A artística que abraça a arte urbana inaugura a sua exposição na galeria municipal da Amadora, no dia 15 de abril pelas 18h30. "But First, a Rebellion", é composta por uma nova série de pinturas que desafiam o espetador a viajar pelas personagens "inquietas, selvagens, fugitivas ou guerrilheiras" que Tamara pinta.

Depois de meses de “suspensão” e incerteza a pintora e ilustradora retrata “figuras aparentemente frágeis, que refletem algo de selvagem na sua natureza, como animais que aguardam por uma súbita descoberta intuitiva: somos os lobos, somos as flores acidentais que crescem à beira da estrada, somos o futuro”, lê-se em comunicado.
A exposição estará First, patente na Galeria Municipal Artur Bual/Casa Aprígio Gomes até 13 de junho.

Há cerca de 2 meses, em entrevista ao Gerador, Tamara refletiu sobre a realidade com que deparava e que, agora, a levaram à "But First, a Rebellion", "acho que qualquer coisa em contexto influencia. A arte reflete os dias de hoje e, a arte urbana, acho que o faz especialmente em contexto". Foi então que o seu momento chegou.

Tamara escolheu a rua como tela e foi onde o seu percurso artístico começou por se traçar. É, desta forma, que deixa os murais e passa para a “galeria, usando signos de rua — ‘graffiti’ ou texturas da parede — que em tempos se dedicavam a trabalhos académicos”.

Depois de estudar Artes Plásticas na Escola Superior de Artes e Design (ESAD) das Caldas da Rainha, seguiu para o Porto, onde fez um mestrado em Práticas Artísticas Contemporâneas, na Faculdade de Belas Artes, e “uma das primeiras teses sobre ativismo plástico em contexto urbano”.

Texto de Patrícia Silva
Fotografia via Instagram da artista

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