Hoje, entre as 11h00 e as 14h00, um grupo de profissionais da Cultura e das Artes realizou protestos, no Porto e em Lisboa, sob a forma de uma marcha silenciosa, aludindo ao silêncio do Estado perante o sector, no contexto particular da pandemia covid-19.

“As escassas medidas cedidas quer pelo Estado como Ministério da Cultura para o apoio dos trabalhadores deste setor (…) mexem, obviamente, com a dignidade humana, mais que com o nosso caráter artístico”, lê-se no comunicado da organização, divulgado pela Lusa.

Até ao momento, o percurso, na cidade do Porto, deste grupo informal, ainda não foi divulgado. Em Lisboa, teve início na Praça do Comércio e terminou na Praça do Rossio, passando por pontos essenciais da cultura e da política, como Câmara Municipal de Lisboa, a Assembleia da República, o Teatro do Bairro Alto, o Teatro da Politécnica, o Teatro da Trindade, o Teatro São Luís, o Teatro Nacional São Carlos, o Teatro Nacional D. Maria II, o Teatro Politeama, o Teatro Tivoli, o Teatro Villaret, o Cinema São Jorge e o Parque Mayer.

“Em causa está “o não reconhecimento das profissões ligadas ao setor da Cultura e das Artes”, o “anúncio a 22 de maio da existência de 30 milhões [de euros], alocados para a Cultura, distribuídos equitativamente pelos diferentes municípios nacionais, que, na verdade, foram retirados do Programa Cultura para Todos, um programa de apoio aos trabalhadores independentes (…) que não chega para todos, mencionando também, o aumento da verba por parte da tutela para um concurso” quando se luta “pela sobrevivência”, com “mais de 600 candidaturas elegíveis” que chegou apenas para 311 entidades”, assinalaram estes trabalhadores”, citados pela Lusa.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues e Lusa

Fotografia de Jackson Simmer, via Unsplash