Os Pop Dell’Arte são uma aventura musical inaugurada por João Peste e Zé Pedro Moura (para além de Ondina Pires e Paulo Salgado) em 1985, vencedora do prémio de originalidade do 2º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez-vous nesse mesmo ano.

Defendendo sempre a transgressão enquanto valor artístico fundamental e a necessidade de amar as contradições, ao longo de três décadas, os Pop Dell’Arte gravaram discos tão importantes como “Free Pop” (1987), “Sex Symbol” (1995) ou “Contra Mundum” (2010) e tocaram não só nas principais salas de Lisboa e do Porto, mas também em Coimbra, Braga, Aveiro, Faro, Vigo, Londres e Barcelona, entre muitas outras cidades.

Em 2018, com uma formação que integra o baterista Ricardo Martins e o guitarrista Paulo Monteiro (no projecto desde 1994) para além de João Peste e Zé Pedro Moura, os Pop Dell’Arte regressaram com um álbum novo, “TransgressionGlobal”, que inicia uma nova fase na vida de uma das bandas mais surpreendentes de sempre do panorama musical português. No dia 3 de maio vão dar um concerto no  KARMA – is a fest –, em Viseu, um lugar no roteiro de festivais do país, com uma programação eclética. No total são 14 concertos, uma oficina, um debate, uma fanzine, uma exposição de fotografia e uma residência artística. 

Quanto à sua seleção musical para esta mescla disseram-nos que são “10 músicas que gostaríamos de cantar em qualquer momento ou contexto, pois são de qualquer tempo ou local.”

Estas são as 10 escolhas da música portuguesa que os Pop Dell’Arte partilharam connosco:

Fernando Lopes Graça & Lisboa Cantat, Acordai  (1960/61)
José Afonso, Cantigas de Maio (1972)
José Mário Branco, Eh! Companheiro (1972)

José Afonso ,Nefretite Não Tinha Papeira (1973)


José Mário Branco, Engrenagem (1972)
Sérgio Godinho, Demónios de Alcácer Quibir (1976)
Mler Ife Dada, Zimpó (1985)
Mão Morta, Oub’ Lá (1988)
Agente Único, GNR (1982)
Banda do Casaco ft, Gabriela Schaaf , Geringonça (1977) 

 


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