O município de Viana do Castelo está a estudar a possibilidade de ampliar o Museu de Artes Decorativas para ver regressar ao concelho as seis pirogas monóxilas provenientes de recolha arqueológica subaquática realizada no rio Lima. Existe ainda uma proposta de classificação das embarcações como Conjunto de Interesse Nacional (CIN) com a designação de “tesouro nacional”.

O executivo considera, em comunicado, que a proposta constitui “um reconhecimento público do enorme valor histórico, artístico e científico deste património, para além de reconhecer o modo como o mar e os rios influenciam a identidade cultural nacional e local e o posicionamento estratégico de Viana do Castelo”.

A câmara municipal relembra ainda que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) já propôs ao Governo a classificação das seis pirogas como Conjunto de Interesse Nacional, com a designação de “tesouro nacional”. As embarcações datam dos séculos IV/III a.C. (Idade do Ferro), dos séculos VIII/IX (Período da Reconquista) e século XI (Idade Média).

“As pirogas monóxilas são embarcações feitas a partir de um tronco de árvore, escavado para o efeito, e são conhecidas, na Europa, desde o período neolítico. No concelho de Viana do Castelo, mais propriamente, no leito do rio Lima, foram encontradas seis pirogas monóxilas que assumem grande importância para a comunidade científica, sobretudo ao nível da arqueologia subaquática, quer portuguesa, quer internacional”, pode ler-se.

Texto por Gabriel Ribeiro
Fotografia de Sayan Nath via Unsplash

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