Mínima Luz é o novo álbum de Três Tristes Tigres, que, amanhã, dia 29 de Maio, será editado em vinil, já o tendo sido em formato CD e digital.

“Para este disco comecei por sugerir que a temática se aproximasse de profecias ou rezas, desejos. Sair, na medida do possível, da realidade diária já tão multiplicada em notícias, partilhas e comentários. Mas esquecer o tema também foi importante e inevitável, as circunstâncias de cada um também se manifestaram. O resto resultou de uma rotina quase diária de ensaios e gravações ao longo de dois anos”, apresenta Ana Deus, em comunicado de imprensa.

Depois de duas décadas sem editar, Ana Deus e Alexandre Soares compuseram e produziram Mínima Luz, cuja voz é da primeira, a guitarra, do segundo, a bateria, de Fred Ferreira, o baixo, de Rui Martelo, a percussão de Gustavo Costa, a harpa, de Angélica Salvi, e a poesia de Regina Guimarães, Luca Argel, Ana Deus e de William Blake e Langston Hughes, com traduções adaptadas.

“A sonoridade foi construída nos últimos dois anos e reflecte esse caminho. A composição e a estrutura do som foram desenvolvidas entre o encontro de guitarras eléctricas de vertente mais rock ou processadas, e acústicas mais espacializadas em contraponto a sintetizadores modulares, e sampler granular. É um retorno à electrónica com percussão acústica a complementar, e também a associar convidados com empatia musical forte. Mas não é a soma das partes que define o som dos Três Tristes Tigres, é a vontade de estar presente no hoje, e ser parte dele também”, conta Alexandre Soares no mesmo comunicado.

Língua Franca”, “À  Tona” e “Galanteio” são as primeiras mínimas luzes de “um disco de rock mais rugido e delirante, contaminado com circuitos electrónicos, e outros temas mais ambientais e lentos.” 

Língua Franca

Texto de Raquel Botelho Rodrigues

Fotografia presente no comunicado de imprensa