O Museu das Crianças, localizado no Jardim Zoológico de Lisboa, vai encerrar o seu espaço devido à pandemia de covid-19, disse à Lusa a diretora no dia 8 de maio, admitindo que possa vir a “funcionar noutros moldes”.

Carlota Lancastre explicou que o museu é uma associação privada sem fins lucrativos, criada em 1994 e a funcionar no jardim zoológico há 15 anos, estando atualmente “muito dependente das visitas das escolas” e também de algumas festas de aniversário.

Há cerca de três anos, quando Carlota Lancastre iniciou funções como diretora do museu, tinha “sete ou oito patrocinadores”, tendo em 2019 perdido a maioria dos apoios e ficado com apenas dois.

Assim, e como dependem do funcionamento das escolas, que estarão encerradas nos próximos meses, o Museu das Crianças não tem condições para pagar as rendas ao Jardim Zoológico de Lisboa.

Carlota Lancastre afirmou também que o primeiro trimestre deste ano estava “a correr muito bem”, com “muitas visitas”, que começaram por ser adiadas devido à pandemia de covid-19 e, posteriormente, canceladas.

A diretora referiu que neste momento não é viável fazer um ‘crowdfunding’, uma vez que se vivem momentos incertos e, até ao começo do novo ano letivo, “é um período muito longo em termos de rendas”, que a associação não consegue assegurar.

“Nós queremos mesmo trabalhar com a máxima segurança”, salientou Carlota Lancastre, notando que todas as exposições do museu “são interativas”.

A exposição deste ano letivo era sobre História de Portugal, mas o museu já tinha “no papel” uma outra sobre sustentabilidade, referiu ainda.

O Museu das Crianças já comunicou a rescisão do contrato de aluguer do espaço ao jardim zoológico, afirmou a diretora, admitindo que a associação ainda se consiga reinventar.

Texto de Lusa
Fotografia de Michał Parzuchowski disponível via Unsplash
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