A sexta edição do festival A Porta decorrerá nos dias 2, 3, 4, 9, 10, 11, 16, 17 e 18 Julho. Marcado o seu regresso, o evento voltará a abraçar a música, a criação colaborativa e a ativação de espaços e memórias comuns através da cultura. O programa conta com a participação da harpista Angélica Salvi, a cantautora Arianna Casellas, Dada Garbeck, Ricardo Martins, entre outros.

Voltando-se, maioritariamente, para bandas portuguesas, que tocarão em palcos integrados com as paisagens e o património do concelho, o festival d'A Porta 2021 fica completo com a experimentalista vocal Ece Canli, o instrumentista Braima Galissá, o projecto Herlander, o violinista Samuel Martins Coelho e os colectivos Sensible Soccers, Sunflowers e Yakuza.

O ponto central do festival é a Villa Portela, localizada no coração da cidade, oriundo do século XIX, com mais de 17.000 metros de espaço verde.

A Porta 2021 lança ainda um diálogo aberto com a população local que resultará num programa específico dedicado à "ativação de um novo pensamento urbano e imaginário coletivo", lê-se no comunicado. Desta forma, o festival criar uma visita orientada às potencialidades da Villa Portela e o desvendar de possíveis novos caminhos e relações com o espaço.

Com o objetivo de diversificar a oferta cultural e a singularidade dos eventos, assim como a articulação entre património natural e cultural, o festival apresentará ainda um ciclo de cinema documental que integrará três filmes do cineasta Pedro Neves. Documentarista e jornalista freelancer, Neves é conhecido pelo seu trabalho especialmente conectado com a representação de histórias ligadas a comunidades e por uma obra marcada por questões sociais e políticas prementes. N'A Porta serão exibidos: Os Esquecidos (2009), Acima das Nossas Possibilidades (2014), filme integrado no Projecto Troika, e a longa metragem Tarrafal (2016).

Para além da música e da criação artística, A Porta 2021 integrará ainda conversas e um programa para família. Ao longo das suas últimas cinco edições, A Porta tem vindo a assumir-se como "um espaço de criação em permanente diálogo com o território, com a cultura e a comunidade local, promovendo um ambiente favorável à partilha, à co-criação e ao desenvolvimento do tecido cultural regional e nacional", acrescentam.

Texto de Patrícia Silva
Fotografia de Ece Canli, da cortesia do festival A Porta

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