Com o encerramento dos espaços culturais devido ao novo confinamento geral, as apresentações e oficinas presenciais da TRANSBORDA – Mostra Internacional de Artes Performativas de Almada serão reagendadas em datas a anunciar. A primeira edição da iniciativa arranca no próximo domingo, dia 24, com a já prevista programação online.

Dedicada à criação de ponta contemporânea, à partilha artística e à difusão de obras performativas movidas pelo desejo de experimentação e de exceder fronteiras, a TRANSBORDA reunirá anualmente artistas e curadores que realizam trabalhos com enfoque na diversidade dos corpos, nas possíveis formas de convivência entre diferentes culturas e na instituição de campos relacionais através da arte.

Umas vez adiadas as ações presenciais, que se realizarão numa data ainda a definir, a iniciativa arranca com a programação online nas mesmas datas e horários inicialmente previstos.

No próximo domingo, 24 de janeiro, das 17h às 20h, realiza-se uma conversa com Vania Vaneau e o crítico Ruy Filho, editor-idealizador da revista Antro Positivo.

No mesmo dia, entre as 17h e as 20h, pode também assistir-se ao projeto “Brasil Sequestrado”, que foi concebido para o formato digital pelo brasileiro Eduardo Bonito e a espanhola Isabel Ferreira, curadores residentes em Madrid. O programa é composto por vídeo performances e palestras performativas de artistas e ativistas da cultura contemporânea brasileira e foi criado especialmente para a TRANSBORDA, contando com a participação de Alice Ripoll & Cia REC, Calixto Neto, Princesa Ricardo Marinelli, Zahy Guajajara e Wellington Gadelha. “Brasil Sequestro” gera contextos de debate e visibilidade em torno da situação de crise cultural, social e política no Brasil, apoiando a produção e a circulação internacional de obras de artistas brasileiros.

Já no dia 31 de janeiro, entre as 17h e as 20h, acontece uma conversa com João Fiadeiro, Carolina Campos e o crítico Ruy Filho, sendo que, das 18h às 20h, repete-se “Brasil Sequestrado”.

A programação “aproxima artistas que investigam no corpo linguagens singulares, um ecossistema de criadores interessados em encontros que possibilitam deslocamentos e transformações. Experiências cheias de vitalidade questionadora que transpõem limites entre as artes, entre as pessoas”, pode ler-se em comunicado sobre esta mostra que pretende trazer à cidade artistas provenientes do Brasil, Portugal e França que experimentam práticas urgentes e inovadoras em dança e noutras artes performativas.

Texto por Flávia Brito
Fotografia de Eduardo Fukushima

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