No mesmo ano, Tânia Ganho lançou dois livros de extrema importância na sua vida, com o seu nome na capa. “A Liberdade é Uma Luta Constante”, que reúne ensaios, entrevistas e discursos de Angela Davis, ativista e académica americana, com tradução sua, e “Apneia”, um romance que assina em nome próprio e publica oito anos depois de ter publicado “A Mulher-Casa”. E é por viver desta relação entre a tradução e a escrita que Tânia nunca está sozinha, não vive isolada, e forma constelações de autores com quem aprende, e que certamente aprenderão consigo também. É que para Tânia Ganho, saber mais é uma procura constante.

É natural de Coimbra, mas já vive há algum tempo em Lisboa. Optou pela tradução para estar mais perto da escrita e, depois de ter legendado filmes e informação, dedicou-se finalmente à literatura, o lugar onde sempre quis estar.  “A Vida sem Ti” (2005), “Cuba Libre” (2007), “A Lucidez do Amor” (2010), “A Mulher-Casa” (2012), e agora “Apneia” (2020) são os livros que escreveu sozinha, num lugar de profunda liberdade de criação, enquanto foi também traduzindo as expressões de liberdade dos seus pares. De Angela Davis a Maya Angelou, de Alice Walker a Jeanine Cummings, de Rachel Cusk a Chimamanda Ngozi Adichie, de Anaïs Nin a Jeanette Winterson, há pontos que se ligam entre autoras que Tânia traduz, e os temas que escreve. É inevitável.

Conversámos numa manhã de sexta-feira, quando o sol a entrar pela janela ainda era uma certeza, por videochamada. A tradução serviu de mote, de ponto de partida e chegada. Convocaram-se autores e obras, e falou-se sobre os grandes desafios daquela que é uma das grandes pontes para o conhecimento. Afinal, sem tradutores o mundo literário viveria, também ele, muito mais só.

Gerador (G.) – Tânia, recentemente, traduziu “A Liberdade é Uma Luta Constante”, de Angela Davis, e publicou também o romance “Apneia”, em nome próprio. O trabalho de tradução e de escrita acontecem em paralelo ou entrelaçam-se, de certa forma? 
Tânia Ganho (T.G.)- É uma pergunta complicada, porque normalmente acontecem em paralelo, mas eu tento dividir muito bem: uma coisa é a tradução e outra coisa é a escrita, até para não haver aquilo a que eu chamo contaminação. Não gosto de sentir que posso estar a usar expressões de outro autor que vou traduzir ou a usar as mesmas técnicas narrativas… gosto que a tradução sirva de inspiração, mas não contamine. Gosto de fazer a distinção. Mas às vezes entrelaçam-se, há temas que partilho com autoras que traduzo, por exemplo com a Angela Davis — embora eu ainda não tenha focado o racismo nos meus livros —, como o papel das mulheres ou o feminismo. E tenho muito cuidado para que os dois tipos de escrita se inspirem, mas não se misturem demasiado. 

G. – Até porque isso acontece naturalmente, mesmo com quem não é tradutor. Aquilo que vemos ou lemos acaba por nos influenciar. Acredito que se calhar para quem traduz e escreve, também, tenha de existir um exercício de distanciamento. 
T.G.-  Quando estou a escrever, raramente leio em português, sobretudo na fase final, em que tenho os textos todos elaborados e redigidos, mas estou no processo de fazer aquilo a que chamo montagem e edição. Aí evito ler autores portugueses, e evito também estar a traduzir. Normalmente tiro um mês ou dois para só escrever, para me concentrar e não haver outras influências externas. Mas acho que isto é muito comum, há outros autores que dizem o mesmo.

G. – Mas viajando um bocadinho até ao começo de tudo, como é que a Tânia passa de traduzir informação e legendar filmes para traduzir literatura? Foi um salto natural?
T.G. – Era aquilo que eu queria fazer desde o início. Quando escolhi a tradução foi precisamente para me aproximar o mais possível da escrita, porque queria viver da escrita. Em Portugal, temos de ser realistas, é muito difícil que isso aconteça, e portanto achei que o mais parecido com o que eu queria, era a tradução. Para chegar à tradução literária o caminho é longo e, por acaso, acho que o meu correu bem, porque fiz todos os outros tipos de tradução — tradução técnica, legendagem, por aí fora, e fui ganhando experiência e traquejo. Então, quando comecei a fazer tradução literária, acho que já levava uma grande bagagem, e isso é muito importante. Também é importante sermos grandes leitores, porque para sermos grandes tradutores ou grandes escritores, não há nada como ler, ler, ler — já dizia a Joyce Carol Oates. É um conselho a qualquer aspirante a escritor, começar pela leitura. 

G. – Sente que há uma certa urgência na tradução, mesmo que o trabalho autoral ocupe um lugar de destaque? Isto é, há momentos em que sente que vale tanto a pena que as pessoas leiam aquele livro que tem de arranjar forma de o traduzir, quase como uma missão sua?
T.G. – Sim, isso aconteceu já várias vezes, inclusive muito recentemente com o livro de um autor italiano, sobre migrantes na ilha de Lampedusa, ao largo da Sicília. Li o livro e achei que toda a gente tinha de o ler, porque é muito bonito, e ao mesmo tempo é melancólico e fala sobre temas muito atuais. Escrevi um texto sobre o livro e tenho tentado de tudo para ver se uma editora em Portugal publica, e se eu o traduzo. Quero que toda a gente leia, e se a tradução for minha fico contente. Mas sim, é mesmo este espírito de missão; quase como “eu acredito nisto e quero que toda a gente tenha esta leitura”. O livro vai mesmo ser publicado, pela Maria do Rosário Pedreira, que também gostou muito do texto.

G. – A Tânia tem algum livro-missão, que gostasse de ler e que ainda não está traduzido em português? 
T.G. – Não sei, porque os livros que vou lendo, em inglês ou francês, e que acho que devem ser traduzidos, mais recentemente têm sido traduzidos. Por exemplo, um que li em francês, e contactei uma editora pedindo para o publicar, foi o “Consentimento” da francesa Vanessa Springora, e por coincidência a Penguin já tinha comprado os direitos, por isso foi uma bonita sintonia entre tradutor e editora. Portanto, este espírito de missão tem funcionado nos últimos tempos – mas se eu pensar mais um pouco, com certeza que encontro muitos títulos que acho que deviam ser traduzidos em Portugal.

G. –  Também lhe pergunto isso porque ao ler a “Correspondência” entre Jorge de Sena e Sophia de Mello Breyner, ou mesmo a “Correspondência a Três”, entre o Pasternak, a Tsvetáieva e o Rilke, damo-nos conta da tradução quase como prova de admiração, de autores amigos que se traduzem uns aos outros, ou que traduzem obras que consideram grandes essenciais da literatura e que até à data não estavam traduzidos na sua língua. Acha que esta troca também acontece nos dias que correm? 
T.G. – Acho que ocorre menos… não sei, tenho a sensação de que estamos todos muito ligados pelas tecnologias, mas estamos cada vez mais a trabalhar isoladamente, cada um no seu espaço e na sua bolha. Não sei se ainda existe muito este espírito de admiração e de “vamo-nos publicar uns aos outros”. Fico um bocado desconsolada , mas dá a sensação de que estamos num mercado muito mais comercial e muito mais difícil para os autores terem visibilidade, e talvez não haja tanto espírito de entreajuda. Dito isto, no meio português, conheço exemplos de autores, entre os quais me insiro, que nos damos todos muito bem e apoiamos o trabalho uns dos outros. Faço o possível para divulgar obras de pessoas que admiro muito, como a Patrícia Reis. É precisamente por esse espírito que acho que devemos falar no nosso trabalho, mas também falar do trabalho de autores de que gostamos muito, como o João de Melo, a Cristina Carvalho… enfim, a minha lista é longa! Há muitos autores portugueses de que gosto muito e que aos pouquinhos também vou tentando divulgar. 

G. – Esta proximidade leva-nos a outro ponto que eu gostava de lhe perguntar. Quão dentro do universo do autor traduzido tem que se estar para traduzir a sua obra? Como é que se gere essa tradução quando o autor está vivo, mas também quando já não está entre nós? Sei que, por exemplo, com a Rachel Cusk se chegou a encontrar várias vezes nesse processo.
T.G. – Um exemplo de um autor que eu traduzi e com o qual não pude conversar, porque já cá não está, é o John Williams, que escreveu “Stoner”. Ao longo da tradução, naturalmente surgiram dúvidas, e o desafio é completamente diferente quando não temos o autor ao nosso dispor para nos responder. É um trabalho talvez mais criativo, de interpretação, tem mais margem de manobra para seguir a intuição. E esse foi um livro que adorei traduzir. Mas ultimamente tenho traduzido só autores vivos, aos quais posso enviar e-mails — e sou muito, muito insistente, envio e-mails com as minhas dúvidas todas. Tem sido uma experiência muito enriquecedora, porque a maior parte dos autores, quando percebe a importância da tradução (e que uma má tradução destrói o livro original), são extremamente atenciosos, tiram-me todas as dúvidas. Isto aconteceu-me com a Rachel Cusk, como eu tinha contado; eu estava em Paris na altura, ela foi lá fazer o lançamento de um livro, fomos tomar um café, e depois disso já estivemos juntas num festival literário. O Allan Hollinghurst, que conheci cá em Lisboa, foi de uma simpatia enorme… até me enviou fotografias de coisas que eu tinha perguntado o que eram, por exemplo a fotografia do edifício que descrevia no livro. A Chimamanda [Adichie] também conheci em Paris, num festival literário, fui-lhe tirar as minhas dúvidas a 10 minutos de ela ir embora. Tem sido uma experiência muito boa! E é muito mais fácil traduzir quantos podemos tirar as dúvidas diretamente com os autores, porque há menos interpretação, menos risco. 

G. – Ao mesmo tempo, faz sentido pensar que há os tradutores certos para determinadas obras?
T.G. – Há autores e autoras que não podem ser traduzidos por qualquer pessoa. No caso da poesia da Sylvia Plath, por exemplo, eu acho que a pessoa certa seria alguém como a Margarida Vale de Gato. É preciso sensibilidade, e partilharmos um pouco do universo da pessoa que traduzimos. Com pesquisa, conseguimos encontrar todo o vocabulário, mas se não sentimos um mínimo de afinidade com o universo e o estilo do autor, corremos o risco de fazer uma tradução um pouco artificial, com menos emoção, uma coisa mais próxima do dicionário. E como tradutores, acho que devemos ter noção das nossas limitações. Eu, por exemplo, não costumo traduzir poesia, porque acho que é um trabalho muito autoral e completamente diferente da tradução de prosa. Claro que quando tenho de o fazer, tento fazê-lo da forma mais natural possível, mas não é a minha linguagem natural. Acho que é a melhor maneira de sermos invisíveis na tradução: sentirmo-nos à vontade com o universo que estamos a traduzir, porque a linguagem que nos sai é muito mais espontânea.

G. – Existe uma certa tentação, para quem lê muito ou quem gosta de um determinado autor, de o ler na língua original. Quais são os principais desafios da tradução, no sentido de ser o mais fiel possível àquele ou àquela autor(a)?
T.G. – Eu tento ser o mais próxima do original possível, o que significa que tenho de fazer muita pesquisa. Quando chego ao momento em que já tenho uma lista de dúvidas para enviar o autor, já fiz muitíssima pesquisa. Estava-me a lembrar, por exemplo, do livro “Cidade em Chamas” do Garth Risk Hallberg: também tirei muitas dúvidas com o autor, mas antes de chegar a esse ponto, estive a traduzir com o Google Maps aberto no computador, para ir vendo as ruas todas que ele descreve. Porque é necessário nós estarmos mesmo muito dentro do universo para conseguirmos manter esse espírito do autor; não é só o estilo, todas as referências têm de lá estar. E eu tenho de saber exatamente o que é que o autor está a escrever e de que é que ele está a falar. 

G. – Mas existe, efetivamente, a liberdade para escolher quem se traduz, o tradutor acaba por ter de seguir as vontades das editoras, ou é algo que se vai conquistando com o passar do tempo e com um certo número de traduções já feitas?
T.G. – Eu sou uma privilegiada, mas já estou a fazer tradução literária há 20 anos. No início traduzia livros com os quais não me identificava muito, ou que achava mais comerciais, menos literários. Neste momento, ao fim de 20 anos, as editoras já me conhecem tão bem e a lista de autores que eu traduzo, que já praticamente só me propõem títulos que fico feliz por traduzir. Autoras como a Siri Hustvedt, a Angela Davis (foi um privilégio enorme traduzir a Angela Davis!), a Maya Angelou, a Alice Walker. Há aqui uma continuidade, e creio que estou numa fase que é a fase perfeita para um tradutor, em que as próprias editoras já vêm ter comigo para me convidar a fazer traduções que adoro. Mas a carreira de maior parte dos tradutores literários são lentas, demorei muitos anos a chegar aqui, e temos de traduzir muitos títulos que as editoras nos vão pedindo, precisamente para podermos viver da tradução. Estamos dependentes do que a editora quer, mas a partir de determinado momento começa a haver uma simbiose entre o que a editora quer e o que nós queremos. E já há mais liberdade para eu ler um livro e contactar uma editora e dizer que deviam editá-lo porque é extraordinário. Também me aconteceu com o Nicholas Shakespeare traduzir um livro dele e depois ele entrar em contacto comigo para traduzir outros, mas eu já não tinha calendário e não o pude fazer  — com muita pena minha, porque gostei imenso de trabalhar com ele.

G. – Traduzir alguém como a Angela Davis, que apesar de ser um dos grandes nomes do ativismo Negro e da literatura na América, nunca tinha sido publicada em Portugal, traz uma certa responsabilidade?
T.G. – Traz uma enorme responsabilidade. Nesse sentido, tenho de agradecer a toda a equipa editorial da Antígona, porque foi mesmo um trabalho de equipa. Eu fiz a tradução e depois foi revista várias vezes, houve uma intensa troca de e-mails com a revisora e assistentes editoriais, um diálogo entre toda a equipa, e todas as escolhas que fiz na tradução foram debatidas, precisamente porque esta obra é um marco, e vai ficar na lista dos livros que são referência e que devem ser lidos. Embora eu aborde todas as traduções com o mesmo espírito de responsabilidade, claro. Mesmo que seja um romance que me pareça que não vai ser muito lido, a responsabilidade está lá, tenho que fazer jus à obra de uma pessoa que passou meses ou anos a trabalhar naquele texto. Mas é óbvio que, quando se trata de um livro como o da Angela Davis, há sempre aquela responsabilidade quase social de fazer um excelente trabalho. 

G. – Há pouco falava de se ter de usar a criatividade. O trabalho de tradução é um trabalho autoral? Podemos vê-lo assim?
T.G. – Eu acho que acaba por ser sempre um trabalho autoral. Enquanto autora e tradutora, quando estou a traduzir, acho que há muito de mim na tradução e que cada tradutor tem o seu estilo. Por muito que tente seguir o estilo do autor que está a traduzir, há sempre um cunho pessoal. Nesse sentido, sim, é um trabalho autoral, mas tento sempre ser o mais invisível possível. Quando estou a traduzir, quero que o leitor português leia aquele livro sem sentir que está a ler uma tradução, sem sentir a minha presença. É assumidamente um trabalho de bastidores. É quase como se fosse uma ghost writer. E por alguma razão há várias traduções do mesmo livro, feitas por diferentes tradutores, que por vezes são completamente diferentes. É um trabalho autoral que tem de ser discreto.

G. – Até porque às vezes certas decisões podem ser uma tentativa de aproximar ainda mais da intenção original (?)
T.G. – Às vezes é assumidamente um “vamos fazer um trabalho diferente, mais criativo, e completamente diferente daquilo que já foi feito”. Eu estava a pensar que, antes de termos todas estas tecnologias que nos permitem fazer muito mais pesquisas e aprofundar uma série de termos e referências, as traduções tendiam ou a ser muito literais ou a ser completamente interpretativas e subjetivas. Agora acho que é mais fácil haver um equilíbrio maior entre o trabalho criativo e o trabalho de fidelidade ao texto. Estava a lembrar-me de uma série de autores como o próprio Jorge de Sena, que fizeram muitas traduções, e que quando as vamos ver hoje, dão pano para mangas… há ali muitas opções que não são as que tomaríamos hoje.

G. – E quais são, para si, as grandes traduções portuguesas?
T.G. – “A Divina Comédia” do Vasco Graça Moura, que me aparece em várias traduções e eu vou sempre buscar a versão dele, todas as traduções do Frederico Lourenço, inclusive a d’ A Bíblia… o que mais temos são obras que entraram nas nossas vidas graças às traduções. 

G. – Acha que os leitores se apercebem da importância da tradução?
T. G. – Acho que os leitores se apercebem mais facilmente quando a tradução é muito má. Quando a tradução é muito má dá logo nas vistas, porque o leitor está a tropeçar constantemente em frases que não soam bem, e isso faz com que a leitura seja difícil. Quando uma tradução é boa, normalmente os leitores nem sentem que estão a ler um livro traduzido. Quando é muito, muito boa, e dá mais nas vistas porque tem muitas notas de rodapé que explicam referências que não estão no original, torna-se mais fácil os autores perceberem a importância da tradução. Já houve casos em que um livro traduzido tem essas referências que só estão ali, naquela versão, e torna-se uma mais valia lê-la. Aí o leitor tem noção de que se lesse no original ia perder uma série de referências que só estão na tradução.

G. – E para a Tânia, que importância é que este trabalho de tradução que fez nos últimos 20 anos tem?
T.G. – É um trabalho muito gratificante. Fico com uma sensação de realização pessoal, até porque estão a pagar-me para ler, escrever e trabalhar a língua, que é uma coisa que eu adoro, e estou sempre a aprender. A tradução literária tem essa particularidade, porque nunca estagnamos. E quanto mais traduzo, mais vou procurar ao dicionário as referências. Não é um trabalho que, com os anos, eu sinta que perdeu o interesse ou que já se tornou demasiado fácil. Parece que cada vez exige mais de mim, e adoro essa sensação. Além de que, enquanto autora, aprendo muito com os autores que traduzo, e é uma leitura mais íntima do que se fosse apenas leitora. Enquanto tradutora, leio autores com uma profundidade que não leio quando estou só a traduzir. Aprendo muito também para a minha própria escrita, a não fazer aquilo que não me agradou e inspiro-me no que autores que eu admiro fizeram e que achei que resultava muitíssimo bem. E tenho este espírito de missão de achar que toda a gente deve ler, porque quem lê nunca tem um momento de tédio. Estamos sempre bem a ler, seja na fila do supermercado ou numa tarde em casa, e eu acho que isto é muito importante de se dizer às novas gerações. A tradução dá-me a sensação de estar a levar obras do mundo inteiro às pessoas, e assim não há desculpa para não lerem, dizendo que não há livros interessantes — , e eu estou a fazer parte dessa máquina de criar leitores.

G. – E a dar a ler novas leituras sobre o Mundo.
T.G. – E novas perspetivas, novos universos, que são necessários, cada vez mais.

Texto de Carolina Franco
Fotografia de ©nunogomesricardo

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