Depois de uma digressão e uma passagem por Lisboa, os Solar Corona apresentam o primeiro disco de estúdio, Lightning One, no dia 19 de maio, no Ringue do CCOP, no Porto.

A banda surge “daquele terceiro boom de bandas barcelenses” inspirada por outras bandas  mais velhas da região, afirmou Peter Carvalho, o baterista, ao Gerador. Começaram em 2013, numa altura “em que estava muita malta adolescente a tocar em bandas novas [e] três amigos ali dos lados de Viana do Castelo juntaram-se para tocar”, mas três anos mais tarde já tinham parado, até Rodrigo Carvalho, do rapaz do improviso de guitarras e do sintetizador, ter desafiado Peter e Zé Roberto Gomes, o baixista, para continuar a desenvolver a banda à qual o saxofonista Julius Gabriel se juntou.

Lightning One não é o primeiro trabalho de estúdio, mas é o primeiro longa-duração da banda que mostra para o que se estavam a guardar durante estes anos. Peter acrescenta ainda que “para chegar ao disco, tivemos que ensaiar muitas vezes. Há ensaios que não rendem muito, há outros em que temos a sorte de poder tomar uma decisão forte e andar com a música para a frente. Chegamos lá como toda a gente chega”.

O disco será apresentado no dia 19 e conta também com a presença de Dreamweapon, Instituto Fonográfico Tropical e Pop’lar. Tanto Solar Corona, como Dreamweapon, são bandas saídas das fornadas escaldantes da Lovers&Lollypops e uma vez questionado sobre a cena musical barcelense, Peter diz que a vê “um bocado através de memórias. Não está morta nem perto, simplesmente nunca foi o Manchester que toda a gente insiste em romantizar, como se não houvessem mais filmes no mundo. Há muita malta musical em Barcelos, não tem é resultado em muita música nova. Alguma se procurarem.”

Texto de Rita Matias dos Santos
Fotografia de Renato Cruz Santos

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