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Tiago Nacarato lança “Peito Aberto”, com nova sonoridade e reflexões sociais

O segundo disco do músico portuense, lançado a 13 maio, abraça o groove e outros ritmos do mundo. Para Tiago, “Peito Aberto” é um álbum policromático, “tanto na estética musical, quanto nos temas poéticos”, diz em entrevista ao Gerador.

Créditos: Cortesia de Tiago Nacarato

Ainda que orgulhoso de “Lugar Comum”, o seu trabalho de estreia editado em 2019, Tiago Nacarato sentia falta de algo que “balançasse um pouco mais a anca” nas suas composições. Foi essa a premissa do seu segundo disco, coproduzido por Rui Pedro Pity, baixista dos The Black Mamba, que o ajudou na intenção de trazer mais movimento às canções – inclusive às baladas, como no single “Paz Interior”.

“Peito Aberto” traz temáticas sociais, fruto das observações quotidianas do artista, o qual nos explica que o processo de criação do álbum correu de forma “muito orgânica e natural”. Composta em parceria com Tiago Diniz, a faixa “Estado Novo” fala das ameaças de regresso de políticas fascistas. “Sinto que existe uma força, não só nacional como mundial, de voltar um bocado à rigidez social de antigamente, com menos liberdades. Ao mesmo tempo que o cristianismo está a perder popularidade, arranjam-se outras coisas para conseguir delinear limites sociais a nível conceptual e de forma de vida”, reflete o compositor. Outra música “evidentemente política”, na opinião de Tiago, “Preparar o carnaval” tem origem na perceção de que existe uma “camada social, que está abaixo economicamente, que serve como força braçal para construir a sociedade”.

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Créditos: Cortesia de Tiago Nacarato

No entanto, para o músico, quase todas as canções do álbum são políticas, uma vez que “tudo, no fundo, acaba por ser político”. Prova disso é “Aprendiz”, escrita pela psicoterapeuta Nati Valle, sobre viver em comunidade e criar laços de afeto. É nela que Tiago enxerga uma “orientação de conceitos de vida”, onde habita a solução para resistir à força rígida da opressão: a empatia. “O desenvolvimento do pensamento crítico é muito importante. O modelo atual do capitalismo que vivemos influencia muito nesse tipo de escolhas. A educação é feita, muitas vezes, com um olhar competitivo, de termos de ser os melhores, e esquece algumas características da sociabilização”, analisa.

Foi com essa noção de que nada se constrói individualmente que Tiago contou com a parceria de Buba Espinho, a cantar em “Andorinha”; de Miguel Araújo, que assina a letra de “Cantando eu sou”; além dos já mencionados Tiago Diniz e Nati Valle. Depois de “colorir a poesia” em “Lugar Comum”, os seus fãs chegam agora a um “sítio com balanço, onde a voz é mais cristalina e está mais para fora”, afirma o músico, diferenciando as intenções dos seus dois trabalhos.

Os próximos passos de “Peito Aberto” serão dados em conjunto com o público, nos concertos de lançamento, que tiveram início em Lisboa. A seguir ao Capitólio, o Hard Club do Porto recebe a banda de Tiago Nacarato, no dia 27 de maio, com a participação especial de Tatanka e Leo Middea a atuar na primeira parte. Entre outras datas já confirmadas está o festival EDP Cool Jazz, em Cascais, e apresentações internacionais no Rio de Janeiro e em Londres.

Texto de Analú Bailosa
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