A décima sexta edição do Festival de artes performativas “Y” recebe para um concerto e sessão educativa, a combinação do piano de Joana Gama e eletrónica de Luís Fernandes nos dias 10 e 11 de dezembro, na Escola Profissional de Artes da Covilhã (EPABI)

As composições que serão apresentadas são consequência da residência artística desenvolvida no mês de julho na Covilhã juntamente à componente da procura de uma linguagem singular na relação entre o piano e a eletrónica que os caracteriza, uma experiência caracterizada pelos artistas como uma semana “extremamente proveitosa” e que procuravam há muito tempo.

“O que apresentaremos em concerto será material quase totalmente desenvolvido durante a residência, durante a qual começámos igualmente a preparar a música que viria a ser a banda sonora da peça “Os Três Irmãos” do Victor Hugo Pontes, que estreou em setembro no Teatro Viriato.” revelam ao Gerador.

O dia 10 convoca uma programação educativa com direito a um miniconcerto e uma sessão de esclarecimento sobre técnicas e processos de composição seguido da atuação com obras inéditas no dia 11.

Não é a primeira vez que participam em eventos com uma componente educativa tendo como exemplo,  o projeto “at the still point of the turning world” com alunos do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga no Theatro Circo ou com alunos do Conservatório Regional de Ponta Delgada no Teatro Micaelense onde proporcionaram aos alunos o contacto, não só como ouvintes, mas como intérpretes de música que normalmente não está presente no seu dia-a-dia. “Nesse sentido, temos todo o interesse e abertura em realizar sessões educativas em escolas de forma a aproximar os alunos da música que fazemos” afirmam.

Os compositores e intérpretes reúnem, da música erudita ao pop rock, quatro álbuns não só  enquanto duo, mas também, colaborando com outros artistas –  Quest (2014), Harmonies (com Ricardo Jacinto, 2016), at the still point of the turning world (com a Orquestra de Guimarães e José Alberto Gomes, 2018) e Textures & Lines (com Drumming GP, 2020) e apresentações no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Micaelense e cidades como Berlim, Londres, Nova Iorque ou Rio de Janeiro. “O que fica a faltar é um novo trabalho discográfico em duo e, para isso, esta residência foi um passo fundamental, e que esperamos vir a concretizar num futuro próximo, associado a um novo projeto no qual estamos a trabalhar “acrescentam

Com as devidas distâncias de segurança, a organização “Quarta Parede” desenvolve o evento com entrada gratuita e lugares limitados à comunidade escolar da EPABI devido às circunstâncias de anormalidade pandémica.

Texto de Filipa Bossuet
Fotografia de Lais Pereira

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