Depois de décadas a pressionar severamente os recursos ambientais, a indústria da moda está agora a despertar para a importância de se tornar mais “amiga” do planeta. Por todo o mundo, surgem marcas que incorporam nas suas identidades essas preocupações, mas também as gigantes da indústria já tentam fazer esforços nesse sentido. A espanhola Mango, por exemplo, acaba de lançar uma nova marca inteiramente ligada ao bem-estar, ao consumo consciente e à sustentabilidade ambiental. As peças em algodão serão produzidas em Portugal, país que está entre os que estão mais à frente no caminho para uma moda mais “verde”, garantem os representantes do têxtil e vestuário luso.

De acordo com a Fundação Ellen MacArthur, todos os anos, a indústria da moda é responsável por cerca de 10 % das emissões globais de dióxido de carbono e utiliza 93 mil milhões de litros cúbicos de água, isto é, tanta quanta seria precisa para satisfazer as necessidades de cinco milhões de pessoas. Este setor é, contas feitas, um dos mais poluentes do mundo. Mas se há uma década pouco ou nada se falava de sustentabilidade ambiental nesse meio, diz o Banco Mundial, hoje a realidade é outra. “É encorajador ver que algumas empresas estão a envolver-se” na luta pela preservação do planeta e, consequentemente, contra as alterações climáticas, salienta a mesma instituição.

Entre as gigantes da indústria, por tendência ou preocupação efetiva, já se notam os esforços no sentido de serem (pelo menos, em parte) mais “amigas” do planeta. A Mango, por exemplo, diz estar “numa viagem” e compromete-se a que, no próximo ano, todas as suas peças tenham “propriedades sustentáveis”. Enquanto isso, a espanhola lançou também uma nova marca a que deu o nome de Alter Made e a vocação de ser dedicada ao “bem-estar, à sustentabilidade e ao consumo consciente”. O objetivo é oferecer peças “duradouras”, “intemporais” e baseadas em produção local.

É por isso que, em vez dos fabricantes asiáticos habitualmente utilizados pela Mango, as roupas da Alter Made serão produzidas por mãos italianas – no caso dos modelos em caxemira – e portuguesas – no caso das peças em algodão. Portugal está, de resto, na liderança ou “no grupo dos que lideram” o caminho para a sustentabilidade ambiental, assegura Ana Dinis, diretora executiva da Associação do Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP). Joana Jorge, project manager na ModaLisboa, acrescenta que há já várias empresas com ADN lusitano a “darem cartas” nesta transformação daquilo que vestimos em algo menos nocivo para o planeta em que vivemos.

Por cá, há, além disso, várias marcas que têm nascido e se têm batido por essa preocupação para com o planeta, como a Naz, a ISTO e a Duarte, mas também a Behén – que transforma antigas toalhas e colchas em peças de roupa – e a Buzina, que recusa a sazonalidade da moda. Entre estas, ser mais “verde” é um objetivo que tentam verter em todas as etapas da cadeia de valor, dos tecidos à distribuição, passando pela forma como são tratados os trabalhadores e a escala da produção escolhida. Toda a indústria está a ser reformulada, informa Joana Jorge.

Dos excedentes de outros nascem as peças novas de uns

Nunca a expressão “o lixo de uns é um tesouro de outros” fez tanto sentido na indústria da moda como agora. Está refletida na ascensão recente do mercado em segunda mão, mas também na utilização dos excedentes de material de umas marcas para a criação das peças de outras, opção tomada, por exemplo, pela Buzina e pela Naz.

“Para fazer frente ao desperdício e maximizar os recursos existentes, a Buzina recupera matérias-primas de fábricas parceiras para produzir as suas coleções”, explica a marca, no seu site. Vera Fernandes, fundadora e diretora criativa, detalha que, inicialmente, o caminho da utilização dos excedentes de material foi também escolhido por causa da falta de capital para fazer investir nos “muitos metros de tecido” que eram exigidos, como limite mínimo, pelos fornecedores. “Percebemos que, utilizando o deadstock, conseguiríamos ter matérias-primas reutilizadas maravilhosas”, explica a responsável, acrescentando que mesmo hoje, já depois de a marca ter crescido, essa opção mantém-se.

A Naz tem uma história semelhante, quanto à sua relação com o uso de excedentes de matérias-primas. “Inicialmente, a marca utilizava bastante tecidos provenientes de excedentes, principalmente pelo facto de não termos os mínimos de produção de fábricas, o que nos levou a procurar alternativas”, conta a empresa portuguesa, que refere que, também nessa altura, foram desenvolvidas parcerias com fornecedores de malhas recicladas, que “sempre foram flexíveis em relação às quantidades”. O crescimento da Naz fê-la procurar outros caminhos, além dos excedentes (que continuam, ainda assim, a fazer parte da marca). “Alargámos a nossa oferta para linho e algodão orgânico”, adianta a mesma fonte.

E por falar em algodão orgânico, a Knot – marca portuguesa de roupa de bebé e criança – garante que, “desde sempre”, privilegia a utilização de matérias-primas naturais, como o algodão orgânico (além da lã e do linho), mas revela que tem sido que é cada vez “mais difícil encontrá-lo”. Isto “uma vez que a crescente preocupação ambiental por parte das marcas tem gerado um aumento da procura por este tipo de materiais”. A marca atira que “essa escassez resulta também num aumento do preço destas matérias-primas, que depois tem de ser refletido no preço final das peças”. A propósito, a Ecosophia, marca especialista em brindes promocionais feitos com materiais ambientalmente sustentáveis, destacava num comunicado recente que o algodão orgânico é “a fibra do século XXI”, por exigir menos 91 % de água no seu cultivo e produção, ter menos 26 % de impacto na erosão do solo e ser cultivada de forma natural, sem pesticidas, herbicidas, fertilizantes ou qualquer outro produto químico. Apesar destas características, a escassez denunciada pela Knot, já levou esta marca a decidir que, nas suas coleções futuras, irá procurar também “alternativas nas fibras recicladas”.

Quem já usa materiais que são fruto de processos de reciclagem é a Salsa. Entre os materiais “inovadores” que escolheram para as suas peças, está o Tencel Refibra – que se baseia no reaproveitamento de restos de algodão que seriam desperdiçados através do seu casamento com pasta de madeira para criar novas fibras –, a Repreve – que é feita a partir de garrafas de plástico –, a 3M Recycled Warth – conseguida também a partir de materiais reciclados, como garrafas de plástico –, e a MIPAN Nylon – um fio de nylon que é criado através da reciclagem de lixos comuns. “Estamos a trabalhar no nosso projeto de sustentabilidade há quase 10 anos”, assegura a marca portuguesa, que nasceu em 1994, no Norte de Portugal.

Por outro lado, há marcas que levam mais longe a ideia de dar uma “nova vida” às matérias-primas já existentes e fazem do upcycling – a reutilização criativa de materiais aparentemente inúteis para a criação de novos produtos – um dos seus traços distintivos. É o caso da Behén, marca da portuguesa Joana Duarte, que foi imaginada na Índia, quando a criadora se deparou com a tradição de passar os sári (trajes típicos), de geração em geração. “Percebi que em Portugal há algo assim: o enxoval”, salienta a designer, explicando que foi aí que lhe surgiu a ideia de transformar as colchas e toalhas que, tradicionalmente, acompanhavam as noivas em peças de roupa.

Behén tem como âncora a ideia do enxoval

“A primeira peça que comprei foi uma colcha, numa feira de antiguidades. Pensei ‘este material já existe há 50 anos e está impecável. Porque não tento usá-lo?’. Foi assim que fiz o meu primeiro casaco”, conta Joana Duarte. Hoje, a Behén usa, além de colchas, também toalhas e linho antigo bordado como base das peças que oferece. “O upcycling é muito mais sustentável do que a produção de qualquer fibra. Estamos a falar de milhares de colchas e toalhas que não estão a ser aproveitadas e que podem ser reaproveitadas”, defende a designer.

Mas não é importante apostar apenas em matérias-primas mais “amigas” do ambiente. “Há também muito trabalho a fazer na confeção e na distribuição”, frisa Joana Jorge, da ModaLisboa.

Mitigar o impacto da produção da roupa no planeta

Entre as empresas têxteis portuguesas, a sustentabilidade ambiental e social “não é um fenómeno recente”, garante a diretora executiva da ATP. Ana Dinis explica que a indústria lusa tem registado uma “melhoria contínua dos processos”, com vista a “aumentar a eficiência na utilização” da água e da energia, bem como a reaproveitar esses recursos. “Existem cada vez mais técnicas para minimizar os desperdícios de matérias têxteis”, salienta também a responsável. E acrescenta que, no que diz respeito, por exemplo, aos corantes, têm surgido “vários exemplos de empresas que têm utilizado” soluções de base natural. A Valerius, a propósito, está a usar bactérias para tingir tecidos, em vez de os pigmentos tradicionais, o que permite reduzir até 90 % o consumo de água e os químicos, segundo a diretora executiva da empresa, Patrícia Ferreira.

Mas, da parte das marcas, nem sempre é fácil assegurar que todos estes esforços de sustentabilidade ambiental são mesmo colocados no terreno, sinaliza Leonor Ferreira Lopes, marketing manager da ISTO, que recorre a pequenos fornecedores portugueses. “Infelizmente não conseguimos controlar o uso de energia no processo produtivo. No entanto, ao trabalhar com fornecedores com as mais altas certificações nacionais e internacionais, muitas das preocupações são ultrapassadas. Temos de acreditar nas certificações”, salienta a responsável. Leonor Ferreira Lopes explica, além disso, que trabalhar com fornecedores nacionais permite pelo menos “diminuir os impactos do transporte” dentro da cadeia de valor.

ISTO recorre a pequenos fornecedores em Portugal para criar as suas peças

Ainda sobre o processo de produção, e no que aos direitos dos trabalhadores diz respeito – esta uma das questões mais polémicas do processo de transformação da moda rumo à sustentabilidade ambiental –, a responsável da ISTO garante que, ao produzir em Portugal, as fábricas a que recorrem estão sujeitas a “leis mais rigorosas” e “grande partes destes problemas são evitados”. Ainda assim, revela: “Fazemos questão de fazer visitas periódicas, não só para cimentar a nossa relação, mas também para conhecer de perto o que se faz por lá, [bem] como as pessoas envolvidas e o ambiente de trabalho”. A ISTO, diz Ferreira Lopes, acredita que pagar o “custo justo” por cada produto é imperativo, para assegurar esses direitos dos trabalhadores.

Na mesma linha, a Salsa adianta que, quando abre um concurso para um determinado fornecedor, impõe “um caderno de encargos bastante específico que determina que os parceiros têm de garantir parâmetros mínimos, não só relativamente à qualidade do seu trabalho, mas também no que diz respeito à sua ética de trabalho”. Esta marca de jeans garante, além disso, que faz também um “acompanhamento regular” dos locais de produção, que estão não apenas em Portugal, mas também na Ásia e em África.

Em menor escala, a Duarte – marca de Ana Duarte e que se descreve como streetwear sustentável – decidiu trabalhar com costureiras espalhadas por Portugal, às quais, assegura a designer, consegue “pagar salários justos”. De acordo com Ana Duarte, com este modelo de confeção, é possível, de resto, controlar os desperdícios, que acabam também por ser usados como acessórios. Já a Buzina resolveu escolher parceiros (dos fornecedores de tecido à confeção) num raio máximo de 11 quilómetros para poupar energia, além de se recusar a industrializar os seus processos, garantindo que cada trabalhador dedica-se a cada peça do início ao fim. “Não são máquinas, conhecem o histórico da peça e, assim, percebem exatamente tudo o que estão a fazer”, explica Vera Fernandes.

Todas estas soluções proporcionam o nascimento de peças de roupa mais “amigas” do ambiente, mas para que a moda alivie o seu peso sobre o planeta tem também de desacelerar o seu ritmo de produção e, consequentemente, de consumo, indica o Banco Mundial. A Fundação Ellen McArthur estima que, todos os anos, 500 mil milhões de dólares são “perdidos” em vestuário que é usado poucas vezes, que não é doado, reciclado e que acaba, assim, em aterros.

Sazonalidade tem os dias contados?

“Vamos ter de nos habituar a comprar menos, mas a adquirir peças que durem melhor e mais tempo”. As palavras são de Joana Jorge, da ModaLisboa, que reconhece que a indústria portuguesa “tipicamente sempre produziu com qualidade”, o que abre a porta a que as marcas que fabricam por cá possam adotar a durabilidade das suas peças como bandeira.

A pensar precisamente na vida mais longa do vestuário, Vera Fernandes enfatiza que a Buzina recusa ter coleções sazonais. “Procuramos eternizar alguns artigos para mostrar a durabilidade, que se adequam a diferentes alturas e ocasiões”, avança a diretora criativa da marca. E continua: “Não faço peças intemporais – porque são peças de autor – mas procuro, pelo menos, que tenha alguma intemporalidade”. A responsável acrescenta que a própria qualidade dos tecidos “é escolhida para durar”. Inicialmente, a Buzina tinha também como lema produzir apenas 70 vezes as peças de cada coleção, número que, entretanto, teve de crescer, “por consequência do sucesso da marca”.

Também a ISTO rejeita a ideia tradicional de coleções de moda sazonais. Antes, dispõe de uma “coleção única e permanente”, composta por “básicos intemporais com uma gramagem superior”. “Estes atributos fazem com que as nossas peças tenham a maior durabilidade possível. A durabilidade das peças é muito importante para aumentar o ciclo de vida do produto e evitar um consumo exagerado”, defende Leonor Ferreira Lopes.

Naz tem como valores a sustentabilidade, transparência e respeito

Já na Naz, a regra que está fixada internamente a respeito da durabilidade é que as peças “têm de poder ser lavadas 30 vezes”. “Por outro lado, a durabilidade das peças está muito ligada a como tratamos delas. Apostamos muito na educação dos consumidores neste sentido”, observa a marca, indicando que tem uma página no seu site dedicada a esse propósito. E como num mundo com menos consumo, a produção também tem de ser inferior, a Naz dá acesso com antecedência às lojas com as quais trabalha na Europa de modo a fazer uma “triagem inicial das peças que serão mais vendidas” e apurar quais precisarão, então, de ser produzidas em maior quantidade. “Felizmente conseguimos chegar ao final das coleções com pouco stock, que é vendido em coleções futuras. Quando acontece ficarmos com stock parado durante mais do que dois anos, doamos as peças a instituições que necessitem das mesmas”, pormenoriza a marca.

Para solucionar essa mesma questão de stock em excesso – e para evitar que acabe em aterros –, a Knot criou o “Knot Memories”, iniciativa no âmbito da qual vende as peças de coleções antigas “a preços especiais” na sua loja outlet e no seu site. “Por muito que tentemos gerir essas quantidades [de produção] da melhor forma, acaba sempre por existir stock no final de cada estação”, admite a marca de roupa infantil.

Da máquina de costura para as mãos do consumidor

Com as peças terminadas, importa, depois, fazer chegar as novas roupas às mãos dos consumidores, com o menor impacto ambiental possível, uma missão que pode ter os seus desafios.

A ISTO, por exemplo, no que respeita às entregas internacionais, faz questão de pagar uma “taxa adicional para utilizar um serviço que compensa as emissões de gases com efeitos de estufa por meio de investimento em projetos de proteção climática”. Já quanto aos envios nacionais, tem testado alternativas. No Natal de 2020, lançou um serviço temporário de green delivery. “Usamos um veículo elétrico, com zero emissões, poupando uma série de envios pelo meio tradicional”, conta Leonor Ferreira Lopes. Além disso, a ISTO tem tentado maximizar a “vida” das embalagens que utiliza para os envios.

Já Ana Duarte, da Duarte, reconhece que o reforço da sustentabilidade ambiental das vias de distribuição é algo em que está “sempre a trabalhar para melhor”. “No início, tínhamos umas caixas de cartão com um plástico à volta. Entretanto, decidimos eliminar o plástico e, quando conseguimos, optar pela opção de UPS” com emissões de carbono reduzidas, esclarece a designer.

Também na Salsa, o “lado logística da operação está em constante desenvolvimento”, havendo uma “busca contínua por soluções com menor pegada ecológica”. Para as compras feitas online, a marca usa agora uma embalagem de cartão microcanelado – que já permitiu poupar 165 toneladas de cartão – sem qualquer tipo de plástico. A Salsa tem, além disso, compromissos firmados para o futuro, a este nível: “Podemos afirmar que vamos reduzir a emissão de dióxido de carbono por transporte aéreo em mais de 100 toneladas e [vamos cortar] em quase 30 toneladas as emissões de consumo de combustível.”

Esta marca portuguesa garante que, tudo somado, os esforços no sentido da sustentabilidade ambiental são reconhecidos pelos seus consumidores, que “há muito” questionam a Salsa acerca da sua pegada ambiental. “Temos, sem dúvida, um longo caminho a percorrer, mas nada é mais importante para nós que sentir que temos impacto no meio ambiente e na comunidade”, assevera a mesma fonte.

Leonor Ferreira Lopes, da ISTO, partilha da visão de que os consumidores estão cada vez mais preocupados com o ambiente. “Temos muitos clientes a elogiar a nossa política de transparência e compromisso com a sustentabilidade, mas acima de tudo sentimos que os clientes estão muito satisfeitos com a nossa qualidade e com a nossa curva de aprendizagem”, afirma a responsável.

Nem todas as marcas estão, no entanto, a sentir o reconhecimento desses esforços com tanta expressividade por parte do mercado. Ana Duarte diz que, em alguns casos, a sustentabilidade ainda é vista como algo aborrecido, sendo preciso instruir o consumidor a saber o que realmente está a comprar. “É um caminho longo”, antecipa a designer. A Naz acrescenta: “Especialmente em Portugal, onde o poder de compra nem sempre acompanha a vontade de investir em moda sustentável.”

Nessa linha, a diretora executiva da ATP explica que “os consumidores do Norte da Europa estão já muito sensibilizados para as questões da sustentabilidade e da economia circular”, havendo uma enorme procura deste tipo de produtos, enquanto os do Sul do Velho Continente ainda têm “um longo caminho a fazer, assim como no resto do mundo”.

Joana Jorge concorda. A responsável da ModaLisboa indica que as preocupações ambientais ainda não tocam à maioria dos consumidores, embora já apareçam alguns com interesse em ter peças portuguesas, mais exclusivas e com uma história por detrás. Joana Duarte, da Behén, sublinha, a propósito: “O designer tem um papel fundamental [no despertar do interesse do consumidor para peças mais sustentáveis], porque somos nós que pomos as coisas giras cá fora”. “É um trabalho contínuo”, atira, por sua vez, Joana Jorge, defendendo que é preciso fazer da sustentabilidade ambiental “uma realidade” em todos as etapas da cadeia de valor e para todas as marcas. “Não apenas para alguns unicórnios”, entende. É por aí que passarão os próximos passos da transformação “verde” da indústria da moda, uma “reformulação que será complexa” e estendida no tempo, remata a responsável da ModaLisboa.

Texto de Isabel Patrício
Ilustração de Priscilla Ballarin
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