Entre os dias 17 e 20 de setembro, Grândola acolhe mais uma edição do Encontro da Canção de Protesto enquadrada no Observatório da Canção de Protesto (OCP).

Este ano o evento homenageia José Mário Branco, com espetáculos musicais, exposições e documentários, colóquios, sessões testemunhais e de canto livre dedicados à temática do exílio.

O evento inicia-se com a inauguração da exposição “Emigração, exílio e canção de protesto”, no Cine Granadeiro, seguindo-se o espetáculo vencedor do prémio LER+, em 2019, "MARGEM (de uma certa maneira) — O canto do exílio", da Associação Artística Andante.

Na sexta-feira, dia 18 de setembro, Sérgio Godinho e os Assessores sobem a palco para recriar algumas das canções que marcaram os discos "Os sobreviventes" e "Pré-Histórias" — gravados em 1972 e 1973, respectivamente, quando este se encontrava no exílio em França. Já no sábado, o Cine Granadeiro acolhe m conjunto de sessões testemunhais dedicadas aos universos de José Mário Branco — protagonizadas por Agnès Pellerin, Alexandre Alves Costa, António Branco, Ana Matos Fernandes (Capicua), Carlos Fragateiro, Domingos Morais, Flávio Almada (LBC Soldjah), Francisco Fanhais, Hélder Costa, João Madeira, Luís Cília, Manuel Deniz Silva, Manuel Pedro Ferreira, Mário Vieira de Carvalho, Nuno Santos (Prétu Chullage), Rita Azevedo Gomes, Rui Cidra, Sérgio Godinho e Tino Flores. No mesmo dia, à noite, o Grupo de Acção Cultural apresenta o epstáculo "Uma mão cheia de vozes na luta".

O Encontro da Canção de Protesto de 2020 encerrar-se-á no domingo, dia 20 de setembro, com o encontro-colóquio "Contra as ditaduras erguer a voz e cantar". Este conta com a participação de alguns membros do Conselho Consultivo do Observatório da Canção de Protesto, o convidado Alberto Carrillo Linares, e a exibição do documentário "Les Printemps de L’ Exil", e a atuação do Coro da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

A entrada em todas as iniciativas é gratuita mediante reserva antecipada de lugar através do número 269 448 030 e sujeita à lotação da sala.

Texto de Bárbara Dixe Ramos
Fotografia de José Mário Branco, por Arlindo Camacho

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