O que significam hoje as cidades e como podem ser desenvolvidas para as próximas gerações? Como se podem tornar mais sustentáveis e como se têm procurado revitalizar? Estas são algumas das questões a que o Festival Cidades Resilientes procurará dar resposta. A iniciativa acontece nos dias 16 e 17 de julho, em Coimbra, mas também online, para todo o país.

Ao longo de dois dias, o Convento São Francisco, estabelecimentos de comércio local e as ruas daquela cidade receberão vários debates, entrevistas, masterclasses, workshops e atividades culturais, contando com a participação de mais de 30 personalidades.

A realização deste festival, de acesso gratuito, partiu da iniciativa do município de Coimbra, a quem se juntou o Gerador, plataforma independente de jornalismo, cultura e educação.

No Festival Cidades Resilientes pretende-se discutir, “com amplitude e pluralidade”, o significado das cidades, a sua sustentabilidade e regeneração e a forma como podem ser construídas para as gerações seguintes, pode ler-se em comunicado. “Coimbra, pela sua particular situação geográfica, de uma cidade com uma duplicidade urbana e rural, é o ponto de partida para repensar o conceito de cidade em 2021.” 

No primeiro dia, 16 de julho, o Convento São Francisco recebe Miguel Poiares Maduro, professor universitário e político português, que ocupou o cargo de ministro adjunto e do Desenvolvimento Regional, num debate dedicado aos desafios das cidades do século XXI. O sociólogo e professor catedrático Carlos Fortuna e o psicólogo e vice-reitor da Universidade do Algarve, Saúl Neves de Jesus, juntam-se para uma reflexão sobre “As consequências da pandemia para a cidade”. 

Miguel de Castro Neto, professor da NOVA Information Management School e Rita Lopes, investigadora no CENSE - Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade da FCT NOVA, debatem “A economia das cidades do futuro”. Já Tiago Marques, docente do Instituto de Psiquiatria do King’s College de Londres e médico psiquiatra, Francisca Aires Mateus, curadora e artista finalista do Prémio Sonae Media Art em 2019 e Clara Almeida Santos, professora de filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, juntam-se numa conversa dedicada às cidades das novas gerações. 

No dia 17 de julho, o festival volta a receber novos debates. Para pensar o “Planeamento e Sociologia Urbana”, reúnem-se Paulo Peixoto, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), Alda Botelho Azevedo, doutorada em Demografia pela Universitat Autònoma de Barcelona e Luís Baptista, sociólogo e diretor do CIS.NOVA. Já a “Regeneração e Sustentabilidade” das cidades conta no painel com Filipe Duarte Santos, professor de física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Helena Freitas, professora no Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra e Maria de Lurdes Cravo, da Associação ZERO. 

O debate dedicado à “Cultura e Educação” conta com David Santos, historiador de arte e curador, Carlos Moura Carvalho, consultor jurídico e gestor cultural e a coreógrafa Aldara Bizarro. Para debater “A nova antropologia” está também confirmada Catarina Marcelino, vice-presidente do Instituto de Segurança Social. Por fim, para pensar a importância do digital para as cidades juntam-se Susana Albuquerque, presidente do Clube Criativos de Portugal e o engenheiro de sofware, Ricardo Vitorino. 

A programação do festival estende-se ao comércio local e às ruas da cidade de Coimbra. Será possível participar num workshop de personalização de tote bags, com a artista visual Pitanga, numa masterclass de design thinking, com a especialista Luana Bistane, ou numa masterclass de aproveitamento energético, com um especialista da Lisboa E-Nova. 

Está também confirmada a participação de Luís Araújo, presidente do Turismo de Portugal, numa entrevista ao vivo, sessões de poesia pelas ruas da cidade com a atriz Mia Tomé e o poeta José Anjos, e ainda um encontro dos instagrammers, que vão percorrer a cidade ao longo dos dois dias de festival e promover a cidade de Coimbra nas suas redes sociais.   O festival é de acesso gratuito. Os lugares para assistir à programação no Convento São Francisco e atividades no comércio local e ruas da cidade serão limitados.

Texto de Flávia Brito
Fotografia de Uriel Soberanes via Unsplash

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