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Cordas Soltas com emmy Curl

O primeiro episódio das Cordas Soltas, uma conversa sobre guitarra guiada pelo guitarrista André Santos,…

Texto de Andreia Monteiro

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O primeiro episódio das Cordas Soltas, uma conversa sobre guitarra guiada pelo guitarrista André Santos, tem como convidada a compositora, produtora e multi-instrumentista emmy Curl.

emmy Curl, natural de Vila Real, é o nome artístico de Catarina Miranda. Conta com uma discografia já extensa cujo último álbum, editado em novembro de 2019, se intitula ØPorto. Em 2018, foi uma das concorrentes ao Festival da Canção, com o tema “Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada”, escrito por Camila Ferraro e com composição de Júlio Resende. Mas nem só de música é feito o seu percurso, como aliás fica claro desde o início da conversa com André Santos. emmy tem um percurso marcado pelas artes visuais e chegou, inclusive, a estudar cinema durante um ano. Ao longo da conversa não faltou espaço para algumas surpresas, como André descobrir que emmy começou por vender kimonos numa loja que criou. Quanto à música, foi através do MySpace que a descobriram, tal como a mesma partilha nesta conversa.

A conversa começa com a pergunta que se adivinha ser a da praxe – qual o primeiro contacto com a guitarra. emmy conta que cresceu numa família de músicos, pelo que o seu apego à guitarra começa desde cedo. Daí decorrem vários temas. Abordam-se formas de compor e, nesse ponto, emmy explica como se relaciona com a guitarra. “A guitarra, sinto que é como se fosse uma espécie de técnica de arte, tipo aguarela. Pego na guitarra para criar melodias e dedilhados específicos para um determinado estilo de música.” Assim, fica lançado o mote para olhar para algumas músicas de emmy tentando desconstruir o processo de criação por detrás de cada canção.

Sabendo que é uma mulher de vários ofícios e paixões, André procura também explorar essa dimensão na sua arte, pelo que emmy explica que transfere as artes que vai aprendendo por fora para a sua música: “a música é como se fosse uma pegada, mas o resto do corpo está a trabalhar noutras coisas, a absorver outras informações e a aprender outras técnicas, mas a expressão aparece na pegada que é a música”. Neste percurso musical, não poderia deixar de se apontar a importância da educação e como isso pode moldar o gosto e continuidade dos estudos e trabalho na área.

Também a dimensão do sonho protagoniza este diálogo e emmy expõe a sua forma de o ver. “Tem de ser a nossa verdade e não um sonho”, “é uma questão de estar no presente com a tua verdade, que é a tua música, o teu universo, aquilo de que tu gostas, não há um sonho. O sonho faz muito o efeito da cenoura em frente dos olhos”, defende, e “eu sou o suficiente para viver a minha verdade”. É assim que encara a música e o seu lugar nela.

Da mesma forma, defende que há um grande desconhecimento em termos de ferramentas úteis ao trabalho dos músicos e que, cada vez mais, são obrigados a ir à procura de respostas. A este propósito, explica que “não há má música, pode é não haver um mercado direcionado para o que fazes. Não é uma questão de má música, é mesmo uma questão de não sabermos direcionar”.

Segue a partilha acerca de formas de praticar/estudar o instrumento, o destacar de questões técnicas que apreciam nesta arte de tocar guitarra e até a nomeação de guitarristas que admiram. O fecho da conversa é feito em beleza com emmy a tocar um medley de duas músicas suas. Para descobrir tudo isto e mais, basta ver a entrevista completa.

Podes ver o vídeo da conversa, aqui:

André Santos é um guitarrista madeirense de amplos interesses. Foi no conservatório de Amesterdão que fez o mestrado em jazz, tendo desenvolvido uma tese sobre cordofones madeirenses, grupo no qual se inserem instrumentos como o rajão, a braguinha e a viola de arame. Foi essa investigação que muito inspirou o cunho com que contribuiria para Mano a Mano, o projeto a duo que tem com o seu irmão, também guitarrista, Bruno Santos, que já conta com três volumes editados. Tem ainda um trio com Carlos Bica e dirige um projeto de música tradicional madeirense reinventada, Mutrama, para o qual convidou Salvador Sobral, Maria João e Ricardo Ribeiro. Tem dois discos em nome próprio e participa noutros tantos, como são exemplo, os de Salvador Sobral e Pedro Moutinho. Mais recentemente, integrou o novo quinteto de Salvador Sobral. Agora, avança com o conceito e criação deste ciclo de conversas sobre guitarra, Cordas Soltas, sobre o qual podes saber mais, aqui.

Às 18h de dia 7 de julho poderás ver/ouvir a segunda conversa entre o André Santos e Peixe. O Gerador é parceiro deste ciclo de conversas, pelo que vamos partilhar contigo cada uma delas no nosso site, através da página de Facebook do guitarrista madeirense. Fica atento!

Texto de Andreia Monteiro
Cartaz de Dário Gomes

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