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Wilson Vieira: “O que deve impedir o trabalho de um cientista são as suas ideias, e não o apoio financeiro.”

Quando somos crianças, olhamos para o mundo como sendo um lugar onde podemos ser uma infinidade de profissões. Wilson Vieira sempre soube que poderia ser qualquer coisa, desde que estivesse rodeado pela natureza, não fossem os documentários de vida selvagem e a voz de David Attenborough motivo para sonhar. Depois, os livros de Jack London e Robert Louis Stevenson, sobre o Homem com a natureza e as suas aventuras fantásticas, que o colocaram a pensar como poderia explorar o planeta. Hoje é biólogo, antropólogo, fotógrafo, contador de histórias, um explorador. De Portimão para as florestas tropicais conta ao Gerador o seu trabalho, como não romantizar o que é diferente, mas não perder o fascínio, o que é ser cientista e o peso da ciência na sociedade atual, e ainda o que significa entrar no clube que impulsiona a ciência em todo o mundo – o The Explorers Club.

Texto de Redação

Fotografia da cortesia de Wilson Vieira

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Quando somos crianças, olhamos para o mundo como sendo um lugar onde podemos ser uma infinidade de profissões. Wilson Vieira sempre soube que poderia ser qualquer coisa, desde que estivesse rodeado pela natureza, não fossem os documentários de vida selvagem e a voz de David Attenborough motivo para sonhar. Depois, os livros de Jack London e Robert Louis Stevenson, sobre o Homem com a natureza e as suas aventuras fantásticas, que o colocaram a pensar como poderia explorar o planeta. Quis ser mergulhador, montanhista, cientista, biólogo, tudo motivado pela “vontade de viajar pelo mundo e estar na natureza”, conta o biólogo e antropólogo Wilson Vieira em entrevista ao Gerador.

Após a licenciatura em Biologia na Universidade de Lisboa e estágio em duas organizações em Portugal, foi a participação num projeto de pesquisa enquanto estagiário, na floresta Amazónica, para perceber o impacto de uma barragem na fragmentação de algumas espécies, o trampolim para hoje ter o mundo como sua casa. No seu caminho, trabalhou na República Democrática do Congo, República do Congo, Uganda, Guiné-Bissau, e São Tomé e Príncipe. Para além de Biologia, tirou um mestrado em Antropologia, e no seu doutoramento mudou-se para Leipzig, na Alemanha, para se juntar ao Instituto Max Planck e trabalhar sobre Antropologia Evolutiva. Através do Instituto, trabalha na floresta tropical congolesa com comunidades de caçadores-coletores BaYaka e os pescadores agrícolas Bandongo, para entender como a cultura e o ambiente moldam as habilidades do ser humano, a sua adaptabilidade e resolução de problemas.

Hoje, além de biólogo e antropólogo, apresenta-se como fotógrafo e contador de histórias que trilha a natureza e procura entender como esta e os humanos coabitam. É um explorador, e prova disso foi ter-se tornado membro do The Explorers Club – uma organização dedicada ao avanço da investigação, exploração científica e conservação de recursos-, enquanto ‘Fellow Member’, o que significa que “fez contribuições documentadas para o conhecimento científico através de expedições de campo. Tais realizações são frequentemente evidenciadas por publicações científicas regulares, mas também podem ser documentadas em livros, ou meios de comunicação”, como se pode ler na descrição do site. Junta-se assim, com 29 anos, a nomes como Jane Goddall e Neel Armstrong.

À data da publicação desta entrevista estará, durante três meses, a viver com a comunidade BaYaka para continuar o seu estudo, sem qualquer rede de telemóvel ou internet. Antes de ir, conversou com o Gerador sobre o seu trabalho, a floresta tropical, como não romantizar o que é diferente, mas não perder o fascínio, o que é ser cientista e o peso da ciência na sociedade atual, e ainda o que significa entrar no clube que impulsiona a ciência em todo o mundo.  “Até agora foi sempre essa vontade de tentar trazer conhecimento, que às vezes envolve caminhar duas semanas na floresta tropical com mochila às costas para recolher informação e fazer análise de dados. A minha motivação foi sempre tentar, de alguma forma, alcançar algo semelhante ao que outros exploradores alcançaram no passado, tentar saber o que está para lá do que conhecemos.”, afirma.

Numa apresentação tua, dizes que pretendes contar histórias dos confins do planeta, sendo “o fio das missangas”, de que Mia Couto fala. Como é que se vai juntando as missangas, respeitando os teus limites e os limites do outro?

Eu faço sempre duas coisas. A primeira coisa que faço quando chego a comunidades, e com todas as pessoas que trabalho que tenham hábitos e crenças diferentes, é fazer muitas perguntas. Não é tão óbvio como possa parecer, mas as perguntas ajudam a conhecer quem está à tua frente, e isto é importante para o segundo passo que é reconhecer que são pessoas como tu. E, mais uma vez, digo que pode parecer óbvio, mas trabalhei o suficiente no campo para perceber que nem sempre é assim. Temos um passado com uma narrativa de exotismo e diferença, de pôr um grupo étnico num nível diferente de outro grupo étnico. Quando faço o meu trabalho, estudo à priori o que vou encontrar e faço muitas perguntas, principalmente de coisas que as pessoas gostem, coisas do dia a dia, o que gostamos de falar no fundo, e são perguntas que não fazem cabeçalho de revista, mas que ajudam a fazer a conexão entre ti e as pessoas que te acolhem. Se eu venho de longe, eu é que sou o denominador diferente.

Wilson Vieira num acampamento BaYaka | Fotografia da cortesia de Wilson Vieira

Mas como defines o que mostras e como mostras?

Não é fácil. Quando tento contar uma história, seja das pessoas com quem trabalho, seja dos resultados da minha pesquisa, é tentar colocar sempre tudo num contexto comparativo. Por exemplo, a ideia de que os caçadores recolectores são relíquias do passado, que ainda caçam como no passado, não é bem assim. Eles não fazem como se fosse no passado, esta habilidade de recolher recursos da floresta evoluiu ao longo do tempo e é só uma das maneiras de explorar este habitat. Eu trabalho com os BaYaka e os Bandongo e ambos vivem na floresta tropical, mas ambos exploram a floresta de forma diferente, o que mostra que há pelo menos duas formas de percecionar um ambiente e evoluírem paralelamente ao longo do tempo. O mesmo que nós, europeus. No entanto, pensamos que caçadores recolectores são um ponto mais baixo na sociedade europeia, mas isso não existe. É apenas outra maneira que nós humanos temos de interagir com o mundo. A mensagem principal é que, quando estás com esta comunidade, é aceitar que é outra maneira de fazer as coisas. E isto liga bem com o meu tópico principal de pesquisa, sobre diferentes maneiras de resolver um problema, e a minha pesquisa mostra que diferentes culturas resolvem problemas de maneiras diferentes.

Podes explicar-nos um pouco sobre aquilo que estudas?

Existe uma área da psicologia chamada “Psicologia Transcultural” e, em 2010, um psicólogo chamou à atenção para estudarmos diferentes culturas e perceber o que está associado às diferentes capacidades da mente humana de cultura para cultura. Até então tinha sido estudada apenas a mente humana de europeus, americanos, pessoas que viviam em ambientes industrializados. Alguns estudos mostram que crianças que cresceram num ambiente com poucos recursos económicos, tendem a ser mais impulsivas. É um exemplo básico, mas um exemplo de que o meio em que vives enquanto ser humano tem influência. Então toda a pesquisa é feita nesse sentido, em como alternas entre estratégias. Se fores para o trabalho e vires o caminho que utilizas todos os dias fechado, automaticamente vais mudar de direção, porque há uma obrigação, mas o tipo de estratégia, em que és tu que procuras um caminho diferente para ir para o trabalho, só porque sim, não está bem estudado. Há pesquisas que dizem que os seres humanos quando aprendem uma estratégia utilizam sempre a mesma, não são flexíveis, mas sabemos que não é bem verdade, somos bastante exploradores e criamos inovações. A questão é saber o que está a acontecer. A minha orientadora fez uma comparação entre os Himba, na Namíbia e europeus, e viu que os Himba conseguiam alternativas mais fáceis do que os europeus. E foi aí que surgiu a necessidade de ir até ao Congo, entender os Bayaka, caçadores recolectores e os Bandongo, agricultores e pescadores, comparando com a uma população de alemães em Leipzig. Isto é tudo importante porque sabemos que a cultura humana evoluiu, mas só evolui porque se constrói sobre si própria, as invenções acontecem umas em cima das outras, e isso está relacionado com as estratégias que já conheces.

Ejengi (um dos muitos espíritos da floresta) dança para levantar luto. Nestas cerimónias, homens e mulheres seguem papéis específicos para controlar os espíritos e trazer prosperidade à comunidade. A história pode ser lida, aqui. | Fotografia da cortesia de Wilson Vieira

No mundo atual, o peso dado à ciência é o certo?

Acho que estou num lugar privilegiado para falar porque estou a fazer ciência no Max Planck Institute, que funciona com fundos governamentais. Desde que cheguei, percebi que esta devia ser a forma como devíamos fazer ciência: O que deve impedir o trabalho de um cientista são as suas ideias, e não o apoio financeiro. Eu conheço bastantes colegas que fizeram doutoramento, e têm de se candidatar a bolsas, justificar, depois as bolsas são maiores ou menores e tudo influencia o tempo, tipo de equipamento e o que fazes. No instituto nunca tive esse problema. Claro que tenho de dar justificações, mas o limite é mesmo a quantidade de ideias e o tempo que tenho acomodado para fazer a investigação, não os recursos. A busca por conhecimento devia ser uma questão pelo bem da humanidade, de tentar encontrar soluções para inúmeros problemas, porque o conhecimento que temos nunca é suficiente. Pode parecer clichê, mas é assim que a ciência e nós seres humanos funcionamos: com uma busca incessante pelo conhecimento.

Há também um trabalho importante em perceber o que é ser “ser humano”, não sabemos ainda ao que isso significa. Os meus colegas que trabalham em psicologia comparativa tentam perceber porque é que desenvolvemos a cultura desta forma e como é que foi moldada pelo ambiente. O facto de trabalhar com estas comunidades, para além de me ajudar a perceber o que é ser humano, é um caleidoscópio de oportunidades. Enquanto organismo, conseguimos adaptarmo-nos a quase todos os ambientes do planeta. Em termos evolutivos, somos todos antigos, mas temos a ideia de que entidades pastoris são de alguma forma relíquias do passado, quase um exotismo, e esse é um discurso que não deve ser perpetuado. O que está a imergir nos últimos anos é que são culturas modernas como nós, e são tão diferentes de nós, como eu sou da população alemã.

E como não se cai nesse exotismo quando, por exemplo, vais a um funeral e o mostras a quem não esteve lá. Como não se pisa essa linha de um povo branco a estudar uma minoria?

Um dia uma investigadora perguntou-me quem eu pensava que era para ir a estes povos e estudar a vivência destas pessoas. Eu respondi que não sou ninguém, porque trabalho também com crianças alemãs. O meu trabalho não é descobrir aquele povo em África, mas sim comparar o que cada um faz de diferente daquilo que nos fazemos. Depois, existe uma quantidade de protocolos para podermos conduzir uma pesquisa, guidelines éticas que vão desde teres autorização para estar na vila, e há muitos cientistas que não o fazem. Quando chegamos temos uma reunião com o chefe da vila para saber se podemos lá estar. Uma relação que a minha orientadora tem criado ao longo dos anos. Tem de existir autorização da população, e depois existem autorizações que são utilizadas cá, e que também usamos lá – se querem participar na experiência, de podemos usar a informação delas, se podemos usar as fotografias. Eu tenho muitas fotografias que nunca viram a luz do dia porque não tenho autorização para as partilhar. Com o funeral ou cerimónias com os espíritos, fui convidado para tirar fotografias, mas fui um a um perguntar se podia partilhar as fotografias, e dou sempre as fotos às pessoas. O mesmo tratamento que dás a uma comunidade aqui, tens de dar lá, somos todos seres humanos com os mesmos direitos.

Como tirar também esse romanticismo, não é fácil. Envolve muita leitura. Há muitos livros do século dezanove que tratam as culturas como exóticas e diferentes, foi uma altura em que o mundo estava a ser descoberto. Por isso, para tirar esse exotismo, temos de procurar uma literatura diferente. O que me ajudou foi ler livros de autores das comunidades que visito. Mas eu próprio posso ter caído nesse exotismo. Na Amazónia, tinha esta ideia de que os índios me vinham visitar com penas na cabeça e pintados, mas não, eles vinham com calções, chinelos e t-shirt, e isso para mim foi cair na ratoeira do romantismo. A minha orientadora conta-me que houve uma cerimónia com BaYaka em que havia uma canção a ser cantada sobre um rádio que tinha deixado de funcionar, que é o que nos acontece, inventamos músicas todos os dias sobre tudo e mais alguma coisa, e estas culturas fazem o mesmo. Há ideias e sentimentos comuns entre seres humanos que nos fazem relacionar e que ajudam a diminuir esse exotismo. No entanto, quero dizer que, quando digo isto, não quer dizer que não devamos ficar fascinados pelas diferenças e igualdades que encontramos. Eu sinto isso com os BaYaka, fico sempre fascinado com a maneira como interagem com o ambiente, com a maneira como sigo um pequeno BaYaka na floresta. Eu consigo ler livros e ele consegue ler uma floresta inteira que é maior do que qualquer livro que eu possa ler. Esta criança tem um conhecimento que eu não tenho, e em comparação tenho um conhecimento do livro que ela não tem. E não é melhor nem pior, são condições ajustadas ao ambiente em que nos desenvolvemos.

O teu trabalho é sobretudo na floresta. O que é que a floresta nos ensina?

Vai ser uma quantidade de clichés, mas os clichés são verdade. A floresta tropical, pelos menos nos sítios onde trabalhei, não é um sítio fácil. Lá estar é desenvolver uma série de pequenos conhecimentos e força mental, porque há sempre mosquitos, está sempre quente e húmido, não vês o horizonte porque o horizonte é a tua próxima árvore, pequenas coisas que tens de aprender a gerir. São uns dos locais com maior biodiversidade no planeta, diversidade que não conhecemos, que não está completamente descoberta, precisamente porque é difícil chegar e estar nesses ambientes. E essa biodiversidade é a riqueza que não estamos conscientes de que existe, mas que sem elas as florestas não existiam e as comunidades não viviam lá. Os pulmões do mundo são mesmo os oceanos, mas a floresta tem esta vertente de manter um planeta saudável e extrairmos de lá até medicamentos. De uma maneira mais romântica, é que o simples facto de enquanto ser humano consciente saber que existem espécies que não conheço, há um mundo de alternativas para o que pode ser feito e descoberto, dá esta infantil felicidade de descobrir novos habitantes nesta rocha em que vivemos. O que penso quando caminho é que a qualquer momento posso descobrir algo que está há espera de ser descoberto.

Durante expedições, num acampamento BaYaka, no coração da floresta tropical | Fotografia da cortesia de Wilson Vieira

Criaste uma exposição recentemente para mostrar todo o teu trabalho…

Sim, o Instituto Max Planck, em Leipzig, está aberto a quem queira visitar. Queria criar uma exposição num sítio controlado, em que não só os investigadores que trabalham connosco possam ver, mas toda as pessoas. A minha ideia foi sempre tentar mostras as fotos e as explicações que não ‘exotizassem’ as populações com quem trabalhamos, que vejam que são pessoas. Cerca de um terço da exposição são fotografias dos nossos assistentes de campo, porque há esta tendência de ter o crédito só para nós, mas na verdade o meu trabalho depende do deles, tanto com a equipa científica, como quem me ajuda na floresta a traduzir as línguas, as paisagens, as culturas, estas pessoas que me ajudam a chegar mais longe, ou que cheguemos mais longe juntos. Com esta exposição quero desmistificar não só o exotismo destas populações, mas a ideia do cientista solitário na sua cabana a escrever num portátil. Há uma equipa muito grande por trás.

Entraste no The Explorers Club, juntando o teu nome a nomes que ditaram o caminho da ciência no mundo. O que é que isto significa?

O The Explorers Club é uma ONG que financiou muitos dos exploradores que conhecemos – a Jane Goddall, o Jacques Cousteau, Neel Armstrong -, é uma organização que divulga as conquistas destes exploradores, ajuda financeiramente também a encontrar pessoas que possam ajudar. Porque estas viagens são muito idílicas, mas há muita coisas envolvida quando preparas. É principalmente uma organização que serve de suporte enquanto meio para divulgar conhecimento para o resto da humanidade. Na altura candidatei-me como membro estudante, porque pensava ser o suficiente, e com o tempo chegaria a um nível superior, mas recebi um email do comité de avaliação que ficou impressionado com o meu percurso e sugeriu que me candidatasse a “fellow member”, a mais alta distinção. Fiquei incrédulo, mas sabia que ainda ia a avaliação por isso pensei que não passava, mas fui aceite.

Reconheceram que a contribuição que dei até ao momento era significativa o suficiente para ser reconhecido na posição de um cientista que, não só conduz a exploração, mas produz e divulga conhecimento. Acho que com 29 anos não estava há espera, principalmente começando numa cidade como Portimão, numa família sem um passado académico. Ver que, ao fim de dez anos de trabalho de campo, em que tens sempre a dúvida se será este o caminho porque todos os colegas estão a fazer algo diferente e têm uma vida ‘estável’, e durante dez anos tu vais para o meio do nada e vives desconectado, ficas quase com a culpa de deixares as pessoas preocupadas contigo por causa de um sonho que não sabes bem se se materializa… Porque, na verdade, explorador é uma palavra grande, e ser ‘cientista’ não é visto como algo sério, ou é visto como algo académico, ou numa empresa. E ter nesse dia o reconhecimento de uma entidade como a Explores Club, a dizer que estou no caminho certo, acho que foi um momento de realização pessoal, que o que quer que tenha feito durante 10 anos estava a fazê-lo bem.

Fotografia da cortesia de Wilson Vieira

Falámos há pouco da ciência no mundo, mas como é a investigação em Portugal? A voltar, o que gostarias de explorar?

Em Portugal fiz voluntariados, mas o meu caminho rapidamente se foi encaminhando para as florestas tropicais, que não existem em Portugal, por isso não cheguei a trabalhar em Portugal. Não quero estar a dar muito conhecimento de coisas que não estou a par, não sei o estado da conservação. Mas o que há par ser feito em Portugal, tenho de seguir o meu coração e dizer a preservação do lobo ibérico, porque foi aí que comecei, seria algo que me vejo a fazer. Mas também para um jovem explorador em Portugal, pelo menos para mim, há esta ideia de que ser biólogo marino é fácil no nosso país. Eu acho que é uma mais-valia porque o nosso oceano é tão grande e tem tanta coisa para ser descoberta. Quase toda a pesquisa que fazemos nos oceanos é até onde a luz consegue atravessar e tudo o que está para baixo é um mundo por explorar. Se tivesse de recomeçar, iria para aí.

Entrevista por Patrícia Nogueira

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