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Lefty matam a “Sede” com single de estreia

“Sede” é o single de estreia dos Lefty e apresenta a sonoridade deste novo grupo…

Texto de Flavia Brito

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"Sede" é o single de estreia dos Lefty e apresenta a sonoridade deste novo grupo predominantemente pop-rock, intercultural, e que cruza múltiplas tendências. O primeiro disco chega em janeiro de 2021.

Ella Nor, João Nobre (Da Weasel), Pablo Banazol (Pablo Banazol/Annie Road) e Dani (Bandex / Bicho do Mato) – vocalista, baixista, guitarrista e baterista, respetivamente – compõem os Lefty, uma nova banda que nasceu da ideia de trocar e cruzar tendências e paisagens sonoras, inicialmente entre dos dois primeiros elementos.

"Juntámo-nos com a intenção de fazer música, sem qualquer tipo de limitação artística ou outros estilos. Queríamos deixar que a musica fluísse sem pensarmos muito, com o que quer que fosse, e mesmo com o que depois surgisse. Música pela música, viesse ela de onde viesse", conta, ao Gerador, João Nobre. "Naturalmente que, a determinada altura, precisámos de mais espíritos livres para poder partilhar o que estávamos a sentir, e aí surgiu o Dani, o baterista, e o Pablo, o guitarrista. Pouco depois, aí sim, nascia uma banda", acrescenta.

Bebendo do imaginário dos anos 80/90 mas com a robustez e texturas sonoras de 2020, os Lefty são um projeto que aposta na conciliação da experiência com irreverência, numa mescla de novos talentos da música portuguesa e artistas de carreira sedimentada. "É sempre importante misturar experiência com irreverência, mas o que é ainda mais importante é todos sentirmos o que estamos a fazer", sublinha João Nobre.

Com uma energia punk rock, "Sede" é o primeiro single de avanço do disco de estreia deste grupo, que vai ser editado em janeiro do próximo ano. "Achámos que fazia sentido ser a nossa apresentação enquanto banda por ser tão raw e por ser um reflexo da energia que todos nós sentimos quando estamos juntos a fazer música", clarifica Ella Nor.

Segundo a vocalista e letrista da canção, este foi um tema inspirado num momento específico de uma altura "mais conturbada" da vida da artista. "Projetei aquilo que senti de uma forma visual. O conceito do tema debate-se com a vontade de me sentir conectada emocionalmente a alguém, mas que, por estar numa maré autodestrutiva, consequente das minhas inseguranças existenciais, se tornava impossível. A «Sede» surge nesse sentido, a «Sede» de sentir alguma coisa", explica.

Texto por Flávia Brito
Fotografia via Unsplash

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