O movimento SOS Arte realizará a sua primeira exposição no dia 4 de Junho, pelas 18h00. Esta terá lugar online até dia 30 de Setembro.  Com curadoria de António Cerveira Pinto, Margarida Sardinha, Maria de Fátima Lambert, Nuno Sacramento e Regina Frank, 117 artistas, fundadores ou aderentes deste colectivo, partilharão, em cinco exposições, cada uma da responsabilidade de cada curador, os seus trabalhos, cuja maioria foi desenvolvida no período de confinamento.

Trata-se de mais uma iniciativa de resposta do colectivo, face à situação cultural portuguesa e às fragilidades que se agravaram, promovendo um cruzamento artístico, não só no que diz respeito à área onde se insere cada expressão, mas também aos autores, cuja participação não tem restrições de idade nem de género. Esta iniciativa, assim que seja possível, estender-se-á a espaços físicos,  como museus, centros de arte e salas de exposições, de natureza pública ou privada, que acolherão as mais de 300 obras, cujo valor das vendas reverterá na totalidade para o respectivo autor. Na inauguração, os artistas apresentarão as suas obras.

SOS ARTE é um “coletivo informal, autónomo e apartidário de profissionais das artes contemporâneas, que surgiu em Abril e que opera de forma participativa num contexto da crise social e económica. As suas propostas e iniciativas incluem objetivos vinculados a este estado de emergência, mas também objetivos de longo prazo. A sua estratégica assenta numa palavra APROXIMAÇÃO e consiste na [AUDIÇÃO] do setor das artes, na [REALIZAÇÃO] de iniciativas e apresentação de propostas que ajudem a minorar a situação de carência e fragilidade existentes, que contribuam para o [RECONHECIMENTO] das especificidades das profissões que atuam na arte contemporânea, na [REGULAMENTAÇÃO] das relações de trabalho, na [REDISTRIBUIÇÃO] de recursos, nomeadamente financeiros, no estabelecimento de [PARCERIAS] com empresas e instituições nacionais e internacionais, na reforma e na [REESTRUTURAÇÃO] da lógica de representação do sector das artes”, lê-se no comunicado de imprensa.

Podes ver o programa da exposição, aqui.

Texto de Raquel Botelho Rodrigues
Cartaz cedido pelo SOS Arte