Guimarães
6-20.09
“Da roda à solda” é um projeto multidisciplinar que cruza cerâmica e ferro. Resulta de uma investigação da artista visual e produtora do projeto, Inês Mendes, a partir da questão: “O artesanato cruza-se com o contemporâneo?”
A procura por responder a esta questão parte da visita e da documentação junto de artesãos do norte de Portugal que têm a cerâmica e o ferro como matéria do seu trabalho.
Este contacto e aprendizagem do saber-fazer tradicional permitiram à artista olhar para objetos artesanais do quotidiano e reinterpretar estas peças como forma de ativar as suas histórias e explorar o espaço doméstico. O projeto integra ainda uma componente videográfica, da autoria de Carolina Ribeiro, e conta com o design gráfico de Ana Leite.
Theatro Circo, Braga
11-12.09
O PARAÍSO está de volta a Braga para mais uma edição dedicada às expressões artísticas afrodescendentes e lusófonas. Em 2026, o festival parte do tema “Passado e Futuro na Afrodescendência” para olhar para as heranças que recebemos e para as realidades que estamos a construir coletivamente.
A programação cruza cinema, música e dança com momentos de debate e reflexão sobre colonialidade, educação antirracista nas artes e práticas de contestação. Há ainda espaço para a celebração comunitária, os agentes culturais e a gastronomia.
O PARAÍSO volta a ocupar espaços como o Theatro Circo, o gnration e a Livraria Centésima Página, reunindo criadores, investigadores e organizações locais e nacionais para continuar a criar espaço para a escuta, a partilha e o pensamento sobre a afrodescendência.
ZDB, Lisboa
12.09
Entre vozes, piano e os sons de uma Sobreda num dia de chuva, Tomé Silva encontrou o ponto de partida para o seu álbum de estreia. Na Sobreda é um disco de 12 canções sobre crescer, as dúvidas e os medos que aparecem pelo caminho, mas também sobre as raízes, as pessoas e os lugares que nos ajudam a avançar.
Escrito, tocado e produzido pelo músico almadense, o álbum conta ainda com a participação de Maria Reis, Guilherme Rodrigues, Bruna de Moura, Moxila, Anaís e Vasco Alves. Juntos, constroem um conjunto de canções que começa nas perguntas e vai encontrando respostas ao longo da escuta.
Na Sobreda é, no fundo, um disco sobre aprender a confiar no tempo, não esquecer de onde viemos e perceber quem e o que cresce connosco. Um daqueles álbuns que, como o próprio Tomé Silva sugere, parece crescer um pouco mais dentro de nós a cada nova escuta.
Dia 12 de setembro há concerto de lançamento na ZDB em Lisboa.
Estarreja
12-20.09
Desde setembro de 2016, as ruas de Estarreja transformaram-se num museu com o ESTAU. Um festival que colocou a Arte Urbana a falar com a cidade, com as pessoas, com o património e com a natureza, através de murais, instalações, workshops, filmes, palestras, visitas guiadas, música e muito mais, tudo com a participação de inúmeros artistas nacionais e internacionais.
Consulta a programação da 7ª edição do ESTAU AQUI
Portugal
17.09 - 17.10
Entre 17 de setembro e 17 de outubro, a Amazónia chega aos palcos portugueses através da quinta edição da Todos São Palco – Mostra de Teatro Além do Equador. Criada pelo Teatrão, companhia de Coimbra, a bienal parte deste território geográfico, mas também político, cultural e simbólico, para pensar algumas das questões mais urgentes do presente. Sob o mote “Amazónias Futuras”, a programação reúne 6 espetáculos, cinco deles provenientes da região amazónica, e artistas do Brasil, da Colômbia e do Peru.
Coproduzidas por 16 instituições culturais, das quais 14 fazem parte integrante da Rede de Teatro e Cineteatros Portugueses (RTCP), as propostas vão passar por 13 cidades, de Coimbra a Viana do Castelo, de Loulé ao Porto, levando diferentes teatralidades e identidades sul-americanas a públicos de todo o país.
Além dos espetáculos, há oficinas, masterclasses e conversas dedicadas a temas como sustentabilidade, identidade, igualdade e processos de colonização. A programação cruza ainda literatura, dramaturgia, performance e dança, convidando a olhar para a Amazónia para lá do território e a imaginar os seus possíveis futuros através das artes cénicas.
Esta edição marca também uma mudança de nome: a antiga Todos São Palco – Mostra de Teatro Brasileiro passa agora a chamar-se Mostra de Teatro Além do Equador, acompanhando a expansão geográfica e artística do projeto.