Autópsia acontece dia 29 de abril, pelas 20h30, no auditório da Malaposta para comemorar o Dia Mundial da Dança. O espetáculo de Olga Roriz, integrado no “Ciclo Território Dança” conta com a interpretação de André de Campos, Beatriz Dias, Bruno Alves, Catarina Câmara, Marta Lobato Faria e Yonel Serrano.

 De seu significado, Autópsia representa uma incursão na morte "num corpo sempre morto ainda que não deixe de cá andar, de prosseguir", lê-se na sinopse.

“Tudo o que amamos está prestes a morrer.
Está sempre tudo prestes a morrer.
A aflição vem em ondas de dor e de luto.
Lá onde o corpo fica excluído da compreensão, restam os lugares abandonados. Lugares de memória abertos a outros acontecimentos. Lugares de mutação à espera de uma transformada existência.
E depois da avalanche como tudo é tão frágil!
Tudo está aí à nossa frente, mas, no entanto, há histórias que não estão escritas em lado nenhum. Coisas de nada… Singularidades frustradas.
Dissecar o mau estar de cada um de nós. Matar cada um de nós. Autopsiarmo-nos.
A repetição… a repetição… a repetição… sem fim como as ondas, como a vida e a morte ou o nascimento e a morte, o dia e a noite…
As dores…”

Palavras de Olga Roriz, 2019.

O ciclo dedicado à dança inclui ainda os espetáculos Margem, Um Solo para a sociedade e Choses sans ombre.

Local: Auditório Malaposta;
Horário: 20h30;
Preço: 13euros.
Fotografia de Paulo Pimenta