Ricardo Toscano é um saxofonista português de 26 anos, natural de Lisboa – cidade onde vive. Em 2018, lançou o seu álbum de originais Ricardo Toscano Quartet. Os outros membros do quarteto são João Pedro Coelho (piano), Romeu Tristão (contrabaixo), e João Pereira (percussão). Estes músicos já se conhecem há pelo menos seis anos e, enquanto quarteto de jazz, têm dado bastantes espetáculos não só em Portugal mas também no estrangeiro.

Ricardo Toscano Quartet é o principal projeto deste saxofonista. Contudo, também possui um duo com João Paulo Esteves da Silva (pianista jazz). Em Outubro de 2019, fez alguns concertos com o seu trio internacional, do qual fazem parte “o super-baterista norte-americano Ali Jackson e o contrabaixista francês Geráud Portal”, conta Ricardo.

Este músico convive com o jazz desde muito pequeno. “Porquê música? Foi muito fácil… Cresci numa família de músicos.”, disse-nos. O seu pai também é músico profissional e toca tanto clarinete como saxofone. Ricardo Toscano era ainda criança, quando começou a assistir às aulas que o seu pai dava na Sociedade Filarmónica Operária Amorense (margem Sul de Lisboa), para aprender teoria musical. A escolha do saxofone foi uma influência do pai. “Queria imitá-lo. Além disso, também me apaixonei pelos discos de jazz com os quais cresci.”, revela o saxofonista.

Relativamente ao percurso académico, Ricardo Toscano entrou no Conservatório de Música de Lisboa com 13 anos. Aos 16 anos passou a estudar saxofone alto na Escola de Jazz Luís Villas-Boas – Hot Clube de Portugal (Lisboa). O Hot Clube é uma associação sem fins lucrativos, fundada por Luis Villas Boas em 1948, com o objectivo de promover e divulgar o Jazz em Portugal.

Também frequentou a Escola Superior de Música de Lisboa (ESML). “Deixei um ano por fazer na licenciatura da ESML mas… Esta forma de arte não se aprende na escola.”, diz-nos Ricardo. “É tudo acerca de investigação, de procurar e contactar com os verdadeiros mestres desta arte. Estar com eles, tocar com eles, falar com eles. Já tenho tido muitas oportunidades de privar e tocar com alguns mestres.”, conclui.

Na segunda vez que foi a Nova Iorque, o jovem saxofonista cruzou-se com o célebre trompetista de Nova Orleães Wynton Marsalis que o desafiou para uma audição. Ricardo aceitou, era uma oportunidade única. O Wynton Marsalis gostou e o contacto entre os dois músicos tem-se mantido.

Queres ouvir o Ricardo Toscano a tocar? Perguntámos-lhe onde – “Diria que toco em todos os locais onde há jazz. Em Lisboa, toco muitas vezes no Hot Clube, na Fábrica do Braço de Prata, no bar O Bom, O Mau e o Vilão… Estes concertos de bar são sempre num ambiente mais informal, à exceção do Hot Clube.”

O saxofonista Ricardo Toscano

Ricardo Toscano aceitou a proposta Geradora e deu-nos sugestões para acalmar o rebuliço natalício:

Um livro

Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa

Um CD

Chopin: The Nocturnes, de Maria João Pires

Um filme

Almada, um nome de Guerra (1977), de Ernesto de Sousa

Um evento cultural a não perder

No próximo dia 20 de Dezembro, “Aqui Está-se Sossegado” por Camané/Laginha, no Coliseu dos Recreios de Lisboa

O que não te pode faltar na mesa de Natal?

O doce de bolacha da minha mãe. Quem provou sabe do que estou a falar.

Texto de Maria Costa
Fotografias de Pauliana Pimentel

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