A Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e a Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha marcam presença no festival online Oeiras Ignição Gerador com a apresentação de vídeos enigmáticos durante os intervalos da programação.

Descobre aqui quem são os autores dos vídeos que vão ser apresentados no decorrer do Festival online Oeiras Ignição Gerador

Alexandre Alagôa | Vortex

Vortex é uma experiência audiovisual intrigante e imersiva. Ocorre num corredor de um apartamento que é transformado num vórtice claustrofóbico, agoniante e vertiginoso que nos engole na queda infinita: é a clausura pura no mundo imagem, é a Descida ao Maelstrom.

Alexandre Alagôa licenciou-se em Arte Multimédia, na vertente de Audiovisuais, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, tornou-se Mestre em Audiovisuais pela mesma instituição em 2018 e ficou como Monitor do curso de Arte Multimédia na mesma Faculdade, acompanhando alunos no desenvolvimento de projectos audiovisuais.
Pós Graduado em Arte Sonora pelas Belas Artes de Lisboa, em 2019, começa a dedicar-se mais intensamente ao cinema experimental e vídeo-arte.
Tem exibido os seus trabalhos de vídeo em várias exposições, mostras e festivais, dos quais se destacam: InShadow: Lisbon Screendance Festival (Lisboa, Portugal, 2018); Festival Ecrã (Cinemateca do MAM, Rio de Janeiro, Brasil, 2018); Festival Video Art Miden: From Zero to Infinity (Centro Histórico de Kalamata, Grécia, 2018); Richterfest (Espaço das Artes e Ciência, Moscovo, Rússia); IVAHM: International Video Art House Madrid (Museu La Neomudéjar, Madrid, Espanha, 2017); Festival Reverso 02 (Cossoul, Lisboa, Portugal, 2016); I stood up and… never sat down again (Plataforma Revólver, Lisboa, Portugal, 2016).

Ana Teresa Vicente | Transtopia

Transtopia foi um projecto, desenvolvido durante uma residência artística em Hong Kong onde a artista trabalhou justamente sobre o conceito de Transtopia – em que estar em trânsito é o destino em si. Dung Chen Kung diz-nos que os lugares existentes em mapas são, inevitavelmente, destinados a sofrer transformações e transferências e,como tal, são como cometas que viajam incessantemente, em permanente circuito, permanentemente em trânsito, nunca chegando ao seu destino. O trabalho artístico é, muitas das vezes, realizado, desenvolvido e apresentado em vários locais no mundo. Com o aparecimento do novo coronavírus, este permanente “em trânsito” poderá sofrer repercussões. Considerando a localização geográfica de Portugal, de que forma será possível continuarmos a desenvolver e mostrar o nosso trabalho, a realizar colaborações com outros artistas e investigadores?

Ana Teresa Vicente é doutorada em Belas Artes – Fotografia pela FBAUL, com bolsa da FCT. Apresenta seu trabalho regularmente através de exposições, palestras e publicações. Em 2020, expôs seu trabalho no Fotomuseum Winterthur, CH; DAAP Gallery, EUA, no Museu Penafiel, PT, e realizou uma residência artística em Hong Kong enquanto bolseira da Fundação Oriente. Em 2019, foi co-curadora da exposição Timelessness, no Ars Electronica Campus, e expôs seu trabalho no Athens Photo Festival, GR, e FORMAT19, Reino Unido. No ano anterior, expôs na galeria GESTE Paris, FR; SNBA, PT; Archivo Studio, PT, e na Liverpool John Moores University, Reino Unido. De destacar ainda que foi co-coordenadora e investigadora do Post-Screen Festival (Lisboa) e é membro da associação cultural Criaatividade Cósmica, e curadora do Festival Aura.

Régis Costa de Oliveira | Inter Faces

Inter Faces é uma performance que utiliza conteúdos digitais em realidade aumentada, possibilitando o redimensionamento simbólico e conceitual tanto do corpo do performer como do espaço onde acontece a performance. O conceito que estrutura a performance orbita em torno da figura de um peregrino que caminha por sítios urbanos transformados em santuários através da inserção de conteúdos digitais tridimensionais. Os sítios percorridos, espaços híbridos entre o real e o virtual, incorporam através da realidade aumentada elementos retirados do imaginário cristão, das religiões afro-brasileiras, além de imagens autorreferenciais para narrar uma peregrinação fictícia, em que a tecnologia assume o papel de lente intermediadora entre o mundo secular e uma espiritualidade virtualizada.  

Régis Costa de Oliveira é aluno do Programa de Doutoramento em Artes Performativas e da Imagem em Movimento, da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. No Instituto Federal de Educação, no Brasil, é professor de Artes Visuais. As suas principais áreas de interessa são sobretudo performance e arte multimédia, com especial ênfase para as tecnologias digitais, como a realidade aumentada.

Rodrigo Miragaia | Mensagem Cíclica

O vídeo Mensagem Cíclica é composto por um gira-discos que ecoa uma mensagem traduzida em 8 idiomas europeus. Vozes essas provenientes de uma aplicação que gera o texto dactilografado, em várias línguas. Compreendendo que a frase é sempre a mesma, o observador fica com o significado retido para se concentrar no som e pronúncia de cada língua. Ou seja, a atenção sobre o significado dá lugar à atenção sobre o significante, numa homenagem a Joseph Kosuth e à sua obra “Uma e três cadeiras”. Mensagem Cíclica refere-se ao movimento cíclico do vídeo, que deveria passar em loop.

Rodrigo Miragaia frequentou o curso de Introdução às Artes Plásticas e Arquitectura na Escola Artística António Arroio, seguiu os estudos em Realização Plástica para Espectáculo no Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral – IFICT. Licenciou-se em Artes-Plásticas / Pintura na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, continuando a sua formação na mesma faculdade o com o curso de Doutoramento em Belas-Artes, especialidade de Multimédia. Atualmente é docente do Ensino Básico e Secundário, no Grupo de Artes Visuais. Além de professor, Rodrigo Miragaia esteve sempre envolvido em mil e um projetos como a companhia de teatro O Olho, a Galeria ZDB e a revista BigOde.

Miguel Gil | Ascent, Agony, Fear, Dreamivory, Wasted, Noumena, Blossom, Bye, Tao

Miguel Gil apresenta uma série de nove pequenas animações centradas sobretudo em tipografia, movimento e cor.

Miguel Gil é licenciado em Design Gráfico e Multimédia, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Além de designer gráfico dedica-se também a trabalhos de fotografia.
Podes ficar a conhecer mais sobre o trabalho do Miguel no behance ou no seu perfil de instagram @mig.eru.

Samuel Nasimba | Encontros

Encontros revela um ambiente urbano distorcido e labiríntico por onde vagueiam pessoas que se vão encontrando e desencontrando a cada esquina.

Samuel Nasimba é licenciado em Design Gráfico e Multimédia, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha. Desde 2019 faz parte da equipa Mosca Publicidade, onde exerce funções como director criativo.

Vadym Alyekseye | Mirror

Em Mirror é possível apreciar várias técnicas e efeitos, onde se joga com sentidos, texturas e movimento. Ao longo de três minutos somos transportados para um universo cheio de simetrias e reflexos.

Vadym Alyekseyenko é licenciado em Design Gráfico e Multimédia, na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha
Podes ficar a conhecer mais sobre o trabalho do Vadym no seu canal de YouTube ou no perfil de behance.

De 18 a 20 de junho no Oeiras Ignição Gerador vamos tentar responder à pergunta Qual o futuro da cultura e da criatividade? dando voz a nomes que admiramos como Vhils, Salvador Sobral, Margarida Pinto Correia, Rui Horta, Capicua, Chef Kiko, Clara Não, André Gago, Sara Barros Leitão, Benjamim, Constança Entrudo, Matilde Campilho ou Carla Maciel, num total de mais de 40 cabeças de cartaz.

Vais poder assistir a concertos, debates, performances, apresentações, masterclasses e muitos outros momentos que reinventam a forma de viveres um festival online. Descobre tudo na página principal do Oeiras Ignição Gerador e espreita aqui o recinto que já está de portas abertas.