E se algumas espécies de peixes começassem a desaparecer? Foi para isso que Maria João Freitas alertou, na vila A-Ver-O-Mar, o palco da sua nova história: "Os Peixes que Fugiram da História". Um projeto desenvolvido em parceria com a IGLO e MSC que alerta miúdos e graúdos para um consumo de peixe responsável.

Vários peixes deixaram de ser avistados no mar há demasiado tempo e o João, a Rita e o André querem saber porquê. "Procura-se pescada do cabo", "Salmão fugiu do mar" e "Perdeu-se dourada" são alguns dos cartazes colados nas árvores da vila A-Ver-O-Mar. Este é o ponto de partida para a mais recente obra infantil escrita por Maria João Freitas e com ilustrações de Mariana Rio.

“Os Peixes que Fugiram da História” é o nome do livro que conta a história destas três crianças que vão tentar descobrir, juntamente com familiares que dependem do mar para viver, a razão pela qual alguns dos peixes do mar da sua vila deixaram de ser avistados. Para os ajudar a compreender este mistério vão contar com o Capitão, avô paterno de João e verdadeiro lobo do mar, o tio da Rita, que é pescador ou o pai do André, chefe de cozinha do restaurante Neptuno. Mas quem serão os culpados, e o que poderão estes aventureiros fazer para evitar a extinção dos peixes, contribuindo para a sua preservação e para a recuperação dos setores afetados pela pesca excessiva?

“Escrever é sempre mergulhar dentro de nós próprios e se o narrador (o João) pediu o nome emprestado ao meu pai, o Capitão inspirou-se num tio dele que pertencia à marinha", contou a autora do livro que, enquanto escrevia o livro, chegou mesmo a sonhar que o quilo da sardinha estava a 170€, e acabou por usar esse 'sonho' como material na escrita - "As trocas de ideias com o André Letria (editor) e o curso intensivo sobre o mar, os peixes e a pesca sustentável disfarçado de conversas com a Rita Sá, da ANP|WWF, foram decisivos para o rumo do livro. Talvez por isso, tenha dado os seus nomes aos dois amigos do João”, afirma Maria João Freitas.

O livro acabou também por ser uma imersão em pensamentos, dados e soluções para a ilustradora Mariana Rio: “No início de qualquer projeto, gosto de pesquisar e encontrar mais informação sobre o tema abordado. Este não foi uma exceção. A dado momento, tive necessidade de sair em trabalho de campo para ir ver a praia e o mar, mas entramos em Estado de Emergência, pelo que tive de evocar o melhor que podia todas as memórias, umas mais recentes e outras de infância, de verões passados junto do mar, ora com família ora com amigos. Percebi que tenho uma mala bem cheia dessas memórias”.

Este projeto, desenvolvido pela editora Pato Lógico, resulta de uma parceria com a Iglo e MSC, que se juntam com o objetivo de alertar para o impacto negativo da sobrepesca e para a importância de um consumo de peixe mais responsável -É com grande orgulho que abraçamos este projeto em parceria com a Patológico e o MSC, porque acreditamos que é possível continuar a comer peixe mas também preservar os recursos marinhos, habitats e ecossistemas e queremos levar esta mensagem a todos, em particular aos mais novos".

Esta história infantil, obrigatória para adultos, espelha aquilo que a Iglo Portugal e a MSC têm vindo a desenvolver ao longo dos anos, principalmente com "O Capitão Iglo tem sido um aliado histórico dos pais na hora das refeições, transformando refeições de peixe em momentos de alegria à mesa, sem birras, e é uma marca de referência para várias gerações. Temos por isso uma grande responsabilidade. Há mais de 20 anos que apoiamos as boas práticas de pesca, para um futuro em que não nos falte peixe no mar e na mesa, tendo já hoje 100% dos nossos produtos Capitão Iglo certificados pelo MSC,” afirma Inês Teixeira, Diretora de Marketing da Iglo. Já a diretora do MSC de Portugal e Espanha, Laura Rodríguez, acredita que a resposta ao enorme desafio que é acabar com a sobrepesca e salvaguardar os recursos marinhos para as gerações atuais e futuras, "está na colaboração entre todos os que amam o mar, como o João, a Rita e o André, e desejam continuar a ver os mares e oceanos cheios de peixes e de vida".

O livro tem o custo de 14,50€, sendo que 1€ reverte para apoiar o Programa de Oceanos e Pescas da ANP|WWF.

Texto de Patrícia Nogueira
Fotografia disponível via Freepik
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