A Fidelidade Arte e a Culturgest acabam de lançar um novo projeto intitulado “Reação em Cadeia”, com o objetivo de ajudar a promover a arte contemporânea. Com curadoria de Delfim Sardo, o projeto prevê que os artistas convidem sucessivamente os próximos artistas, em articulação com o curador, para as seguintes exposições.

“Esta parceria de programação cultural entre a Fidelidade e a Culturgest consiste em implicar os artistas na seleção dos seus pares que lhes sucederão, para exibirem obras ou exposições: num primeiro momento, na Fidelidade Arte e, posteriormente, na Culturgest Porto. Em ambos os espaços, as exposições têm entrada gratuita”, explica a organização em comunicado.

Ângela Ferreira abre a primeira exposição deste projeto com a mostra “Dalaba: Sol d’Exil”, que pode ser visitada até 17 de maio, na Fidelidade Arte, em Lisboa. A mostra estará também presente na Culturgest, no Porto, de 1 de junho a 1 de setembro.

“Dalaba: Sol d’Exil” parte da intervenção que Ângela Ferreira realizou em 2018 no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (MAAT) inttulado Pan African Unity Mural, no qual cruzava as histórias de vida de George Wright (guerrilheiro e ativista do Black Panther Party que acabou por viver clandestinamente em Portugal até hoje) e de Miriam Makeba (1932-2008), uma das mais relevantes vozes da música africana, que foi também ativista, militante e figura de referência global na construção da africanidade.

A primeira artista convidada do ciclo “Reação em Cadeia” é, posteriormente, sucedida por Jimmie Durham (E.U.A., 1940), que inaugura o seu projeto a 6 de junho, na Fidelidade Arte, em Lisboa, e a 14 de setembro, na Culturgest Porto.

Por sua vez, Durham colaborou na seleção do artista seguinte, Elisa Strinna (Itália, 1982), cuja exposição tem início a 27 de setembro, na Fidelidade Arte, em Lisboa, e no final de janeiro de 2020, na Culturgest Porto.

"Reação em Cadeia" envolve três duplas intervenções por ano – na Fidelidade Arte e na Culturgest Porto –, estando previsto decorrer ao longo de três anos. No final de cada ano, de acordo com a organização, “será publicado um livro que compilará a memória dos três projetos do ano, com extensa documentação sobre o seu desenvolvimento”.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Daniel Malhão

Se queres ler mais notícias sobre a cultura em Portugal, clica aqui.