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EMUA: a efemeridade abraça a arte urbana

Até dia 25 de julho o Museu Efémero de Arte urbana (EMUA) ocupa o edifício…

Texto de Patricia Silva

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Até dia 25 de julho o Museu Efémero de Arte urbana (EMUA) ocupa o edifício do LX Factory com 4 exposições levando à risca a génese da epopeia da Arte Urbana. Com cerca de 100 obras, o EMUA conta com o trabalho dos artistas mais conceituados deste movimento. 

Nomes como Banksy, Vhils, Bordalo II, Invader, André Saraiva, Os Gêmeos, Felipe Pantone, Futura 2000, Finok e Jason Revok, entre outros, estão presentes através das obras a que se dedicaram para esta 1ª edição do EMUA - Ephemeral Museum of Urban Art, em Portugal.

Colmatando a reta final do Lisbon Week, correr os corredores e paredes que retiram a obra do seu espaço e levam a considerada, anteriormente, "arte vândala" para um campo de exibição daquela que se diversifica por todo o mundo é o principal objetivo da organização.

Fazendo-se acompanhar por uma sala de cinema, pintura ao vivo, workshops em oficinas de ilustração, stencil, colagem, vídeo e tipografia e uma loja temática, o EMUA (des)constrói espaços, mentalidades e perspetivas visuais.

EMUA
Fotografia de Mariana Valle Lima

“Quando soubemos da desocupação desta parte do edifício, ficámos com muita vontade de o ocupar. E, como já conhecia o Georges Zorgbibe há dois anos, desafiei-o a pensar num projecto”, explicou-nos Xana Nunes, presidente e diretora da Lisbonweek.

Georges Zorgbibe, curador do EMUA, ao longo dos quatro espaços, construiu narrativas que se vão prolongando e fundindo de forma singular. O local é o LxFactory e, numa altura em que parte si ficará "sobre ruínas" fez sentido estruturar esta primeira edição no local.

Num "labirinto imersivo", como nos explica Georges, a importância e reflexão do caminho evolutivo da arte de rua e o seu papel torna-se implícita. O mesmo acontece com a obra de Revok que nos elucida da importância da memória, do momento e do papel da efemeridade "No Selfie Zone" é o nome da sua obra.

Da sátira de Banksy perante temas como política ou a religião, a Bordalo II, que se debruça sobre a sociedade consumista e insustentabilidade dessa mesma exploração, a crítica social mostra-se relevante dando enfâse à diversidade, no que tocas às mentalidades e às artes de "valor eterno" ainda que "efémera".

Texto de Patrícia Silva
Fotografia de Mariana Valle Lima

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