Antes de reabrir ao público, o Teatro do Bairro Alto (TBA), em Lisboa – antiga sede do Teatro da Cornucópia entre 1975 e 2016 -, terá uma programação fora de portas, entre a performance, a instalação e a conferência através do projeto que denominaram de “(Quase) Teatro do Bairro Alto”.

O início desta programação deu-se no passada semana, a 14 e 15 de junho, na Sala das Janelas do Teatro da Politécnica, que acolheu a instalação sonora “Gardens Speak”, da artista libanesa Tania El Khoury.

Esta quarta-feira, dia 19, o Centro Coreográfico Lisboa, que partilha o edifício com o Teatro do Bairro Alto, recebe uma conferência – para cerca de 50 pessoas – do arquivista e investigador Ian Nagoski, com histórias e “fragmentos musicais” de comunidades do antigo Império Otomano que migraram no século XIX para os Estados Unidos.

Já a 22 de junho, a arquiteta Joana Braga fará um percurso ao redor do teatro localizado na Rua Tenente Raul Cascais, intitulado “Partituras para ir”. Dois dias depois participará numa conversa no Centro Coreográfico Lisboa, sobre “a caminhada como forma de pesquisa da cidade”.

Neste mesmo espaço, o artista Augusto Corrieri apresentará, nos dias 26 e 27 de junho, a conferência-performance “In Place of a Show”, centrada nos edifícios onde acontece a arte do teatro.

Andy Field, escritor e codirector do coletivo Forest Fringe, propõe “Lookout”, a 29 e 30 de junho, no Centro Europeu Jean Monnet. A performance, que quer refletir sobre cidades, foi feita em colaboração crianças de uma escola primária.

A fechar, de 02 a 07 de julho, Patrícia Portela estreia “Parasomnia” (na foto), uma instalação-performance espalhada por diversas salas da reitoria da Universidade Aberta, na Rua da Escola Politécnica, relacionada com os processos químicos e físicos associados ao sono.

Ainda sem data de reabetura anunciada, o Teatro do Bairro Alto revela apenas que voltará a abrir portas este ano, enquanto um novo teatro municipal de Lisboa.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Ping Hsu

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