A partir desta quinta-feira, dia 2 de julho, arranca em Setúbal a segunda edição da MAPS – Mostra de Artes Performativas de Setúbal, que irá proporcionar perto de duas dezenas de espetáculos de diferentes expressões artísticas, em vários locais da cidade.

A mostra que decorre até 10 de julho, terá este ano uma programação “inteiramente composta por performances nacionais de múltiplas manifestações artísticas”, explica a organização em comunicado.

Os espetáculos proporcionados serão gratuitos e abordam temas como a igualdade de género, a liberdade, o consumo, o trabalho ou a corporalidade. Partindo destas temáticas, a iniciativa pretende promover a interação, a fruição e a valorização do património através da apresentação de espetáculos que fomentam o acesso às artes, que asseguram a diversificação, a descentralização e a difusão da criação artística e incentivam a captação de diferentes públicos.

Primeiros dias com programação diversificada
A abertura oficial da MAPS terá lugar amanhã, pelas 19h00, no antigo Armazém de Papéis do Sado, agora denominado A Gráfica – Centro de Criação Artística, onde será possível visitar a exposição CTRL + ALT + ERROR, com curadoria da Revista FOmE, em continuidade com uma instalação do artista João Fortuna.

No mesmo dia e no mesmo local, a MAPS é também palco da estreia absoluta, às 21h30, do espetáculo Poema à Duração, projeto encenado por Jean Paul Bucchieri a partir do texto homónimo do austríaco Peter Handke, Prémio Nobel da Literatura em 2019.

Na sexta-feira, dia 3, destaque para a performance de dança de Beatriz Dias, intitulada Musculus, que decorre pelas 21h30, igualmente em A Gráfica, no âmbito da primeira edição da plataforma Interferências, de apoio à criação artística da Companhia Olga Roriz.

Antes desse momento, no mesmo local, a MAPS recebe uma conversa sobre “Programar em Espaços Não Convencionais”, a partir das 19h00, organizada pela Revista FOmE.

Já no sábado, dia 4 de julho, às 15h00 e às 17h00, no Jardim do Bonfim, Catarina Requeijo interpreta Muita Tralha Pouca Tralha, e, às 16h00 e às 18h00, no mesmo local, o Teatro Só apresenta Sómente, peça teatral sem diálogos, que faz o retrato de um homem que permaneceu jovem de coração, mas que está preso num corpo desgastado pela passagem do tempo.

Ainda da programação de dia 4 no Jardim do Bonfim destaca-se, às 19h00, a performance artística de Ricardo Guerreiro Campos, Que sabemos nós da multidão?, que se repete nos dias 7, às 20h30, em A Gráfica, e 9, na Praça de Bocage.

No domingo, dia 5, às 15h00 e às 17h00, em A Gráfica, há Photomaton, espetáculo do compositor e multi-instrumentista Fernando Mota, que parte de uma enorme mala de onde vão saindo objetos, sons e histórias que nem sempre precisam de palavras.

Na mesma data, entre as 19h00 e as 20h30, na baixa e no centro histórico da cidade, realiza-se o espetáculo musical Nessun Dorma. Que ninguém durma! Que ninguém durma!, composto por árias de ópera do século XVII ao XIX, com direção artística de Jorge Salgueiro e produção pela Associação Setúbal Voz.

Por sua vez, no dia 6 de julho, A Gráfica recebe a performances de Rita Vilhena e Yael Karavan, em MA-MA, uma reflexão, entre outros, sobre o planeta Terra, as mudanças climáticas e o aquecimento global.

Esta performance terá eco nos restantes dias com a apresentação, a 7, de uma instalação com o mesmo título. A 2ª.edição do MAPS continua depois até 10 de julho com espetáculos de Ana Rita Teodoro, Tiago Bôto e Wagner Borges, um espetáculo/instalação da companhia sineense Teatro do Mar, mais uma conversa dinamizada pela Revista FOmE e um projeto de formação teatral do Teatro O Bando.

Tendo em conta o contexto atual, cada espaço de apresentação terá uma lotação limitada, de acordo com as regras e as medidas delineadas pela Direção Geral de Saúde. Assim sendo, será necessário efetuar reserva obrigatória para os diversos espetáculos e momentos de apresentação através deste email.

Texto de Ricardo Ramos Gonçalves
Fotografia de Sómente do Teatro Só

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