Selma Uamusse editou na passada sexta-feira, dia 24 de julho, Liwoningo, álbum que deveria ter sido apresentado em março, mas que só agora chegou às lojas e às plataforma digitais devido à pandemia de covid-19 que ditou o seu adiamento.

O segundo álbum da cantora moçambicana (cujo nome significa luz, em chope, uma das línguas de Moçambique), foi produzido por Guilherme Kastrup, produtor premiado com um Grammy pelos álbuns A Mulher do Fim do Mundo e Deus é Mulher da brasileira Elza Soares.

Em comunicado, a cantora explica como o disco “acentua o património imaterial africano, de Moçambique”, sendo que essa condição de africanidade “continua a inspirar letras e melodias, mas mistura-se por esse mundo fora, em temas e arranjos, uns mais próximos da tradição do folclore, outros que vagueiam entre o eletrónico, o rock, o afrobeat e o experimental, mantendo como raiz comum o poder do ritmo, da língua ou das sonoridades africanas, mas sempre aberto outras influências”.

Liwoningo começou a ser desvendado com os singles “No Guns” e “Hoyo Hoyo”, lançados a 31 de janeiro e 27 de março, respectivamente. Os temas despertaram o interesse e curiosidade do público que, em poucos dias, esgotou o espectáculo de antestreia do disco, nos Jardins da Gulbenkian, a 18 de julho.

O novo álbum sucede a Mati, o seu disco de estreia elogiado pela crítica e que viajou por quatro continentes em mais de 60 concertos. Liwoningo conta com participações dos brasileiros Bixiga 70, Rodrigo Campos e Swami Jr., e dos artistas moçambicanos Chenny Wa Gune, Milton Gulli e Lenna Bahule e do korista Mbye Ebrima, da Gâmbia.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Luís S. Tavares

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