Uma das marcas mais evidentes do nosso tempo é, talvez, a erosão do que partilhamos: a fragilidade crescente das instituições, dos serviços comuns, dos espaços públicos, das infraestruturas democráticas, da confiança entre pessoas. Ao mesmo tempo, assistimos à captura do comum no espaço urbano, no ambiente digital, nos regimes de visibilidade, no acesso à memória, ao conhecimento e até no céu que nos cobre a cabeça.
A nova edição da Revista Gerador reflete sobre o enfraquecimento da ideia de coletivo e sobre a forma como o individualismo fragiliza aquilo que é comum. Mas procura, também, sinais de recuperação: práticas, movimentos, arquivos, redes, formas de cooperação e de imaginação política que insistem em reconstruir o que parecia perdido.
Depois da apresentação em maio em Lisboa, a nova edição da Revista Gerador vai ser apresentada em Guimarães, no dia 26 de junho às 22h, no Convívio (Largo da Misericórdia 7 e 8, 4800-413 Guimarães).
Para este momento preparámos uma leitura coletiva a partir dos conteúdos da revista. Inspirado em práticas com origem em contextos de luta sindical e em culturas militantes, este formato faz da leitura em voz alta um ponto de partida para uma breve conversa em comum. Qualquer pessoa presente poderá pegar na revista e ler um excerto. A entrada é livre. Depois da apresentação, a noite segue em festa com um DJ Set de Zorotraste.
Esta edição, bilingue, português e inglês, cruza artigos jornalísticos de profundidade, ensaios e obras artísticas de autores e coletivos como Amina Bawa, Constança Viegas Martins, Froh!, Ideias no Escuro, Manuel Malzbender / Goethe-Institut Portugal, Pierre Dardot, Renea Begolli ou Rodolfo Mariano, numa curadoria da Chili com Carne. Conta, ainda, com a visão de personalidades como Filipa Oliveira, Georg Diez, Gessica Correia Borges, Helena Roseta, Natalia Sliwinska, da Forensic Architecture, ou Lwando Xaso.
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