdão, com quem costumo tocar e vamos também gravar disco este ano. Depois vão aparecendo outras coisas, mas mais regulares são estes projetos. Aparecem uns grupinhos que o pessoal faz uns gigs e tal, mas estes são os principais. Gerir isto é fácil. Não há assim tantos concertos, por isso vai-se marcando as coisas e vamos tocando. Com os Home era mais complicado, porque tínhamos muitos concertos e para estar a fazer mais concertos para além desses era mais difícil de conseguir pôr tudo junto e tocar nos mesmos festivais. Para mim o mais difícil é ter a disponibilidade do Barradas nos meus grupos (risos) e ter o Ben Van Gelder, mas de resto está tudo bem. Faz-se tudo bem.

AM: Quais são os nomes desses projetos?

EC: Marta Arpini com Fiorirai, João Barradas com Home, André Rosinha com Pórtico e o meu é Eduardo Cardinho qualquer coisa. Ainda não sei, mas vou ter um nome em breve.

AM: Acho que devia mesmo ser Eduardo Cardinho Qualquer Coisa.

EC: Exato (risos)!

AM: Acho que acabamos de encontrar o nome.

EC: Eduardo Cardinho Quelque Chose.

AM: Ora muito bem, para dar um ar assim mais internacional.

Depois de uma decisão importante como estas tomada é altura de descobrir o que o dado nos reserva.  Avançamos 2 casas e temos direito a mais uma Pergunta da Sorte.

EC: Gosto destas e de calhar aqui (risos).

Pergunta da Sorte: Como é que passaste da bateria, aos 6 anos, para o vibrafone?

EC: Quando era mais novo estava sempre a tocar nas panelas lá de casa e os meus pais compravam-me sempre tambores nas feiras. Então viram que queria ser músico e havia uma banda filarmónica lá nos Marrazes. Fui para a banda com 5 ou 6 anos e comecei a tocar bateria, porque era o que havia e era uma coisa que adorava na altura, mas também não conhecia mais nada. Entretanto, tive aulas com esse professor, que era o João Maneta, e quando tive a idade certa para ir para o conservatório, no 5º ano da escola, fui para o primeiro grau do Orfeão de Leiria. No conservatório eles ensinam percussão clássica, ou seja, tens o vibrafone, marimba, tímpanos, caixa e aí a bateria desaparece, porque não faz parte do programa de percussão clássica. Então, também comecei a pôr um bocado a bateria de parte, porque comecei a gostar de outras coisas, como a marimba. Não gostava de vibrafone nessa altura, gostava mesmo da marimba. Queria ser marimbista. Entretanto, quando tinha 16 anos e ia para o 10º ano, fui para Espinho e comecei a estudar percussão lá e descobri o Jeffery Davis, que foi o vibrafonista que montou as classes de vibrafone em Portugal e, graças a ele, existe vibrafone jazz cá. Ouvi-o a tocar e decidi que queria mesmo ser vibrafonista de jazz. Adoro tudo o que o Jeffery faz e tive oportunidade de ter aulas particulares com ele e pronto.

AM: Esta pergunta não tem muito a ver, mas como é uma pauta de vibrafone, é igual? Porque a de bateria é muito diferente.

EC: Sim, a bateria não tem nada a ver, mas a do vibrafone é igualzinha. O vibrafone é igual a um piano, onde tens as teclas brancas e pretas, só que aqui é tudo da mesma cor. E é mais pequenino, tem três oitavas. Na bateria e percussão é que usam símbolos e é diferente.

Cada vez mais perto da casa final do jogo, avançamos 5 casas e vamos parar à casa do Pessoal.

Pessoal: Qual é a tua primeira memória dos tempos de criança?

EC: Boa pergunta, caraças! A melhor memória que tenho, sou eu e o meu irmão pequeninos, em casa, e andávamos sempre a brincar com fisgas a tentar acertar em coisas. Uma vez o meu irmão, com uns três anos e eu com seis, agarra na fisga, no quintal, e havia uma janela para a cozinha, onde a minha mãe estava a cozinhar. O meu irmão vê um pássaro pousado na janela e queria acertar-lhe com a fisga. Faz pontaria e manda a pedra à janela e fura-a. A minha mãe pensava que aquilo era um tiro. Eu e o meu irmão começamos a fugir e escondemo-nos. A minha mãe, pelo que me contou, esteve meia hora lá baixada a pensar que tinha sido um tiro (risos).

AM: Coitada! (risos)

EC: E é isso. Era a minha infância. (risos) Eu e o meu irmão erámos terríveis.

Voltando a lançar o dado temos ainda a oportunidade de, 2 casas à frente, concretizarmos mais um desafio do Sê Criativo.

Sê Criativo: Pensa no teu número da sorte. Sem falar, conta-nos uma história em x passos.  

EC: Eu não tenho um número da sorte, mas tenho um de que gosto.

AM: Qual é?

EC: O 23.

AM: Oh puxa! Nunca mais saíamos daqui.

EC: Então pode ser um mais baixo. Também gosto doutro. Eu disse o 23, porque era o meu número de quando jogava futebol.

AM: Também jogavas futebol?

EC: Sim, mas pode ser o 7, vá.

O Cardinho começou a sua obra-prima dizendo que iria retratar um ponto marcante da sua vida. Desenhou os barcos, o passeio, o canal, num dia de muito sol, o Conservatorium van Amsterdam (onde tirou o seu mestrado) e ele a saltar para o canal. Podes ver o resultado final em baixo:

História em sete passos por Eduardo Cardinho

AM: Saltaste para o canal? (risos)

EC: Foi um dia de muito calor, eu não consegui aguentar e mandei-me para o canal em frente à escola. Agora meteram lá uma placa a dizer que é proibido (risos).

AM: Por tua causa?

EC: Não, mas foi o que aconteceu. Estava muito calor, tipo 35ºC, já em finais de junho, e eu estava com imenso calor. Estava lá pessoal a nadar e eu atirei-me.

AM: Ah, estava lá pessoal a nadar. Não foi só chegares lá e pumba!

EC: Estavam lá três pessoas, mas aquilo era super nojento.

AM: Gostavas de Geologia quando andavas na escola?

EC: Acho que tive foi Geografia, mas gostava sim.

AM: É que os teus desenhos fizeram-me lembrar os que se fazem em Geologia ou Geografia.

EC: A sério?

AM: Sim, porque não desenhas só o que vês, também representas o subsolo.

EC: Eu só desenho em duas dimensões (risos).

AM: Então está perfeito!

O dado manda-nos avançar 3 casas, a conta certa para calhar na Casa Gerador, a casa final do jogo onde o entrevistado irá responder a uma pergunta do convidado anterior e deixar uma pergunta para o próximo. Ainda se lembram da pergunta do André Nascimento? “Conseguirias viver sem música, tendo em conta que o silêncio também pode ser música?”. Podes rever a pergunta do André aqui.

Vê o vídeo em baixo para saberes qual a resposta do Cardinho e a pergunta que deixou para o próximo convidado da Pergunta da Sorte! Vemo-nos em breve! ;-)

Entrevista por Andreia Monteiro

Se queres ler mais crónicas da Pergunta da Sorte clica aqui.

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