A Faculdade de Belas Artes, em Lisboa, apresenta a exposição Todos somos água do artista espanhol Mikha-ez, propondo uma reflexão sobre o rio Tejo como elemento de união entre territórios.

A instalação, concebida para a cisterna da faculdade, é estruturada através de uma linha imaginária composta por três colunas de som. Essa mesma linha funciona como guia da rota, simbolicamente reproduzida, entre o local onde nasce o rio, em Fuente García (Teruel, Espanha) até que derrama as suas águas no Oceano Atlântico, passando antes pelo Mar da Palha (Lisboa, Portugal).

“Uma metáfora do curso da vida, que começa nas águas do ventre materno e, como um rio que flui de uma fonte, atravessa os obstáculos alargando-se no final do seu caminho, repleto de experiências”, refere o artista em comunicado.

A exposição com coordenação de João Castro Silva e curadoria de Francisca Gigante e Gabriela Giménez, integra-se na 13.ª edição da iniciativa Galerias Abertas das Belas-Artes. A inauguração está agendada para o próximo dia 16 de maio.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia do cartaz da exposição

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