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Silly: Este disco é mais um “olá, estou aqui!”

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Silly presenteia-nos com o seu primeiro EP onde conta com nomes como Pedro da Linha, EU.CLIDES, DEEKAPZ e Charlie Beats. “Viver Sensivelmente” é o cartão de visita da artista que mostra aquilo que a inspira verdadeiramente – o ator de observar e absorver a vida a acontecer.

“Queres chá?”. É com esta questão e ao som do mar que gravou nos Açores que Maria Bentes, mais conhecida por Silly, nos recebe no seu primeiro EP - “Viver Sensivelmente”.  A viagem começou em abril de 2020, quando nos sussurrou “Além”, a felicidade que acontece quando alguém mistura bossa nova, hip hop, jazz e R’n’B. Depois, o caminho fez-se numa “cadência feliz”, conta Silly ao Gerador, que, mesmo sendo “artista de pandemia”, deu concertos em palcos como a Casa do Capitão, a Galeria Zé dos Bois ou no digital, no The Hood Box, e fez parte dos Novos Talentos Fnac deste ano.

Fotografia de Francisco Narciso

Questionada sobre este caminho que, para quem está de fora, parece rápido, Silly conta que aconteceu tudo de uma forma “descomprometida” – “Acho que este EP já existia há mais tempo do que imaginava. Eu já estudava música e há uns dois anos comecei a escrever mesmo, então a Silly foi esse conciliar da música com a escrita. Depois aproveitei o primeiro confinamento para lançar o meu primeiro tema. Foi só ter coragem de partilhar aquilo onde me estava a aventurar, sem saber a quem ia chegar e o que ia acontecer. Desde aí tem sido uma cadência de acontecimentos incríveis e o meu foco também tem sido esse. Mas a cena sempre foi muito minha (e ainda continua a ser), talvez muito egoísta, de escrever e colocar cá fora. Por isso, tudo o que vem desse partilhar é muito bom, e o retorno que tenho tem sido incrível para mim”.

Em novembro, cerca de um ano depois, Silly voltou a apresentar os seus gritos sussurrados ao mundo (desta vez com direito a videoclipe), com o single “Vida a Mil” – em parceria com EU.CLIDES - a música que apresenta “Viver Sensivelmente”. “Ao contrário dos temas, o nome do EP foi desde sempre uma certeza para mim, sabia que o título do meu primeiro projeto seria este. “Viver Sensivelmente” porque é dessa forma sensível que vivo, sempre muito estimulada e vulnerável ao que me rodeia, quero acreditar que estes temas traduzem bem nas letras e na sonoridade a mistura que sou. Este disco é mais um “olá, estou aqui!” explica Silly.

Silly não gosta de catalogar as coisas, nem a sua música, mas os temas que nos serve espelham as suas influências e a forma doce e intensa como está no mundo, repleta de metáforas, numa mescla perfeita de instrumentos, como o piano e a guitarra, abraçados por sonoridades eletrónicas, de forma muito orgânica e experimental. Para este cartão de visita Silly convidou alguns dos nomes que admirava e com quem se foi cruzando pelo caminho: “Neste processo todo desde que comecei a partilhar coisas, nessa cadência de acontecimentos, conheci pessoas incríveis que se foram cruzando comigo, identificaram-se comigo também e foram ficando. Por exemplo, o Pedro da Linha conectou-se comigo e com a minha música e decidiu mergulhar comigo no EP para fazermos o disco juntos. Para mim, é um elogio muito bom, teres alguém que admiras, que de repente se liga e respeita o teu trabalho. Com o EU.CLIDES foi a mesma coisa, cruzámo-nos e criámos uma relação de amizade. Com os DEEKAPZ, uma banda brasileira, foi igual e como tinha uma música, a "Sem Tudo", que me levava mais para a bossa nova, eles ajudaram-me a tornar o tema mais incrível".

O EP conta ainda com a direção artística de Rita Matos e com a edição a cargo da XXIII, um coletivo de produtores e comunicadores de música assente na quebra de barreiras entre géneros musicais.

“Acho que a única promessa que posso fazer é de que ao ouvirem este disco, vão-me conhecer, é uma forma de entrarem em mim e de me conhecerem, no fundo o EP traduz-me super bem.”, conclui Silly, que, por agora, vê os seus concertos adiados devido às novas medidas, mas com a promessa de que, muito em breve, subirá ao palco do Maus Hábitos, no Porto, e ao palco do Musicbox, em Lisboa.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia de Rita Matos

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