O programa Príncipes do Nada, um programa de coautoria da Catarina Furtado, da produtora Até ao Fim do Mundo, representada por Ricardo Freitas, e da RTP, está de volta ao pequeno ecrã para revelar o percurso de migrantes e refugiados e como é viver nos maiores campos de refugiados do mundo. Estreia-se hoje, dia 9 de junho, na RTP 1, às 21h00.

Entre 2006 e 2017, a RTP emitiu em horário nobre quatro temporadas da série Príncipes do Nada, um programa dedicado ao trabalho na área do desenvolvimento humano nos países em vias de desenvolvimento e em Portugal, que aborda os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devem ser implementados até 2030 (agenda da ONU). Foram acompanhadas centenas de iniciativas, projetos e organizações em vários países, de Moçambique à Indonésia, da Índia a Guiné-Bissau, de Cabo Verde a Timor-Leste, e em todos os destinos se encontraram pessoas empenhadas a combater a fome e a pobreza extrema, a trabalhar por melhor educação, saúde, igualdade de género, a empoderar as mulheres, a salvaguardar os direitos das crianças, a dar suporte nas crises humanitárias, a denunciar a prostituição ilegal e a exploração de recursos naturais.

Em 2020, chega a quinta temporada de Príncipes do Nada. Catarina Furtado, apresentadora e atriz, fundadora e presidente da associação Corações com Coroa, Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), é a cara do programa ao lado das várias caras com quem conversa e encontra em situações dramáticas, mas como exemplos de mudança. No vídeo de apresentação, que Catarina Furtado disponibilizou nas suas redes sociais, são levantados os lugares em foco: “Foram milhares de quilómetros que fiz para ouvir centenas de pessoas como eu mas com muito mais coragem do que eu e muito menos sorte do que eu. Com a minha equipa Príncipes do Nada, fomos até ao maior campo de refugiados do mundo, Kutopalong, no Bangladesh; fomos até ao maior da Europa, Moria, na ilha de Lesbos, na Grécia; fomos até ao país que acolhe o maior número de refugiados por habitante, o Líbano; fomos até ao maior de África, no Uganda. E, na Colômbia, ouvimos relatos impressionantes de violências sofridas por deslocados à força internos, mas também de venezuelanos que atravessam a fronteira desesperados com fome. O mundo tem 70 milhões de pessoas que foram obrigadas a fugir dos seus países para evitar a morte. Migrantes e refugiados. Metade dos refugiados são crianças, muitas desacompanhadas. Fugiram sem nada, sonham voltar a ter vida e não querem ser parasitas dos países que os aceitem. Querem contribuir. Muitas estão a morrer aos bocadinhos nos campos de refugiados”.

 

A nova temporada de Príncipes do Nada revelará o dia-a-dia de refugiados e refugiadas, bem como o trabalho indispensável de várias organizações, como a Organização Internacional para as Migrações, o Programa Alimentar Mundial e Fundo das Nações Unidas para a População. Catarina Furtado explica na sua conta de Instagram que foram “meses de trabalho muito duro, física e emocionalmente, mas muito gratificante também porque as histórias felizes mantêm a esperança”. E acrescenta que é essa a sua missão, agradecida pela relação profissional com a produtora Até ao Fim do Mundo que permite a realização do programa que é “uma extensão da minha pessoa... enquanto mulher, mãe, Embaixadora do Fundo das Nações Unidas para a População.... e comunicadora”!

Príncipes do Nada será emitido todas as terças-feiras, às 21h00.

Texto de Rita Dias
Ilustração de Príncipes do Nada

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