No final de 2021 nasceu a primeira Galeria de NFTs dedicada exclusivamente a Angola. Nesta primeira fase podem ser encontrados NFTs de três artistas.

Os NFTs chegaram para mudar o mundo da arte, da criatividade, e a forma como a arte digital é vista. O NFT é um derivado do blockchain, criado em 2008 que, por sua vez, é um registo digital numa sucessão de blocos invioláveis e descentralizados que garante uma absoluta segurança dos dados e da sua propriedade Em 2014, o blockchain chegou à arte como um projeto artístico e não de mercado, apesar dos valores praticados em plataformas como a OpenSea.

Em dezembro de 2021 foi criada uma galeria para obras digitais realizadas por artistas angolanos, ou com uma temática sobre Angola. Guilherme Mampuya, Troufa Real e Leonel Moura são os três artistas que inauguram esta primeira fase. Guilherme Mampuya, nascido no Uige, em 1974, formou-se em Direito na Universidade de Kinshasa, mas tem-se dedicado à pintura, sendo, desde 2005, membro da União dos Artistas Plásticos Angolanos (UNAP). O artista distingue-se pelo seu estilo, uma figuração e colorido exuberantes e tem uma vasta obra em Angola, Portugal, Bélgica e Brasil. Troufa Real, nascido em Luanda, em 1941, é arquiteto, professor catedrático e, para além de contar com uma vasta obra em Angola, Portugal e outros países, tem uma obra gráfica particularmente original, nomeadamente de temática tropical. Leonel Moura, nascido em Lisboa, em 1948, apresenta-nos um conjunto de obras com temática angolana. O artista é um dos pioneiros na aplicação das tecnologias digitais, robótica e inteligência artificial na arte. Foi também um dos primeiros a criar NFTsque vê como o futuro da arte digital.

As obras podem ser vistas, aqui.

Arte de Guilherme Mampuya

Texto de Patrícia Nogueira
Imagem de Troufa Real

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