A terceira sessão do “Questões Práticas: desaprender continuamente, ciclo de encontros, conversas e performances” convida Joana Gorjão, jornalista do Público, para uma conversa sobre racismo, discriminação e ética. No dia 15 de junho entre as 15h00 e 18h00, o Centro da Memória de Vila do Conde lança a questão: “Do irreparável: o que pode uma ética de reparação?”.

Além da conversa com Joana Gorjão, a sessão conta com um conjunto de exercícios práticos orientados por Fernanda Eugenio, antropóloga e performer, e Ana Dinger, artista plástica. Inseridos no âmbito do projeto “Do irreparável: o que pode uma ética de reparação?”, assente no Modo Operativo AND

Desenvolvido no início dos anos 2000 por Fernanda Eugenio, o Modo Operativo AND (MO_AND) “pode ser descrito como um estudo praticado das políticas da convivência, reunindo um conjunto de ferramentas para a investigação experiencial do acontecimento”, como é possível ler no comunicado de imprensa. 

O MO_AND ode ser utilizado em diferentes contextos como uma conversa, uma construção em grupo, a formação de profissionais em diferentes áreas, a criação de uma performance ao vivo ou uma instalação, ensaios de um espetáculo de dança ou teatro, improvisações ou até uma sessão de análise clínica. Na sessão de Vila do Conde, os participantes são convidados a experimentar as suas noções do que pode ou não ser (ir)reparável.

O ciclo “Questões Práticas” é coordenado por Joclécio Azevedo, programador cultural e artista residente da Circular Associação Cultural, no âmbito do Programa Educativo da associação. Tem como principal objetivo dar a conhecer, através das intervenções de diferentes convidados, práticas de investigação, escrita, performance, pensamento, transmissão e ação colaborativa. Sabe mais sobre estes encontros, aqui

Texto de Carolina Franco
Fotografia de Festival Circular

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