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#SENDO. Évora 2027 lança ciclo de mini documentários sobre agentes culturais da região

A Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura apresentou neste mês de fevereiro o…

Texto de Flavia Brito

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A Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura apresentou neste mês de fevereiro o projeto #SENDO, um ciclo de pequenos documentários que dá a conhecer várias histórias que representam o trabalho desenvolvido na comunidade por pessoas, projetos e instituições que já operam a transformação criativa, cultural e patrimonial na cidade e no território alentejano.

A iniciativa, que pode ser acompanhada através das redes sociais de Évora 2027, arrancou no último dia 7, com o testemunho de Zélia Parreira, diretora da mais antiga biblioteca pública portuguesa, a Biblioteca Pública de Évora.

"A ideia de base foi dar a conhecer e também reconhecer aquilo que se faz no território e, para isso, convidámos vários agentes de diferentes áreas, como a documentação, arquivo, residências artísticas, arte popular, arqueologia, arquitetura, investigação, importância do património, herança cultural, património edificado, arte contemporânea", conta Paula Mota Garcia, coordenadora da Equipa de Missão Évora 2027. "No fundo, dar a conhecer o trabalho que desenvolvem desde há muitos anos aqui no território e todo este compromisso que têm e que acabam por desenvolver de transformação de território."

Semanalmente, até novembro de 2021 — altura em que as cidades candidatas deverão entregar o primeiro Bid Book —, será possível conhecer cerca de meia centena de histórias, como o projeto cultural multidisciplinar Córtex Frontal (Arraiolos); a associação cultural Oficinas do Convento (Montemor-o-Novo); o Centro Interpretativo dos Almendres (Évora); o Figurado de Estremoz; o observatório Dark Sky (Alqueva); o projeto de residências artísticas O Espaço do Tempo (Montemor-o-Novo); a associação cultural SHE – Sociedade Harmonia Eborense (Évora); ou o laboratório de inovação Artéria Lab (Évora). 

"Através deste programa, #Sendo, conseguimos perceber algo que, para mim, é bastante visível no Alentejo, e que é a forma como o Alentejo consegue estar no presente, projetar futuro, mas, ao mesmo tempo, estarmo-nos sempre a ligar, de alguma forma, ao passado", partilha a coordenadora.

A Candidatura de Évora a Capital Europeia da Cultura, explica Paula Mota Garcia, parte da cidade de Évora, "porque efetivamente os critérios de candidatura obrigam a que se parta de uma cidade", mas pretende ter um alcance para todo Alentejo. "Houve um compromisso político para que a candidatura tenha um alcance para o Alentejo central. Entretanto, com todo este trabalho que temos vindo a desenvolver na equipa de missão, temos percebido que é muito difícil estar a pensar esta candidatura sem pensar em território geral do Alentejo, ou seja, é muito difícil circunscrever a candidatura apenas a Évora e ao Alentejo central, porque efetivamente as ligações são muito evidentes em todo o território. Por isso, o alcance da candidatura para nós é um alcance de território do Alentejo."

A responsável considera ainda que todo o trabalho desenvolvido no âmbito desta candidatura é "algo de muito pertinente para as cidades e para o território onde estão a atuar, porque há sempre algo que vai ficar e que é transformador."

A ideia da candidatura a capital europeia, argumenta a responsável, coloca as equipas de missão num pensamento de cidade, a partir do ângulo da valorização da cultura. "Este é um exercício muito interessante para as cidades para, finalmente, sentirmos aquilo que vemos escrito e dito muitas vezes, mesmo a nível da União Europeia; que a cultura é fundamental para a transformação de territórios. Vemos isto escrito em muitos dossiês, mas, na prática, percebemos todos que isso não se materializa nesse princípio, e este exercício desta candidatura nos coloca nesse lugar, de perceber como, efetivamente, temos de materializar essa intenção de pensar toda uma cidade, ou todo um território, a partir da valorização da cultura."

"É um exercício muito interessante, que obrigada, efetivamente, as cidades a pensar a longo prazo numa ideia de transformação e a repensar os lugares e as dinâmicas de cidade, a partir da valorização e da atividade cultural, numa relação com todas as áreas da sociedade", termina.

Texto de Flávia Brito
Fotografia das da cortesia de Évora 2027

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