No dia 19 de agosto, pelas 09h30, o Transforma – Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central, leva à Praia Fluvial de Monsaraz a ação de inclusão "Sessão de Retrato de Estúdio". O ação é integrada no projeto Topofilias e quer que os seniores da região possam fotografar e ser fotografados.

Coordenado pela CIMAC, e cofinanciado pelo Fundo Social Europeu no âmbito do Alentejo 2020, o Transforma – Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central pretende promover a inclusão social junto de populações excluídas ou isoladas, através de uma abordagem integrada entre cultura e inclusão social num contexto que se sabe de baixa intensidade e predominantemente rural, envolvendo entidades locais que já têm experiência nas áreas culturais em que se foca o programa. Nesse contexto, tem desenvolvido várias ações e workshops. O último, no dia 12 de julho, sobre Mediação Cultural, foi dirigido a técnicos da área cultural e vereadores e orientado pela coordenador científica do Plano Nacional das Artes, Maria Assis, em parceria com Susana Pires, mediadora cultural e arte-educadora. No workshop, houve espaço para a promoção de uma abordagem inicial ao contexto da mediação cultural, de forma participativa, e para um breve levantamento de necessidades, problemáticas sociais, entidades/espaços, possibilitando uma leitura das realidades do concelho e as perceções sobre o conceito de mediação cultural.

"Sessão de Retrato de Estúdio", a realizar no dia 19 de agosto pelas 09h30, é a próxima ação de inclusão. Desta vez, o público é sénior e o objetivo é garantir o seu envolvimento, permitindo que possam fotografar e ser fotografados, contribuindo para a construção de memórias e identidades através da fotografia. Integrada no projeto Topofilias - fotografia com seniores, e desenvolvida pela Malvada Associação Artística com direção artística e criação de Ana Luena e José Miguel Soares a "Sessão de Retrato de Estúdio" é de acesso gratuito.

O Transforma pretende, também, estabelecer uma abordagem diferenciadora na forma como a cultura pode ser geradora de coesão e inclusão social, de crescimento económico, de práticas ambientais sustentáveis, numa lógica de cidadania participativa e de proximidade territorial.

O programa será implementado até março de 2023 e é composto por dois subprogramas interligados, assente em duas lógicas de intervenção com vista à dinamização de estratégias de inclusão social: uma que pretende atuar nas condições e no contexto das estruturas e organizações que atuam ou podem vir a atuar na promoção da inclusão social por via da cultura, e outra, mais operativa, que pretende implementar experiências sociais de inclusão pela cultura, direcionadas para os grupos-alvo em causa.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia disponível via Unsplash

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