O Doclisboa está de regresso à Culturgest. “Ficaram tantas histórias por contar” é um programa que, de 14 a 18 de janeiro, se constrói a partir de uma rede de filmes que trazem luz aos cantos mais escuros das histórias, tanto individuais como coletivas, através do recurso a materiais como arquivos familiares, found footage, diários ou textos artísticos, processados a partir de diferentes pontos de vista sociais e políticos, com foco nas questões de identidade e memória. Histórias reais ou reconstruídas – imaginadas portanto pelo olhar de quem tenta subtrair-lhes sentido.

A 18ª edição é uma viagem começada em outubro de 2020 e que terminará em março próximo. Em 2021 serão três os momentos de programação, um por mês, orientados por uma ideia de fundo para explorar propostas, questões e reflexões. Cada programa é acompanhado por debates e conversas.

Em janeiro, o programa “Ficaram Tantas Histórias por Contar” irá observar os silêncios das histórias individuais e coletivas. Fevereiro olha o Arquivos do Presente, em que os filmes se multiplicam em diversas identidades — documento, prova, registo —, numa constante arqueologia do presente. E, por fim, março abre-se a De Onde Venho, Para Onde Vou que se debate sobre momentos chave da vida, numa dialética entre os detalhes em que a câmara se deteve e os caminhos que se continuarão a trilhar.

Local: Culturgest, Lisboa;
Horário: Varia conforme a programação;
Preço: 4,50 euros.
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