Na sua 17ª edição, o Festival Internacional de Cinema DocLisboa, que decorre em outubro em vários espaços da capital, vai dedicar retrospetivas ao cinema da Alemanha de Leste e ao trabalho da cineasta libanesa Jocelyne Saab.

O festival assinala a efeméride do 30º aniversário da queda do Muro de Berlim com a retrospetiva “Ascensão e Queda do Muro – O Cinema da Alemanha de Leste”, refere a organização em comunicado.

“Esta retrospetiva tem como objetivo mostrar a abundância de formas e temas nas produções cinematográficas da Alemanha Oriental […]: filmes de propaganda e proibidos, ficções e documentários, curtas e longas, realizados por várias gerações de cineastas”, de Konrad Wolf, Gerhard Lamprecht e Karl Gass a Winfried Junge e Gerhard Klein, passando por Jürgen Böttcher, Volker Koepp, Iris Gusner, Andreas Voigt, Helke Misselwitz e Thomas Heise.

Os filmes incluídos na retrospetiva “retratam o povo alemão – por vezes acompanhando-o ao longo dos anos – a viver num país ferido num território ferido”, refere a organização, salientando que ver estes filmes “significa não apenas desenterrar o passado, mas também repensar o presente”.

A programação da 17.ª edição do DocLisboa, que decorre entre 17 e 27 de outubro, inclui ainda uma retrospetiva dedicada ao trabalho da cineasta, fotógrafa, jornalista, intelectual refinada e feminista libanesa Jocelyne Saab, falecida este ano.

A organização do festival recorda que o cinema de Jocelyne Saab, “feito de documentários, reportagens, filmes de ficção, tem como ponto de partida a cidade de Beirute para depois atravessar o Médio Oriente, o Mediterrâneo e diferentes expressões artísticas, com um olhar intenso e ao mesmo tempo alegremente surrealista”.

As retrospetivas da 17.ª edição do DocLisboa são antecipadas já a 26 de julho, numa sessão ao ar livre na Cinemateca Portuguesa, às 22:30, com a exibição de “Paule in Concert”, de Lew Hohmann, e “Lettre de Beyrouth”, de Jocelyne Saab.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Mesh via Unsplash

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