Seria absurdo que um período tão transformador como o que estamos a viver não tivesse consequências em tudo o que fazemos. Assim é na nossa vida particular, como no agir das entidades.

O Gerador, naturalmente, não pode ficar indiferente a este tumulto. Até porque, na verdade, já tem uma tendência de reinvenção atávica. Só temos de espelhar o momento naquilo que já é a nossa maneira de estar.

Desde o início da pandemia que estamos em permanente questionamento sobre a melhor forma de respondermos a estes desafios, como, aliás, se comprova num texto que publiquei há quase um ano!

Já nessa altura, afirmávamos o pilar da informação como critico na nossa estratégia, sempre importante para nós, mas ainda mais decisivo agora, que necessita de fontes editoriais sólidas, credíveis e que acompanhem os sinais dos tempos.

Num pensamento maior, que inclui outras áreas do Gerador para além da editorial, como a academia, as iniciativas culturais, a produção de conhecimento e o apoio a entidades culturais, decidimos afinar o caminho que pretendemos trilhar durante este ano e os próximos.

Dessa reflexão surgiu a necessidade de começarmos a ter o atrevimento de explorarmos outras dimensões para além da cultura. Aquelas que fazem sentido para quem nos lê e nos segue e as que nós também julgamos pertinentes para a sociedade.

Assim, passámos a organizar a nossa área de intervenção jornalística de acordo com cinco perspectivas distintas:

ACTIVIDADE CULTURAL

Falar sobre o que se passa a nível cultural em Portugal e descobrir novas iniciativas e protagonistas culturais. Ter sempre o cuidado adicional de procurar conteúdos fora das metrópoles e que valorizem a cultura popular ou novas expressões culturais.

POLÍTICAS CULTURAIS

Abordar os assuntos mais críticos da cultura, discutindo os assuntos estratégicos da expressão artística no nosso país. Entrevistar os protagonistas do ecossistema cultural, político, associativo e empresarial.

JUVENTUDE

Expor as preocupações e desejos dos jovens, através de artigos que lhes deem voz, mesmo quando não ligados à cultura. Principalmente, emprego, educação, desigualdade, discriminação, habitação e socialização.

AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE

Estar atento aos assuntos relacionados com a sustentabilidade e resiliência ambiental, independentemente de estarem associados à cultura. Informar a nossa audiência dos novos desafios ambientais a que estamos sujeitos e procurar recomendar formas de atuação para a melhoria da pegada ambiental.

INTERIOR DO PAÍS

Cobrir os assuntos fundamentais relativos ao interior do país e às localidades de baixa densidade populacional, para além dos culturais. Nomeadamente, riscos demográficos, desertificação, condições de acesso, pobreza, competitividade económica e transição digital.

Pareceu-nos que a única resposta válida a este momento de encolhimento seria a nossa vontade de crescer e de abordar mais temas essenciais. Podem contar connosco para continuarmos atentos e proactivos.