Pela primeira vez, Portugal chegou à final do Le Grandpoetryslam 2020, onde um(a) poeta é distinguido/a com título de campeão/ã mundial de poesia falada, num universo de vinte vozes de várias partes do mundo. Numa edição de formato online, em virtude situação de pandemia, a representante nacional, Maria Giulia Pinheiro, conquistou o 4º lugar da competição.

A concorrente tinha ficado em segundo lugar no Campeonato Nacional de Poetry Slam, onde concorrem representantes eleitos em cada uma das organizações autónomas desta expressão artística, segundo o mesmo formato, a apresentação de três poemas autorais de 3 minutos, sem acompanhamento musical, sem figurino, sem objecto cénico. Deste, é apurado/a o/a representante nacional no Campeonato Mundial, no qual o mesmo esquema se mantém, em três fases de selecção. Uma vez que o concorrente que ficou primeiro lugar, não teria disponibilidade para comparecer, a organização optou por dar a oportunidade a Maria Giulia Pinheiro.

Em 2019, a poeta chegou a Portugal, partindo do Brasil, onde nasceu em São Paulo. Nessa altura trazia já na bagagem o livro Da Poeta ao Inevitável, publicado em 2013 pela Editora Patuá, e Alteridade, publicado pelo Selo do Burro em 2016. Maria Giulia é igualmente performer nos espetáculos Alteridade e A Palavra mais Bonita, colaboradora de diversos eventos, como o poetry slam “Todo o Mundo Slam“, a “Ginginha Poética“, “uma tertúlia itinerante que mistura poesia e bebidas típicas de cada lugar” e o sarau “Ciranda: Jogo de Palavra Falada”.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia via Unsplash

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