O Tem Graça – Festival Internacional de Mulheres Palhaças está de regresso. O evento criado para dar voz a “comicidades que vão além do humor vigente” anunciou, através de comunicado, a lista de atividades previstas no programa que vai alargar-se até setembro de 2022.

28 de maio é a data do primeiro espetáculo. “Holiday on Delay” com Jay Toor, realiza-se às 11 e às 15 horas na Praça de Bocage em Setúbal. A entrada é livre.

Em junho, dias 18 a 23, o Tem Graça leva até Castelo de Vide o espectáculo “Joana D’ArpPo” com Gardi Hutter. Nestas datas está também prevista a realização da formação “Teatro Físico – Teatro Clown” e a tertúlia “Criação Artística”.

De 18 a 22 de julho, a artista brasileira Elisa Rossin vai realizar a formação “Máscaras Silenciosas” em Lisboa. Além destas, há atividades previstas para agosto e setembro - que irão decorrer em Évora e Mértola, respetivamente – e que serão anunciadas posteriormente.

O Festival Tem Graça foi criado em 2019 para proporcionar um espaço onde “as mulheres palhaças portuguesas se pudessem alimentar e retroalimentar, ou seja, estar num festival onde conhecessem outras palhaças dentro desta lógica de uma dramaturgia própria, de um trabalho mais poético, absurdo e exclusivo para mulheres”, segundo Susana Cecílio.

A programadora e diretora da Algures concebeu uma programação cujo eixo curatorial se baseava em “fortalecer e dar voz ao movimento de expansão da atuação feminina no clown, na criação e na comicidade”. “Um acto político para tornar visível a criação feita por mulheres”, diz a organização.

Após a pandemia e as necessárias atividades online, o Tem Graça iniciou as atividades presenciais em 2021, de forma descentralizada, realizada com recurso a parceiros, nomeadamente no Alentejo.

“Este ano estamos mais preocupadas com o trabalho intergeracional. Nesse sentido, as palhaças que convidámos são palhaças que foram pioneiras. Começaram o seu trabalho e a sua carreira a furar este mundo da comicidade muito dominado por homens há 30 anos”, diz a responsável. Ao mesmo tempo, pretende-se “abrir espaço para pessoas que estão a começar agora e com as quais possa haver essa comunicação, por exemplo, através das formações”, explica Susana Cecílio.

Texto de Sofia Craveiro
Fotografia de Adriano Heitmann

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