O MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que este ano perfaz a 14.ª edição, regressa ao Cinema São Jorge entre os dias 07 e 14 de setembro.

De acordo com a organização do festival, e por recomendação da Direção-Geral de Saúde, haverá “sessões mais espaçadas e de lotação reduzida” e dois dias extra “para que o público possa desfrutar do festival com todo o conforto e segurança”.

A edição deste ano terá “uma retrospectiva sobre o racismo e o cinema de terror, filmes de Pedro Costa, um número recorde de filmes realizados por mulheres e muitas propostas para oito dias de catarse colectiva”.

Serão sete os filmes incluídos na retrospetiva Pesadelo Americano: O Racismo e o Cinema de Terror, precursores do movimento Black Lives Matter: The Intruder, de Roger Corman (1962), Ganja & Hess, de Bill Gunn (1973), O Cão Branco, de Samuel Fuller (1982), Os Prisioneiros da Cave, de Wes Craven (1991), O Assassino em Série, de Bernard Rose (1992), Tales from the Hood, de Rusty Cundieff (1995), e Foge, de Jordan Peele (2017).

Pedro Costa é o convidado da secção Quarto Perdido, que este ano é anunciada como Pedro Costa — Filmar as Tevas. O realizador português “abordará em conversa a sua declarada afinidade com o universo do terror e do fantástico e serão exibidos os filmes Ne Change Rien (2009) e Cavalo Dinheiro (2014)”, lê-se no site do MOTELX.

A secção Serviço de Quarto “mostra este ano um número recorde de filmes realizados por mulheres (cinco por agora, a que se juntarão outros)”, adianta a organização. Entre os destaques anunciados estão Saint Maud (2019), de Rose Glass, Relic (2019), de Natalie Erika James, The trouble with being borne (2020), de Sandra Wollner. Além destes, esta secção “traz ainda o regresso do prolífico Takashi Miike com aquele que se estima ser o seu 104.º filme. Estreado na Quinzena dos Realizadores de Cannes, First Love é uma louca mistura de drogas, sangue, gore, romance e humor negro e um regresso ao estilo hiperbólico que o tornou um favorito dos festivais”.

Este ano, o MOTELX apresenta, pela primeira vez, um programa de Curtas Experimentais, “dedicado a narrativas alternativas que usam técnicas revolucionárias para criar novas linguagens e pesadelos transcendentais”. Por sua vez, a secção Curtas Internacionais continuará a “trazer propostas ricas e variadas em subgéneros tão distintos como ‘sci-fi’, filme de época ou sátira” e, nesta edição, integrará vinte filmes.

Os finalistas do Prémio MOTELX — Melhor Curta de Terror Portuguesa, que “continua a incentivar a produção nacional de cinema de género com um prémio no valor de cinco mil euros”, e do Prémio Melhor Longa de Terror Europeia/Méliès d’argent serão anunciados em agosto.

De acordo com o Expresso, o MOTELX terá ainda sessões de warm-up do festival, numa parceria com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que acontecerão nos três dias que antecedem o festival, 03, 04 e 05 de setembro. Será apresentada no Convento de São Pedro de Alcântara a performance/concerto A Mulher-Sem-Cabeça, a partir de um texto de Gonçalo M. Tavares, com ilustrações ao vivo de António Jorge Gonçalves e voz do rapper Papillon (dia 03), haverá um jantar encenado no Espaço Brotéria a partir do texto Um Jantar Muito Original, de Fernando Pessoa enquanto Alexander Search (dia 04) e é esperada uma sessão de cinema ao ar livre no Largo Trindade Coelho (dia 05).

Consulta a programação completa do 14.º MOTELX aqui.

Texto de Rita Dias
Fotografia da cortesia de MOTELX

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