Susana Moreira Marques é escritora e jornalista freelancer, colaborando, actualmente, com o Jornal de Negócios. Foi correspondente do jornal Público e trabalhou na BBC World Service, em Londres. Porém, a sua primeira experiência profissional foi em cinema, onde sente que trabalhou o olhar.

Foi reconhecida com o Prémio AMI — Jornalismo Contra a Indiferença e o Prémio Direitos Humanos e Integração, atribuído pela Comissão Nacional da Unesco. “O que me interessa no jornalismo é a capacidade de olharmos para o mundo e perceber o que falta contar dele. Depois, colmatar essas falhas, ajudando a perceber um pouco melhor o mundo em que vivemos”, disse numa entrevista à PACTA.

O seu primeiro livro Agora e na Hora da Nossa Morte (2013), uma obra híbrida, foi o fruto de um projecto apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, no qual acompanhou, juntamente com o fotógrafo André Cepeda, uma equipa de cuidados paliativos nas suas viagens de trabalho a Trás-os-Montes. Recentemente, foi-lhe atribuída, pelo Ministério da Cultura, uma bolsa de criação literária, destinada a doze autores nacionais.

Susana Moreira Marques aceitou a proposta Geradora e deu-nos sugestões para acalmar o rebuliço natalício:

Um livro

A Beleza do Marido, de Anne Carson. É uma das maiores poetas mundiais vivas, com uma obra absolutamente singular, e que só foi publicada em Portugal há muito pouco tempo e por uma pequena editora, a não edições.

Um CD

O novo da pianista Joana Gama, que ainda por cima vem acompanhado de um belo livro: Arcueil, editado pela Miasoave e BOCA.

Um filme

Não é um filme, é uma série, mas é indispensável para os tempos que correm, em que tantas vezes parece que caminhamos para uma distopia: Handmaid’s Tale, a série baseada no romance brilhante de Margaret Atwood.

Um evento cultural a não perder

Eu vou levar a minha filha a ver O Quebra-Nozes, um clássico de Natal. Será o seu primeiro bailado. Pela Companhia Nacional de Bailado, no Teatro Camões.

O que não te pode faltar na mesa de Natal?

Aletria. Era uma tradição da minha avõ. Agora, a minha mãe faz uma aletria quase tão boa como a minha avó fazia e, algum dia, terei que ser eu a aprender a fazê-la.

Este artigo não segue o Novo Acordo Ortográfico

Texto de Raquel Botelho Rodrigues
Fotografia de Vitorino Coragem

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