Luísa e Alberto, Guilherme, Maria, Daniel, Mariana e Amaru, Bruna. Os seus nomes são diversos, e as suas histórias também. Em comum têm o facto de terem emigrado, alguns para o mesmo país, e de não virem a Portugal no Natal. O Natal que também vivem de uma forma diversa e com mais ou menos tradição, mas onde não falta um produto português nas suas mesas. Em França, no Reino Unido, na Suíça e em Praga, o Natal na casa destes emigrantes portugueses — que, com as camadas das suas histórias, desconstroem qualquer tipo de visão estereotipada que pudesse ainda existir. 

São de diferentes gerações, trabalham em áreas também elas distintas e as suas raízes estendem-se ao longo de Portugal, de norte a sul. Mas até os que por norma não festejam o Natal — ou preferiam não festejar — dizem que o que sentem mais falta em Portugal é a família. O clima, a família e os amigos. Sempre. 

Neste segundo artigo da Semana Temática “Voltar à Terra”, que parte da reportagem  “Depois de agosto, a saudade — Ir à terra e encontrar pedaços de identidade”, publicada na Revista Gerador 32, procurámos as histórias de emigrações feitas nos últimos 10 anos e tivemos como ponto de partida o Natal. Não voltar à Terra no Natal. Foi também esta época festiva que serviu de mote para os registos de cada entrevistadx: uma imagem que representasse o Natal, na qual não tivessem de aparecer, mas onde o critério fosse, somente, ter surgido pelo seu olhar.

Quanto às suas histórias, o melhor é lê-las nas palavras delxs próprixs.

Luísa e Alberto Ferreira, a partir de Besançon (França)

Mudaram-se para Besançon, em França, em 2012. No ano anterior, o então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, lançou uma tirada que se viria a tornar célebre — que mais tarde vieram dizer tratar-se de um “mito urbano”: “emigrem”. Na altura, Luísa e Alberto viviam em Castelo Branco com a filha Gabriela, que acabou por entrar na universidade, no Porto. 

“O que nos motivou a sair foi a crise financeira em Portugal. A situação estava tão complicada que fomos obrigados a partir. A razão de ainda não termos regressado deriva do facto de termos optado por terminar aqui o nosso período de trabalho e depois, sim, regressar na altura da reforma”, conta Luísa. Vieram a Portugal pela última vez nas férias de verão e, ainda que a covid-19 seja um entrave a que se retorne no Natal, Alberto diz que não o farão “por opção”. “O ano passado, por acaso, fomos, mas este ano preferimos ficar.” 

Para Luísa e Alberto, não é difícil recordar os Natais da sua infância, que guardam com detalhe na memória. Para Alberto, esta época representava “a família reunida, na aldeia [em Moimentinha, na Guarda], todos juntos à volta da lareira” e ir “tocar o sino à meia noite” numa zona em que “havia uma grande fogueira acesa”. “Havia um convívio mesmo muito bom, ali naquele largo da igreja”, recorda.  

Já Luísa conta que “os natais da infância” se resumiam a si, aos seus pais e aos seus irmãos. “Cumpríamos com todas as tradições gastronómicas, das quais o bacalhau e o leite-creme eram os meus preferidos. Ficávamos na expectativa de que prenda iríamos receber, sempre acompanhadas de um chocolate. Lembro-me de um, que não sei se ainda fazem, que eram 5 barrinhas envoltas numa fita de prenda. Adorava…”

Ainda que não venham, há tradições que fazem questão de manter, sobretudo gastronómicas: “o bacalhau cozido, o polvo, as rabanadas, a aletria, o leite-creme — estas doçarias típicas não podem faltar. Mais o vinho da Beira Alta”. Enfim, “produtos portugueses”. “Temos sorte de ter aqui, em França, lojas e armazéns com produtos nacionais. Só falta o bolo-rei e os sonhos. E a missa do galo…”, partilha o casal.

Este ano não há bolo-rei ou sonhos, nem tampouco a missa do galo, mas certamente será mais um Natal para recordar.

Em Besançon, o espírito natalício invade as ruas. Aqui, um registo do casal Ferreira.

Guilherme Magalhães, a partir de Montélimar (França)

Apesar de também viver em França, mas na cidade de Montélimar, a história de Guilherme Magalhães pouco se parece à de Luísa e Alberto Ferreira. Guilherme, médico dentista de 26 anos natural de Ponte de Lima, chegou a pensar em ir para Londres, mas acabou por se mudar para França “por se tornar o destino mais seguro”. O bilhete de Portugal para França “data o dia 15 de Março de 2019”, e Guilherme ainda recorda o momento em que tomou a decisão de o comprar: “Quando comprei o bilhete (três meses antes) vivia numa situação um pouco complicada em termos profissionais. Ao contrário do que me parece ser a percepção social, ser recém-licenciado em Medicina Dentária em Portugal representa, na generalidade dos casos, o início de um percurso de precariedade e incerteza. Trabalhava 55 horas por semana, algumas vezes mais, e a remuneração era muito abaixo da média nacional.” E sentiu que “para arriscar o melhor era ser aos 25 [anos], e não mais tarde”.

O “processo burocrático para se iniciar a atividade de medicina dentária em França” foi, conta, “bastante duro, exigente e demoroso”. Nesse processo, viveu durante dois meses em Paris — tempo que lhe serviu para praticar o francês — e acabou por se mudar para o Sul de França. “A minha vida mudou completamente”, conta. 

Visitou Portugal pela última vez em agosto deste ano, ainda que a covid-19 tenha “limitado bastante” os seus “afazeres de férias”. “Mas estava tão contente por estar na terrinha”, exclama. “Antes de voltar para França avisei os meus pais que não voltaria tão cedo. Não só porque já se previa uma 2º vaga da covid-19 no Inverno, mas também porque tinha sido chamado para fazer urgências no dia 25 e 27 de Dezembro”. E, “tendo sido chamado num ano tão complicado como o atual”, Guilherme sentiu que “não podia dizer que não”. 

É por isso que não só não vem a Portugal, como não pensa em “celebrar o Natal”. “Se há algo que aprendi com esta situação é que o Natal só importa se for passado com os nossos. Vivo sozinho. O Natal, um momento de partilha, não tem qualquer sentido quando a mesa só tem um prato. Não estou triste por mim, porque sei que vou estar a fazer algo de que gosto — talvez demasiado. Mas não posso deixar de pensar nos meus pais que tanto me pediram para nunca passarem um Natal sem mim, e logo no 1º ano que estou em França lhes atiro com a minha ausência”. Nesse sentido, haverá, certamente, um momento para videochamada. 

Guilherme Magalhães pertence a uma geração que representa “uma nova vaga de emigração” e, por isso, sente que não existe preconceito dirigido a si enquanto imigrante. Já teve um paciente a dizer-lhe que “os portugueses deviam ficar em Portugal”, mas garante que foi um caso isolado. E por muito que goste de estar em Montélimar, o médico dentista partilha que sente falta de quem lhe é próximo, “de um bom café português” e “do Alto Minho — da sua beleza e das suas festas”. “Contudo, já há muita coisa que fazia falta, mas já não faz. Acho que o tempo vai acabar por me afastar de Portugal ao ponto de se tornar a minha caixa de memórias”, partilha com o Gerador.

Não se imagina a voltar, mas guarda Ponte de Lima, e toda a região do Alto Minho, com afeto. “A minha vida profissional passou de ser um motivo de constante frustração para ser uma constante motivação. França ofereceu-me uma qualidade de vida que Portugal muito dificilmente me conseguiria proporcionar”. Quem sabe, para o ano, Guilherme se volta a reunir com os pais em torno da mesa de Natal.

Também em Montélimar as ruas se enchem de decorações de Natal. Guilherme enviou esta fotografia que tirou por lá.

Maria Nery, a partir de Manchester (Reino Unido)

Maria Nery vive em Manchester, mas cresceu no Porto. Depois de estudar na Escola Artística Soares dos Reis, seguiu para um Foundation em Londres, tendo já em vista um curso de design em Eindhoven, na Holanda. Foi parar a Manchester no estágio integrado no curso, que fez num estúdio de design, e por lá vive, hoje, com o namorado. Também é por lá que, pela primeira vez, vai passar o Natal seguindo as tradições britânicas.   

“Passei o mês de outubro inteiro em Portugal, porque tinha de acabar a carta de condução, que ia expirar, mas não ia desde setembro de 2019”, conta Maria. No Natal do ano passado, os pais decidiram ir ter consigo a Manchester e acabaram por “fazer uma pequena road trip pelo País de Gales”. “Acabámos por comer lasanha”, diz a rir, depois de explicar que nem sempre cumpre as tradições natalícias mais óbvias. 

Todos os anos, pela altura do Natal, a designer segue para a Suíça, para ir ter com o pai, ou para os Açores, de onde a avó é natural, para viver um “Natal super tradicional, super português, com 40 pessoas lá em casa”. “Este ano era suposto ser Natal nos Açores, mas como achámos que viriam pessoas de quatro países diferentes, quando a minha tia está nos seus 80 anos, era uma loucura, então decidimos fazer um Natal mais local e juntarmo-nos quando pudermos”, partilha. 

Este ano, com a família do namorado, o Natal terá “todas as tradições” britânicas. Há “uma prenda maior e uma mais pequenina, para pôr no sapatinho”, e as refeições dividem-se entre “o perú ou o fiambre no forno”. Os festejos fazem-se sobretudo no dia 25, “e, por vezes, no Boxing Day [26 de dezembro]”. “Cá tem estado a nevar, então está tudo supernatalício. O nosso natal, normalmente, não tem estas tradições específicas todas, por isso é engraçado entrar um bocadinho nisto. Eles [a família do namorado] até já me perguntaram se não quero ser eu a decidir o que comemos na véspera de Natal e a fazer uma refeição portuguesa. Portanto, acho que vai haver uma mistura de tradições, ainda estamos a planear”, disse por videochamada. 

Quando perguntamos a Maria de que sente mais falta em Portugal, responde de imediato: “se calhar é um bocadinho cliché, mas o sol, o mar, e as pessoas”. “É um misto de saudades entre amigos e família, e a costa portuguesa e a meteorologia.” 

O registo de Maria remete a um dos Natais nos Açores, após a troca de presentes. Junto tinha enviado, também, um momento em que estava a jogar Mikado — algo que faz quase como tradição.

Daniel Hoesen, a partir de Londres (Reino Unido)

Daniel é luso-alemão e vive há 10 anos em Londres. É natural de Budens, do concelho de Vila do Bispo, em Faro, e garante que o seu clube é, ainda hoje, o Farense — por muito que já seja difícil, para si, formular frases sem utilizar palavras e expressões em inglês.

Por muito que o ponto de partida da entrevista que deu ao Gerador fosse o Natal, garantiu, desde logo, que é “alguém mais na onda de Grinch, muito bem definido em inglês nesta expressão: ‘bah humbug!’ ”. “Nunca fui dos que se enamoram pelo Natal”, confessa. Mas ainda que não seja o maior adepto da quadra natalícia, Daniel conta que “este não será o primeiro Natal” que não passa em família, mas é “ provavelmente dos poucos que realmente queria passar”. 

Antes de emigrar, tinha sempre duas celebrações: na véspera, a 24, celebrava o Natal português, com avós paternos, primxs e tixs, e no almoço de 25 de dezembro, o alemão. Na véspera conta que tudo se celebrava… na véspera. “Era desorganizado e sempre ‘às últimas’, porque toda a gente trabalhava, mesmo no dia 24, e acabava quase por ser maçador”. “Sorry for the negativity”, diz de antemão. Mas não faltavam filhoses, o arroz doce e, claro, o bacalhau. 

No Reino Unido, sente que o Natal é mais “staged/comercial”, mas ao mesmo tipo mais “homely, relaxado e enjoyable”. “Mais ao estilo do Natal alemão da minha infância”, conta. Há “menos ênfase na comida”, estando o foco gastronómico virado para o peru, e “o resto é mais flexível, depende das famílias”. O Natal como o celebrará este ano, “é muito mais pequeno (pelo menos em casa da minha mulher)”, uma vez que são sete pessoas no total, “mas costuma ser mais longo: a 24 juntamos-nos, 25 celebramos, e 26 é o Boxing Day”.  Os sogros fazem, especialmente a pensar em si, laranja fatiada com canela — que não se recorda se é algo tipicamente português ou alemão — e os vinhos e queijos são portugueses. 

Tal como na casa do namorado de Maria, na família da mulher de Daniel existe a tradição do sapatinho, que decorre na manhã de 25, e depois do almoço abrem-se “as prendas-prendas” da família. “Talvez a única coisa que não me enjoa, pessoalmente, é a overdose de futebol no Boxing Day”, conta.

Mariana Garrido e Amaru Mestas, a partir de Praga (República Checa)

Mariana partiu, em 2018, para um mestrado Erasmus Mundus entre Glasgow, Dublin e Praga. Começou a namorar com Amaru mais ou menos por essa altura e, no segundo semestre, decidiram que “já que vinha para Praga pelo menos três meses, porque não ficar mais tempo?” Amaru, que na altura trabalhava em Lisboa, não hesitou. Mudaram-se, juntos, e encontraram o apartamento em que vivem até hoje.

Amaru, português filho de peruanos, e Mariana, cuja família se divide entre Coimbra e Estarreja, conheceram-se no curso de Relações Internacionais, mas agora trabalham em áreas distintas. Quando se mudaram para Praga, esperavam ir a Portugal em abril, por volta do aniversário de Amaru, que nasceu no dia da liberdade, mas a pandemia da covid-19 trocou-lhes as voltas. “Quando demos por nós, estivemos 10 meses sem ir, e fomos só em agosto durante 15 dias”, diz Mariana. 

No ano passado, juntaram oito amigos de nacionalidades diferentes para festejar o Natal. Uma amiga portuguesa levou broa, que serviu de ingrediente para cozinhar tofu com broa, outra amiga brasileira fez brigadeiros, e juntaram-se também “alguns amigos que até nem celebravam o Natal”. “Foi uma noite de partilha interessante”, contam. Este ano, “se tudo correr bem”, vão ser quatro no mesmo apartamento, e as receitas serão semelhantes. “Também descobrimos que há uma senhora que faz bolo rei, bolo rainha e bolo rei de chocolate, e estamos a pensar encomendar, e fazer algo que seja típico das zonas de onde eu sou, como arroz doce ou aletria.  E não sei se vamos juntar alguma coisa peruana”, sugere Mariana.

Em Portugal, o Natal de Amaru normalmente é passado com os pais e a irmã, e o de Mariana passa-se entre Coimbra e Estarreja, sendo que a véspera “é em casa da avó materna, com muitas crianças, uma mesa enorme de doces, e muita comida”. Há detalhes que se repetem e ligações que se mantêm, no limite, através de videochamadas — que, no caso de Amaru, se fazem também entre a República Checa e o Peru. “Como tenho bastantes tias e primos no Peru, no ano passado, por volta das duas da manhã, estavam primos a ligar-me porque lá ainda era final de tarde. Tinha tios a desejar-me bom natal no dia seguinte de madrugada, porque lá ainda era de noite e estavam acordados. É engraçado.”

Mariana e Amaru escolheram uma fotografia do mercado de Natal na Old Town Square para registo do seu testemunho. Apesar de viverem recentemente em Praga, tiveram a oportunidade de testemunhar, no ano passado, o momento do acender das luzes nessa praça — que é “um dos primeiros eventos que anuncia a abertura da época natalícia”. Por lá vendem-se artefactos natalícios e vinho quente. Nas restantes ruas, “começam a aparecer bancas que vendem carpas vivas, em baldes com água, e as pessoas compram-nas, põem-nas na banheira e só as cozinham no Natal”. É uma tradição checa que tanto Mariana e Amaru, num riso cúmplice, garantem não querer adoptar.

Neste ano atípico, fica a saudade da família e de uma quadra natalícia preenchida. Mas que se preencherá, certamente, de outra forma.  

O mercado da Old Town Square, aos olhos de Mariana Garrido, no ano passado.

Bruna Barbosa, a partir de Lausanne (Suíça)

“Eu vivo na Suíça há oito anos. Na altura, os meus pais decidiram mudar-se para aqui porque o meu pai é soldador e trabalhou durante praticamente toda a minha infância no estrangeiro, porque não arranjava trabalho em Portugal, ou então o trabalho que arranjava não era suficiente. Na Suíça, ele arranjou um trabalho mais seguro e, na altura, a minha irmã tinha acabado a faculdade no Porto e eu tinha terminado o 9º ano, e os meus pais acharam que era a melhor altura para nos mudarmos para a Suíça e podermos estar todos juntos”, resume Bruna Barbosa, de 23 anos, natural de Gondomar. 

A mãe de Bruna é auxiliar de saúde num lar, e a irmã também é profissional de saúde. É (também) por isso que Bruna e a família não costumam “ir muito a Portugal no Natal”. “A primeira razão”, conta, “é o facto de os bilhetes serem caríssimos nessa altura”, seguida da disponibilidade da mãe e da irmã. Este ano, em particular, teriam de fazer quarentena obrigatória e no trabalho dos seus pais “seria impossível fazê-lo”. No resto do ano, Bruna faz questão de ir “três ou quatro vezes” a Portugal. 

Num áudio espontâneo em que respondeu a uma série de perguntas levantadas pelo Gerador, Bruna conta que desde que foi para a Suíça faz “mais coisas que são estereótipos portugueses do que quando estava em Portugal”. Ri, também, espontaneamente. “No Natal, a minha casa cumpre exatamente as mesmas tradições que tínhamos em Portugal: o pão de ló, a aletria, o bolo rei, comemos bacalhau na noite de 24, cabrito no almoço de 25, as prendas à meia noite… a tradição é a mesma”.  Além da irmã e dos pais, é costume que se juntem “pessoas que iam passar o Natal sozinhas”, e que por vezes levam para a mesa de Natal algumas tradições suíças. 

Neste momento, Bruna estuda medicina em Lausanne. E quando questionada sobre a existência de preconceitos dirigidos a emigrantes portugueses responde — “claro que sim”, rapidamente.  “Sempre foi uma coisa que me frustrou bastante, e eu sempre respondi às pessoas em relação a isso. O facto de estarmos aqui também mostra uma certa coragem e ousadia de deixarmos tudo para trás para mudar de país. Mas esse preconceito não existe apenas em relação aos portugueses”, conta a estudante que partilha também que quando se mudou para Lausanne “e não sabia dizer praticamente nada em francês”, mas já “dizia que queria ser médica”, se sentiu subestimada por muitos dos seus professores.

Na Suíça, neva grande parte do tempo. Mas para Bruna, “por muito que uma pessoa fale do calor e da praia” e da falta que fazem, o que sente mais falta é dos seus amigos e da família. “ Apercebi-me, ao emigrar, que não há nada mais importante”. 

Este é o segundo artigo de uma semana temática dedicada à emigração, que parte da reportagem “Depois de agosto, a saudade — Ir à terra e encontrar pedaços de identidade”, publicada na Revista Gerador 32. Podes consultar o primeiro artigo, aqui
Texto de Carolina Franco
Fotografia de Mariana Garrido

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