A intérprete e compositora Rita Onofre, lança o seu primeiro single “Haja Sempre”, no dia 15 de Maio, que ficará disponível em todas as plataformas digitais. É o primeiro tema do seu primeiro EP.

A música e a letra são de Rita Onofre, a produção de Choro (Miguel Laureano) e a mistura e masterização de Vítor Gomes Teixeira. “Esta e as próximas músicas têm muito a ver com adolescência, que eu acho que nunca vou abandonar, e sobre crescer num mundo que está bastante deficiente”.

Nasceu no meio da música. O seu pai sempre tocou guitarra e espalhou esse desejo pela casa. “O meu pai tocava as bossas e a minha mãe cantava. Nas sextas-feiras e nos sábados, à noite, jantávamos sempre tarde, porque ficávamos a cantar”, conta. Completou o ensino secundário na Escola Profissional de Imagem. A sua formação também passou pelo Hot Clube Escola de Jazz Luís Villas-Boas. Com a banda Sease, editou um álbum e dois EP’s. A música sinaliza a importância do apoio da família no seu percurso.

Caracteriza-se como pertencente a esta geração de indie e dos novos cantautores/as, que têm vindo a redescobrir a língua portuguesa e a aprender a “tratá-la com respeito e amor”.

É no quarto, no silêncio e na solidão da casa, que surgem os seus “fantasmas, que não têm que ser propriamente maus”, que lhe trazem as primeiras letras e sons, destinados a seguir para o mundo. “Expor os medos e os sonhos é um acto importante porque cria empatia, e a empatia cura muita coisa. Não estou a dizer que sou curandeira de alguma coisa. Acho que, se há algum papel que a minha música possa ter, é esse, de transformar estados de espírito”, partilha.

O seu projecto a solo tem sido produzido por Miguel Laureano e o processo de gravação decorreu no período de quarentena, o que foi um desafio. “Tínhamos uma chamada de WhatsApp ligada, enquanto tínhamos o audiomovers, que transmite o som de um computador para outro, em tempo real e com qualidade real. Então, conseguia acompanhá-lo, enquanto estava a produzir. Isto é, descobri formas de fazer as coisas acontecerem, mesmo com estas limitações”, explica. Ainda sobre a partilha da sua música neste tempo, diz que “é a coisa mais acertada que se pode fazer”, “não deixar que isto impeça o movimento da vida”. Trata-se de uma “sensação de guerrilha, conclui.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Artwork de Marta Emauz Silva